Projeto de lei de Serra pode tirar até R$ 360 bilhões da educação

Se aprovado, documento de autoria do senador José Serra diminui recursos e compromete as metas previstas no PNE, em especial as relacionadas à educação básica

Por Caio Zinet do, Centro de Referências em Educação Integral

A educação pode perder até R$ 360 bilhões nos próximos 15 anos, ou R$ 24 bilhões por ano, caso seja aprovado o projeto de lei do senador José Serra (PSDB-SP) que altera o regime de exploração dos recursos naturais do pré-sal. A estimativa é do assessor legislativo da Câmara dos Deputados, Paulo César Ribeiro de Lima.

A divisão dos recursos advindos da exploração do pré-sal funciona da seguinte forma: do total dos recursos arrecadados pelo consórcio operador, uma parte é destinada a cobrir o custo de operação; outros 15% são destinados para o pagamento de royalties.

O recurso que sobra, conhecido como excedente em óleo, é dividido entre as empresas do consórcio e a União, que é obrigada a destinar sua parte diretamente para o Fundo Social de onde os recursos serão destinados para áreas de saúde e educação.

A proposta do senador José Serra não altera a destinação e nem os valores dos royalties, mas deve diminuir os recursos destinados ao Fundo Social. Isso porque seu projeto retira a obrigatoriedade da Petrobras ser a operadora em todos os campos do pré-sal. Qualquer outra empresa pode assumir essa função.

A questão é que a Petrobras é a companhia que possui a tecnologia mais avançada do mundo para explorar os recursos naturais do pré-sal, o que faz com que a empresa tenha um custo de produção muito menor que suas concorrentes.

Segundo o consultor legislativo da Câmara dos Deputados, Paulo César Ribeiro, como a Petrobras possui um custo de exploração muito menor que suas concorrentes, quando ela é a operadora do campo os recursos que sobram para a União são expressivamente maiores do que se o operador fosse uma empresa estrangeira.

Projeto retira obrigatoriedade da Petrobras ser a operadora em todos os campos do pré-sal

Dessa forma, com a estatal brasileira operando os campos, o volume de recursos destinados para educação e saúde são bem maiores do que se outra empresa comandasse a exploração da camada.

“Estimo que o custo da Petrobras, em razão da infraestrutura e do conhecimento tecnológico do pré-sal, seja, no mínimo, R$ 20 por barril, [preço] mais baixo que o de qualquer outra operadora. Essa diferença de custo reduz o excedente em óleo da União, que é a principal fonte futura de recursos para o Fundo Social. Como 50% dos recursos desse fundo são destinados às áreas de educação e saúde, grande será a perda de recursos para essas áreas, caso a Petrobras não seja a operadora”.

“É difícil calcular o valor exato de quanto a educação pode perder porque depende do preço do petróleo, do dólar e do ritmo de produção. Mas mantidas as projeções iniciais, o Fundo Social pode perder até R$ 480 bilhões (R$ 360 bilhões para educação e R$ 120 bilhões para saúde) caso a Petrobras deixe de ser operar nos campos do pré-sal”, conclui o assessor legislativo.

Para se ter uma noção da magnitude da perda, o orçamento para 2015 (sem os cortes previstos no ajuste fiscal) do Ministério da Educação (MEC) é de R$ 103 bilhões. Ou seja, a perda de R$ 24 bilhões por ano representaria, hoje, 23,3% do total do orçamento da educação brasileira.

O único campo do pré-sal leiloado até o momento pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foi o de Libra. Paulo César estima que se esse leilão fosse feito sobre as regras estipuladas pelo senador José Serra, as perdas do Fundo Social poderiam ser da ordem de R$ 100 bilhões, somente para esse campo.

“Se a empresa (Petrobras) não fosse operadora na área de Libra, a perda do Fundo Social seria da ordem de R$ 100 bilhões”, afirmou Paulo César.

Educação básica

Para especialistas, caso o projeto de lei seja aprovado e os recursos deixem de ir para a educação, as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) estão seriamente comprometidas, especialmente as que se referem à educação básica.

