Estudantes são intimidados por PMs armados em escola catarinense

Jornal GGN – Estudantes que ocupam a Escola Estadual Irene Stonoga, em Chapecó (SC), foram intimidados por policiais armados (veja o vídeo abaixo). Segundo pessoas que acompanham a ocupação, a direção da escola se nega a dialogar e tem coagido professores que tentam ajudar os adolescentes.

De acordo com relatos, o pai de um dos alunos chegou a agredir um estudante na saída da escola. Esta mesma pessoa teria entrado na escola depois, e, armado, tentou tirar os jovens de lá.

Antes mesmo dos alunos decidirem pela ocupação, a direção da escola não queria permitir  um debate com professores da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) sobre a Proposta de Emenda à Constituição 241 e a reforma do Ensino Médio.

Ocupação no EEB Irene Stonoga, em Chapecó (SC). As imagens são do Facebook da deputada estadual Luciane Carminatti (PT)

Em relação aos policiais que aparecem no vídeo, ele foram à escola inúmeras vezes a pedido da direção da unidade.

Túlio Vidor, coordenador do Centro de Referências em Direitos Humanos Marcelino Chiarellio, da UFFS, foi até a escola Irene Stonoga após receber uma denúncia de violações de direitos humanos. Ele afirma que teve dificuldades em acessar a escola e que a diretoria não o acompanhou em sua visita técnica, nem quis dar esclarecimentos.

Ele conta que, ao chegar no local, a escola estava trancada com os alunos dentro, e que pais e outras pessoas que apoiam o movimento não conseguiam ter contato com os estudantes.

“A gente acabou apurando algumas situações de conflito, patrocinadas principalmente pela própria direção. Há uma dificuldade muito grande de diálogo”, diz.

Vidor afirma que apurou irregularidades e riscos de violações de direitos humanos. Ele está elaborando um relatório que será encaminhado para o movimento estudantil, para a direção da escola, para a Secretaria de Educação e outros órgãos competentes.

“Teria que haver um diálogo entre a direção e os manifestantes para garantir a segurança das crianças que lá estão”, completa.

Veja o vídeo abaixo:

 
 

 

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8 comentários

  1. Primavera e resistência

    Um comentarista aqui do blog, em post anterior sobre o assunto, matou a ‘charada’. Os secundaristas encontraram o ponto fraco, o nervo exposto e inflamado do Golpe. O nó retórico que Ana Júlia, de apenas 16 anos deu essa semana no presidente da Assembleia Legislativa do PR mostra isso.

    Daí a reação desses PMs toscos invadindo espaços de uso público, sem mandato e com armamento pesado. Os milicos não sabem com quem estão se metendo. Tipo exército americano levando balão no Vietnã. Derrota na certa. O governo reconquista uma escola, os moleques tomam outras 3. O governo retoma as 3, os moleques retomam aquela uma, na base da não-violência.

    Escola é o equipamento público mais bem distribuído no território. Toda violência contra a não-violência dos alunos de ensino médio é violência brutal contra pais, irmãos, familiares e professores dessas meninas e meninos, espalhados por todos os grotões do Brasil. Vai dar errado; o governo VAI perder.

    A primavera secundarista é o começo da resistência ao GOLPE.

  2. Ocupar e resistir

    Os estudantes precisam ser ouvidos pois serão os maiores atingidos pela PEC 241. Enquanto não forem atendidos só lhes resta OCUPAR E RESISTIR.

  3. Ocupa Central

    Orgulho-me de ter participado da retomada do movimento secundarista, nos anos 70, no bom e velho Estadual Central, de BH, em sua bela arquitetura de Niemeyer e sua moçada sempre atuante, na política e nas artes, ao longo dos anos. Foi de lá que saíram Dilma e Elke Maravilha, por exemplo. Cito essas mulheres, porque agora são as meninas que protagonizam a movimentação estudantil nas ocupações, inclusive a do Central. Aliás, hoje, botaram pra fora a “Direita Minas”, que queria acabar com a ocupação: “Ei, Direita, saia já daqui…”

    https://www.facebook.com/midiaNINJA/videos/749565095201638/

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=WxV5UG6s6Vo%5D

  4. Feito o dever de casa, os Proles estão fazendo o dever da escola
    B
    Quando nascemos fomos programados
    D A
    A receber o que vocês
    B
    nos empurravam com os enlatados
    D A
    dos U.S.A. de 9 às 6
    B
    Desde pequenos nós comemos lixo
    D A
    Comercial e industrial
    B
    Mas agora chegou nossa vez
    D A
    Vamos cuspir de novo o lixo em cima de vocês

    (refrão)
    B A G
    Somos os filhos da revolução
    B A G
    Somos burgueses sem religião
    B A G
    Somos o futuro da nação
    A D B
    Geração Coca-Cola
    (Legião Urbana)

    Depois de vinte anos na escola
    Não é difícil aprender
    Todas as manhas de seu jogo sujo
    Não é assim que tem que ser?
    Vamos fazer nosso dever de casa
    E aí, então, vocês vão ver
    Suas crianças derrubando reis
    Fazer comédia no cinema com as suas leis

    Somos os filhos da revolução
    Somos burgueses sem religião
    Somos o futuro da nação
    Geração coca-cola, geração coca-cola

  5. Ao invés de combater um
    Ao invés de combater um governo ilegítimo o idiota ameaçou uma criança desarmada que luta pelo direito à educação dos filhos dos policiais (miseráveis que moram em periferias que nunca serão visitadas pelos golpistas). Tragédia em dobro…

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