Educação em casa? Mais da metade dos alunos de SP não tem computador, mostra estudo

Somente 38% de estudantes de escolas públicas tem um computador e 11% de todos os estudantes do estado não tem acesso à internet

Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Jornal GGN – Levantamento feito em São Paulo, da Fundação Seade, mostrou que somente 38% de estudantes de escolas públicas tinham um computador e que 11% de todos os estudantes do estado não tiveram acesso à internet em 2019. Apesar de se tratar de dados do ano passado, o estudo é um reflexo do prejuízo dos alunos que tiveram que estudar de forma remota neste ano, pela pandemia do coronavírus.

Reportagem da Folha de S.Paulo deste domingo (27) mostrou que, após 9 meses do fechamento de escolas da prefeitura de São Paulo, crianças esqueceram como escrever o próprio nome e também do nome da professora. Mães relatam as situações de seus filhos de 5 a 9 anos de idade.

Enquanto o prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), insiste em manter as aulas à distância para as crianças, não prevendo um retorno do ano letivo presencial para 2021, especialistas também narraram os prejuízos para as crianças, a nível social, emocional e pedagógico.

Mas a Prefeitura de São Paulo não sabe informar quantas foram as crianças prejudicadas, por não terem tido a supervisão escolar adequado de um adulto, por não ter acesso a internet, computador ou celular para acompanhar as aulas remotas. Em nota ao jornal, a Prefeitura informou somente serem “casos pontuais”.

Não é o que mostra, contudo, os dados do Seade divulgados na última semana, com dados da pesquisa TIC Educação 2019, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).

Em todo o estado, 88% dos estudantes foram classificados como usuários de internet, mas outros 11% não. Ainda, 58% dos domicílios paulistas não tinham computadores de mesa em 2019. A falta maior estava nas casas de estudantes de escolas públicas: 62% de suas casas não tem computador.

Outra reportagem de maio deste ano, da Folha, mostrava também o cenário de crianças de Paraisópolis, periferia na zona sul da capital paulista, que não tinham celular e tampouco lápis e papel para realizar as atividades escolares de suas casas.

 

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