O professor em Políticas Públicas da Universidade Federal do ABC (UFABC),Salomão Ximenes, explica que os recursos destinados para essas áreas não têm vinculação obrigatória. Dessa forma, o MEC pode cortar esses investimentos.

“O que pode ser cortado são as despesas voluntárias, que representam 40% do orçamento total do MEC. O restante são despesas obrigatórias e os gastos são vinculados por força de lei”, explica.

Ele cita que despesas com a massa salarial de servidores e professores de instituições federais, por exemplo, são obrigatórias. Enquanto outras despesas como a destinação de recursos para construção de creches e escolas e o financiamento para compra de veículos para transporte escolar podem ser cortadas.

“As despesas não vinculadas são as mais importantes para efeito de ampliar e melhorar a educação básica no país. A minha preocupação é que os investimentos direcionados para essas áreas sejam cortadas”, afirmou.

CAQi

Uma das previsões do PNE para ser implementada a partir de 2016 é o chamadoCusto Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) que estima o investimento mínimo necessário por aluno para garantir a ampliação do número de vagas e para a melhoria da qualidade da educação básica no país.

A partir dessa estimativa de custo, o governo federal complementaria o orçamento de estados e municípios para garantir que as metas do PNE sejam cumpridas. Segundo Daniel Cara serão necessários R$ 37 bilhões por ano a mais para melhorar a qualidade da educação daqueles que já estão inseridos nas escolas e outros R$ 13 bilhões para os que ainda vão entrar no sistema escolar.

“Um possível corte nos recursos do Fundo Social reduzem pela metade as chances do petróleo colaborar com a educação num sentido de garantir um padrão mínimo de qualidade para se ter uma educação digna”, afirmou.

Ajuste fiscal

Para Daniel Cara, o próprio ajuste fiscal que está sendo implementado pelo governo federal já dificulta a implementação de diversas metas do PNE. Ele cita como exemplo a meta 1 de universalizar o ensino infantil no país até 2016.

Saiba + Cortes no MEC ameaçam meta de universalização do ensino infantil

“Os cortes já estão inviabilizando a execução do PNE. A meta 1, de garantir a matrícula de todas as crianças de 4 a 5 anos na pré-escola, por exemplo está seriamente ameaçada”, afirmou.

Do total do orçamento de R$ 103 bilhões, aproximadamente R$ 9,2 bilhões foram cortados do ministério. Desse valor, R$ 3,4 bilhões seriam destinados para a construção de creches e quadras esportivas, segundo matéria do jornal Folha de S. Paulo.

O professor da UFABC também mostra preocupação com relação ao valor que será estabelecido para o CAQi num contexto de crise econômica e ajuste fiscal.

“Um ponto que está ameaçado é o Custo Aluno Qualidade (CAQi). O governo deveria repassar para os estados e o municípios um valor mínimo para garantir a expansão e qualidade do ensino. O CAQi deve ser definido até 2016, mas nesse contexto de cortes, existe uma tendência de subdimensionar seu valor”, afirmou Salomão.

“Definir num contexto de crise deve puxar para baixo. Além do risco imediato, existe essa perspectiva que afeta o planejamento de longo prazo. Nesse sentido é muito negativo a postura do governo que priorizou os cortes”, completa o docente.

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32 comentários

    • Qndo se quer, se pensa e se faz (fora da caixinha… ou caixola)

      Meu caro, não estamos falando de 100% de tudo mas de 30% mínimos. lembrando que pode-se negociar estes 30%, quando necessário, com pagamento em óleo aos sócios/consorciados (só até liquidar o investimento).

      A diferença entre isto e a concessão entreguista  de Cerra é que nesta, a Petrobrás: (1) Não tem controle (100%) sobre a exploração (medir, monitorar, conhecer, decidir, etc.); (2) Não participa das receitas (mi.30%); (3) Não tem nenhuma posse ou propriedade sobre a extração; (4) Poderá se ver na situação de ter que comprar petróleo brasileiro no preço e condições exigidos por empresas estrangeiras em seu próprio território; (5) Perde o que foi mencionado no artigo, mais empregos, compras nacionais, participação nos lucros, etc.

      Será mais uma das milhares de concessões históricas de exploração de riquezas a preço de casca de banana que fazemos há 5 séculos. Afinal ouro, diamantes, óleo, prata, urânio, terras raras, ec. “não valem nada na terra”, némêz? Mas eles sabem muito bem que a exploração econômica é o que vale.

      Querem nos transformar em uma Arábia Saudita, onde algumas famílias andam em Rolls Royces e Lambos folheadas à ouro e o restante da população vive na idade média…

      Esse papo de “não ter ‘capacidade’ para explorar o pré-sal” já está pra lá de Riad…ou Bagdá…

      • Mas também ela não incorrerá

        Mas também ela não incorrerá em custos para esse campos dos quais não participar ora.

        A Petrobrás já vem comprando gasoina e diesel importados, de companhias estrangeiras a preços de mercado e revendendo aqui mais barato.

        • Pensamento contábil: fecha a empresa, assim “não terá custos”

          O mundo está cheio de empresários e empreendedores que adoram ter “custos” … que lhes tragam lucros..

          Adoram ter o controle total ou o maior possível destes negócios “geradores de custos”.

          Caras como Rockefeller e sua Standard Oil, Gates, Jobs, Matarazzo, Carnegie, os sócios ocidentais da Aramco e até mesmo financistas como Rothchilds, Morgans e outros “otários” que “fecharam” seus negócios porque eles têm “custos”.

          Quanto à ter que comprar gasolina e diesel, isto é resultado de não se fazer refinarias neste país desde 1976, e 4 estavam sendo feitas a duras penas (e agora paralisadas ou semi.) e o senador da Chevron diz que isso é “loucura!”.

          O resultado disso é que, com ou sem sobrepreço (- na Petrobrás e + no BR ou v.versa), quem vai pagar esta gasolina e seu lucro é vc, junto comigo e todo o resto do povo brasileiro, bi-adicionado evidentemente ao lucro estrangeiro.

          Questão de raciocionar apenas como contabilidade ou como negócio. Negócio que não existe é garantia de “não ter custo”…

          Muito menos qualquer outra coisa.

           

          • Ninguem falou em fechar mas

            Ninguem falou em fechar mas sim em administrar de maneira responsável.

            Nenhuma empresa suporta custos ilimitados.

          • Até isso suporta, se os lucros sobre eles forem “ilimitados”

            Vc não prestou ateção aos argumentos: a negociação de pagar em óleo (de somente 30%) não exige maior capacidade em papel, mas financiamento em óleo.

            Deste caldo negro sobram os lucros. E o controle…

            Não estamos discutindo abraçar todo o pré-sal, mas apenas seu controle com 30% (menos de 1 terço). Se não pudermos pegar nem esta pequena parte, então entrega pros gringos, que eles saberão como financiar e ganhar (muito) dinheiro com esse financiamento (“dívida”..), inclusive traindo-nos o controle, empregos e know-how diretos e indiretos. Ficaremos com o “direito” eterno de comprar gasolina importada deles e óleo de nós mesmos.

            Como sempre foi antes do “petróleo nosso”.

          • Bom, até agora não foi pois

            Bom, até agora não foi pois empresa apresenta redução de lucros desde 2010.

            E os lucros vem só apóes os investimentos, como ter essa certeza sua então ?

             

          • Redução de lucros continua sendo lucro

            Não confunda lucro menor com prejuízo. Contabeleiros confundem até custo com investimento.

            Observe que o lucro operacional em 2014 (tirando as baixas contábeis) foi maior que nos anos anteriores. Se bem me lembro, 29 bilhões!

            O lucro caiu simplesmente porque a empresa está investindo muito, na maior descoberta recente de jazida petrolífera do mundo!.. E olha que ainda não está totalmente mapeada! Mas se parar por aí já tabão!

            Neste mundo altamente financeirizado, investir (infelizmente) implica em endividar. Mas não pra pagar buracos e sim para gerar mais lucros.

            Note que (por ex.) a Ford e a GM em 2008 quase quebraram não porque estavam endividadas por novos investimentos (dívida saudável), mas porque o negócio não gira sem dívida, o que se tornou padrão no mundo inteiro.

            Contam-se nos dedos as empresas que investem do seu próprio resultado. Nem por isso as demais dão prejuízo. Apenas pagam “impostos financeiros” ou “dividendos” ao sócio universalizado, que é a banca…

            A mepresa está investindo também em refinarias, para mitigar nossa dependência, não só em gasolina, mas querosene, diesel, químicos, GLP, etc, o que melhorará as receitas e margens de lucro.

            O fato é que mesmo após o serviço deste endividamento todo, continua gerando empregos, know-how, produção e capital nacional, diretos e indiretos.

            E ainda … dando lucros.

             

          • Errado: lucro vem o tempo todo, desde q se pague o serviço

            Puta confusão entre dívida e prejuízo, custo e investimento.

            Se por ex. eu tenho um lucro de 20 bilhões por ano e me endivido em 100 bilhões e vou pagar entre juros e amortizações 10 bilhões por ano, vou continuar (fixando as demais variáveis de receita e despesa) lucrando como sempre, só que agora 10 bilhões por ano.

            Em 10 anos voltaria a lucrar os mesmos 20 bilhões.

            Como o bom senso me diz que ao investir 100 bilhões eu provavemente vou aumentar meus lucros de alguma forma em, digamos 2 ou 3 anos, algo me diz que eu voltarei a lucrar o mesmo neste meio tempo e MAIS assim que terminar o pagamento da dívida.

            Be-a-bá.

    • Um pouco precipitada sua preocupação, não?

      Não acredito que até o momento de esgotamento do tal recurso finito, os gastos correntes permanecerão inalterados. Qual o tempo desse esgotamento finito? 50 anos? 80 anos? Até lá há que se levar em conta que tanto a estrutura produtiva deverá estar em outro patamar, como também a própria estrutura tributária, os gastos obrigatórios e principalmente a questão demográfica. Se uma sociedade mais educada conseguir se tornar mais produtiva, a própria arrecadação tributária irá se ampliar. Ademais, novas formas de financiamento poderão ser criadas e muitos gastos revistos. Por outro e mais importante, a população brasileira passa por transformações profundas na sua pirâmide etária. Daqui a 50 anos, o número de crianças e jovens em idade escolar será absurdamente menor, o que poderá levar à redução dos gastos correntes (mantido o tal custo por aluno). É impressionante como o gasto infantil é bem mais alto que as outras faixas etárias…

      Mas por outro lado, caso se aumente o número de professores através da criação de novas escolas, haverá um contingente maior de profissionais e aposentados no futuro, pressionando o gasto corrente para cima. Há que se ver ainda se as escolas ampliarão sua jornada para tempo integral, se o ano letivo será mantido nos mesmos patamares, como se desenvolverá o reajuste salarial da categoria, dentre outros diversos fatores.

      Pelo que acompanhei dessa discussão sobre educação, os tais 10% do PIB seriam por um período transitório, reduzindo progressivamente a partir das mudanças demográficas e quando se atingir um patamar de qualidade mais aceitável.

      Portanto, acredito que sua afirmação é demaziado contundente para algo que ainda tem muito a se desenrolar e que passará inevitavelmente por mudanças ao longo do processo.

  1. A grande notícia que está sendo escondida!

    Como atualmente não trabalho para Petrobras, não trabalho para a ANP e muito menos para qualquer empresa de petróleo internacional, vou colocar uma informação que é fortemente escondida ao público em geral em nome de não se dar informações privilegiadas, um verdadeiro segredo de polichinelo.

    TUDO INDICA QUE O PRÉSAL É UMA DAS MAIORES PROVÍNCIAS MINERAIS DO MUNDO, ALGO DO TIPO ARÁBIA SAUDITA. Qualquer avaliação sobre a quantidade de petróleo e o mais interessante, a facilidade de extração deste, está SUBESTIMADA, é muito mais e muito melhor.

    • Como assim Maestri, tudo

      Como assim Maestri, tudo indica ?

      Se isso for verdade então isso tem que vir a tona para ajudar nessa discussão do projeto do Serra, ora.

      Se bem que pode ser argumento contrário também, visto que a Petrobrás não tem condições de operar em todos os campos dependendo do tamanho do pré-sal.

      A conversa tem que ser preto no branco, não adianta essas contas chutadas do artigo.

      • Daniel, se tem uma empresa capacitada a operar o présal é

        O problema que uma empresa de petróleo para divulgar a existência de uma reserva de petróleo ela só pode fazer quando há uma chamada RESERVA PROVADA, por definição uma reserva provada é:

        Reservas Provadas são reservas de petróleo e gás natural que, com base na análise de dados geológicos e de engenharia, se estima recuperar comercialmente de reservatórios descobertos e avaliados, com ELEVADO GRAU DE CERTEZA, e cuja estimativa considere as condições econômicas vigentes, os métodos operacionais usualmente viáveis e os regulamentos instituídos pelas legislações petrolífera e tributária brasileiras.

        Poder-se-ia dizer que as outras reservas são reservas prováveis, sendo a sua definição:

        Reservas Possíveis são reservas de petróleo e gás natural cuja análise dos dados geológicos e de engenharia indica uma maior incerteza na sua recuperação quando comparada com a estimativa de reservas prováveis.

        Como as outras áreas não são da Petrobras, caberia a ANP divulgá-las e não a Petrobras, porém no caso do pré-sal o que está ocorrendo é que o POSSÍVEL das reservas, é quase uma certeza absoluta, dada os vários sucessos das prospecções e a características geológicas tanto das rocha selante ou capeadora quanto as características da rocha reservatório.

        No caso do pré-sal a rocha selante é a camada de sal, que é contínua indo da região sul do Brasil até a região nordeste. Esta camada, diferentemente de outras camadas de rocha selante de outros reservatórios é ALTAMENTE ÍNTEGRA, FACILMENTE DETECTADA E DEFINIDA POR MÉTODOS GEOFÍSICOS (Sísmica) e contínua.

        Por outro lado a rocha-reservatório também tem características notáveis, fazendo com que este par o pré-sal talvez seja um dos MAIORES DEPÓSITOS DO MUNDO.

        Segunda coisa, se há uma empresa capacitada a operar o pré-sal esta é a Petrobras. Esta vem há mais de QUINZE ANOS (eu disse 15 anos) pesquisando par a par o pré-sal. Eu quando trabalhei em pesquisa na área de petróleo (estou fora há mais de dois anos) vi estudos muito avançados há mais de dez anos no que se chama os EVAPORITOS (depósitos de sal), como sempre trabalhei em turbiditos existentes no pós-sal (acima do sal) não me interessei muito no assunto e até na forma mais ignorante possível, nem sabia para que serviam estes estudos.

        Logo há duas coisas, a ANP deveria ter uma transparência maior e divulgar o que realmente é o pré-sal, e deveríamos ter a total certeza que a Petrobras pode até ter um problema de caixa para levar todo o pré-sal, mas tecnologicamente NÃO PRECISAMOS NENHUMA OUTRA GRANDE EMPRESA PARA AJUDAR A PETROBRÁS, e olha digo isto porque também pesquisei para outras GGGRRRAANNNDDDEEEESSSS empresas de petróleo.

        • Capacidade técnica ela tem.

          Capacidade técnica ela tem. .

          O grande problema é a capacidade financeira devido a lava jato, a politica do Governo Dilma para a empresa e o preço do barril de petróleo.

  2. então…

    então se você votou no vampirão Serra, …  você um traidor do futuro dos seus filhos, … você tirou recursos da educação que poderiam melhorar as chances que ele tem de competir no mercado de trabalho, … no dia dos pais, antes de levantar da cama, … pense no que você fez e peça perdão ao seu filho…

  3. Esquerda CAVIAR não sabe argumentar!
    Não é por aí que se faz a defesa.
    O argumento não é este porque é inválido.

    A tese de Serra é, sem a obrigatoriedade, o mercado de petróleo no Brasil explode ( para a ExxonMobil, Chevron e etc) e a arrecadação do Brasil NO SETOR aumenta.
    E é verdade!

    Não é este argumento correto contra este projeto simplesmente porque o argumento não é verdadeiro.
    Se for usar este argumento, será modificado por causa deste argumento.

    Se vc é do ramo educacional, vá falar sobre educação e deixe o setor de energia para quem entende. Não ajude!

    • 70% da tua “explosão” hoje já é possível, qual o problema?

      Inclusive 3 das 4 maiores empresas do mundo (não só “petroleiras”), respectivamente: Sinopec (2), Shell (3) e CNPC(4), mais a Total (11), que é maior que a Chevron (12), JÁ ESTÃO NO JOGO. Neste consórcio (Libra), a  Petrobrás inclusive aumentou seu cacife em 10% ALÉM dos 30%.

      Qual o problema? Em tese, 70% do pré-sal está disponível para quem quiser.

      Ou seja, sua tese também é furada. O problema é que as outras (Chevron, Exxon, etc.) não querem submeter-se ao controle da Petrobrás. Sacuméquié, quinemqui aquele anúncio do “delicado”: 1 pra vc, 2 pra mim. E enquanto houver Cerras e outros cooptados no nosso senado, continuarão pressionando. Porque não, né?

      E a conversa de que não há dinheiro pros 30% é mais que fiada. Se for o caso, paga sua parte em petróleo, SE e ENQUANTO durar a propalada “escassez financeira” (em petroleira com ótimas reservas? quá,quá, quá!)..

      Além do mais, se uma petroleira de ponta em extração hoje no mundo não tiver 30% de grana para explorar a maior descoberta recente de ouro negro, melhor fechar logo.

      Aí a gente faz que nem com o ferro: exporta o melhor do mundo por 1x e importa de volta por 30x. Como o café, cacau e cana, cujos maiores produtores (dos respectivos produtos derivados) nunca foi o Brasil!

      Continuaremos presos eternamente a dar commodities (preço fixado lá fora) e importar valor agregado (também fixado lá.

      E viva o Brasil de 2015 se vestindo de 1929!

       

      • Contra argumente O Argumento
        Contra argumente O Argumento principal, que é ÚNICO.

        O argumento:
        O fim da obrigatoriedade da participação da Petrobrás, independentemente desta empresa Ter OU não capacidade, aumenta as atividades do SETOR.
        Isso implica NECESSARIAMENTE numa MAIOR arrecadação.

        Este acima é o argumento do Serra. Não estou dizendo que é bom nem que se deva fazer isso. Apenas digo que este é o argumento.

        Depois disso, vem a esquerda argumentar que vai diminuir a arrecadação. …quando é óbvio que é o contrario.

        Entendeu quem é burro na argumentação?

        • O (contra)argumento já está no título

          A menos que a Petrobrás não seja capaz de explorar menos de um mísero terço do pré-sal (30%), o conjunto 70% disponível hoje para quem quiser + 30% dá 100% de capacidade de exploração, em qualquer caso.

          Não “aumenta” em nada, é 100% nos dois casos e serão os mesmos impostos (a menos de mais ou menos controle…)

          O que o sr. Cerra (ok,o argumento não é seu, mas vc defende a sua “razoabilidade”).propõe DE VERDADE, fora a questão (menor) dos impostos,  é apenas alijar-nos de:

          1) CONTROLE de toda (100%) a produção no pré-sal (o que pode sim implicar em perda de impostos por manipulações operacionais e contábeis das estrangeiras controlando sozinhas), além da questão mencionada (se é fato, não sei, acredito que possa ser) ser uma tese verdadeira, de quanto menor o custo, mais sobrará em impostos/royalties.

          2) Dos LUCROS de pelo menos 30% da produção do pré-sal (que como no caso da Vale, são tipicamente muito mais importantes do que apenas os impostos).

          3) Dos BENEFÍCIOS INDIRETOS ao país (compras nacionais, empregos, mais lucros e mais impostos, know-how, etc.), que não exisirão com empresas estrangeiras operando a seu bel prazer.

          4) Do ENFRAQUECIMENTO de uma empresa nacional  de ponta, reconhecida mundialmente. lucrativa, geradora de empregos, know-how e capital nacional, que paga impostos que qualquer outra pagaria (fora os incentivos nacionais), com controle direto da União. Qual empresa no mundo não quer ter meros 30% da maior jazida de óleo descoberta nos últimos tempos?

          Ou seja: dá pra perceber o quanto o país perde numa situação e noutra?

           

  4. O artigo, mais uma vez, é um

    O artigo, mais uma vez, é um absurdo. Como outros que esse consultor da camara ja escreveu por aqui.

    O preço do barril está em 60 dolares, e o camarada “estima” que a Petrobras tenha CUSTO de 20 dolares, ou seja, 1 terço do atual PREÇO do petrleo a menos que o das demais empresa ? Baseado em que ? É claro que é um número propositadamente exagerado.

    Ta parecendo aquele que disse que a empresa vale 1 trilhão.

    É um absurdo o blog dar guarida para esse tipo de artigo tendencioso e totalmente fora da realidade.

    Com esse nível de argumentação o projeto do Serra tem tudo é para ser aprovado.

    • Vc acha que 1/3 é muito? (ou pouco?)

      Pois vou tentar lhe abrir uzôio com alguns fatos “desapercebidos”, para vc responder, muito além da contabilidade:

      a) Quando o petróleo passou mais da metade do século 20 custando menos de ~US$ 3 /b (mesmo com inflação, os custos eram descendentes), quanto vc acha que era o custo de produção deste barril, para que uma petroleira “mal administrada” fosse chamada de o segundo melhor negócio do mundo? (o primeiro, evidentemente era uma bem administrada, né?).

      b) Quando o petróleo “saltou” na primeira crise (anos 70) de 3 para 10 (oooh!), vc acha que o custo de extração do mesmo barril aumentou 3+ vezes? Ou manteve-se marromenu o mesmíssimo?

      c) Quando o petróleo passou dos 10, chegando a 165, vc acha que o custo de extração aumentou 16+ vezes? Ou …

      d) Quando o petróleo caiu para digamos, ~50, vc acha que o custo caiu em 3+ vezes? Ou …

      e) Vc acha que ALGUM DIA o petróleo, enquanto principal fonte de energia do planeta, vai cair abaixo do seu custo, seja lá qual for? Ou será que basta o produtor dono da bola dizer, me dá a bola que não tem mais jogo e aí vão pagar o que ele quiser para continuar o jogo?

      Enfim, o que vc acha que “vareia” em todos estes casos?

      Tem uma chance só para responder, e a resposta começa com “L” (ou “P” em inglês).

       

      PS: O único aumento efetivo de custo que houve neste cerca de século e meio de ouro negro foi (parcial) o da extração em águas profundas, propiciado pela crise. Mesmo assim, estes custos são também sempre descendentes, como já foram os do pré-sal. Os demais (a maior parte da produção mundial) continuam com os mesmo custos do século 19, mais inflação, menos ganhos de produtividade e tecnologia. Ou seja, sempre “decrescentes”, desde mil oitocentos e coquinhos.

  5. E, aliás…

    O que, de certo modo, é relativamente garantido ou “planilhável” no mercado de extração de petróleo, são os CUSTOS DE PRODUÇÃO. 

    A divisão do “botim” vai depender de que a produção cubra os custos, já que o PREÇO do barril é determinado no leilão do produto, e não na planilha do produtor. 

    Nem todo o petróleo que se extrai, até no mesmo campo, alcança o mesmo preço ou tem os mesmos custos.

    • Só pra lembrar…

      De uma produção projetada de até 4 MILHÕES de barris por dia até 2020, em razão dos cortes de investimento previstos na reestruturação da Petrobrás a nova meta caiu para 2,8 milhões de barris até 2020.

      Só aí, e com mercado absolutamente favorável, há uma redução implícita de mais de 25% nas prometidas verbas para a educação, sem considerar os patamares de investimento, em que os custos de infraestrutura de uma empresa que está avançando na implantação de novos campos exploratórios, são lançados à planilha dos campos em produção.

      • Só pra lembrar:o q vale no mercado p/a Petrobrás vale p/qq outra

        Este raciocínio contábil vale para QUALQUER petroleira em termos de custos e preços de mercado.

        Se o custo for maior que o breakeven, babáu. Ou será diferente se entregarmos o pré-sal à Chevron?

        Que hoje, na pior das hipóteses, já pode se candidatar a co-explorar 70% (SETENTA %) do petróle do pré-sal…

        Sob CONTROLE da Petrobrás, que pode até pagar sua parte em petróleo (o que seria equivalente a concessão temporária. Mas sem abdicar do controle. 

        Enfim a grande pergunta ao Cerra entrega-entrega e defensores do fim do modelo atual é a seguinte:

        O que INCOMODA de verdade se a participação EX-Petrobrás (basic. estrangeira) já pode ser HOJE de 70% do pré-sal?!

        O que INCOMODA de verdade se a Petrobrás CONTROLAR a produção em (sub)solo brasileiro?

        O que INCOMODA de verdade se a Petrobrás, mesmo sem ou enquanto sem dinheiro, pagar a sua parte em óleo, como se concessão fosse, sem afetar seus cofres, mas sem perder o controle?

        O que “INCOMODA” tanto, de verdade?!…

         

        Em tempo: a produção já em dez/2014 chegou a quase 2,9 barris e para 2020 está re-estimada de 4.9 para 4,2 (só a da Petrobrás). Que venham os estrangeiros para produzir 70% de quaisquer aumentos nestes volume. Mas sempre sob controle do Brasil, via Petrobrás, uma das mais competentes e premiadas petroleiras do mundo!

        • Relembrador, ou quem quer que seja,

          A linha do tópico é relativa ao financiamento da EDUCAÇÃO por um hipotético RECURSO, reconhecidamente VARIÁVEL, admitindo-se também a hipótese de que possa ou não vir a acontecer (empresas, às vezes, fecham exercícios com prejuízo).

          Você acha realmente válido “amarrar” o financiamento da EDUCAÇÃO a esse suposto recurso?

          Se sim, divirjo de você; pra mim o nome disso é diversionismo, “jogar para a platéia” no popular, ou “wishful thinking” na língua inglesa. Só estúpidos acreditam, mas como há muitos…

          Leia isto: http://www.valor.com.br/empresas/4112828/petrobras-reduz-meta-de-producao-de-petroleo-para-2020

          “A Petrobras reduziu a meta de produção de petróleo para 2020, de 4,2 milhões de barris diários para 2,8 milhões de barris diários, de acordo com fato relevante divulgado pela estatal com o Plano de Negócios 2015-2019. A revisão da meta significou uma queda de 1,4 milhões de barris diários, ou 33,3%.”

          Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link acima 

          • Educação e saúde não estão “amarradas”, mas adicionadas

            A verba para educação é definida na lei, sempre veio dos impostos, não vai ser “substituída”. A verba variável dos royalties é um reforço (muito bem vindo), e não uma “amarra”. Sabemos que o orçamento da União, além de limitado (só de juros sagrados à banca dá pra múltiplos Brasis em educação e saúde…), é também variável. Ou o sr. supõe que a arrecadação é fixa e garantida?

            Portanto “wishful, platéia, diversionismo, estupidez…” seria pensar que não seja assim. E vc (também) não pensa, né?

            De resto, a grande (e farsesca) discussão é se 70% tá bão pra quem quiser, com controle (bem vindo) da Petrobrás (União) ou se é melhor 100% SEM controle, tipo assim, “pega tudaí e manda brasa!”. Como a Chevron, acidentalmente flagrada, roubando e furando onde não devia?

            Dinheiro pros 30% não é problema, paga em óleo até liquidar, SE for preciso.

            Se a sobra que interessa ao país para sua educação e saúde não tiver controle, a contabilidade das multinacionais vai fazer maravilhas para reduzí-las, como sempre fizeram (eu trabalhei um tanto com isso nelas).

            Então, diga aí: 70% com controle ou 100% ao Deus dará?

             

            PS: Seus numeros, do Valor, são em unidades diferentes. Os meus, da fonte (Petrobrás), são em boe, já 2,9 em 2014), daí as diferenças. Mas como diz Moro, “isso nao vem ao caso”, pois a produção do présal já não está limitada à Petrobrás. No máximo limitaria 30% do aumento possível. As maiores do mundo, Shell, Total, Sinopec e CNPC já estão no rolo. Que venham a outras, BP, Exxon, Chevron e quem mais quiser! … mas com controle nosso!

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