Bolsonaro se diz perseguido por “forças nada ocultas” em esforços para combater coronavírus

Síndrome de perseguição do mandatário não é de hoje. A cada polêmica que é alvo, repercussão negativa ou oposição, surgem "inimigos", "complôs" e "forças"

Foto: Adriano Machado/Reuters

Jornal GGN – A síndrome de perseguição do presidente Jair Bolsonaro foi manifestada, novamente, em publicação nas redes sociais, na noite deste domingo (07). Na mensagem compartilhada, ele afirmava que “forças nada ocultas” o “açoitam”.

“Forças nada ocultas, apoiadas por parte da mídia, açoitam o presidente das mais variadas formas para deslegitimá-lo ou atrapalhar a governança”, escreveu o mandatário ao tentar se defender da responsabilidade pelas milhares de mortes do coronavírus e contagiados, que elevam o país ao segundo no ranking de casos no mundo.

Inicialmente crítico férreo da liberdade concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos governadores e prefeitos que queiram determinar isolamentos sociais e quarentenas, agora, a medida lhe serve, porque segundo o presidente, a responsabilidade das consequências da pandemia, do ponto de vista econômico, recaem a eles.

“Lembro à Nação que, por decisão do STF, as ações de combate à pandemia (fechamento do comércio e quarentena, p.ex.) ficaram sob total responsabilidade dos Governadores e dos Prefeitos”, escreveu, continuando: “o Presidente da República alocou centenas de bilhões de reais não só para combater o vírus, bem como para evitar o desemprego”, antes de emendar que ele é alvo dessas forças.

O mandatário não especificou quais seriam estas forças que não são “nada ocultas”, mas a postura de se sentir perseguido é uma cena vista de maneira sistemática no mandatário. Não foi somente uma vez que Bolsonaro estimulou que figuras e instituições como o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) estariam contra ele, incluindo lideranças políticas, de sua própria base parlamentar e os presidentes das respectivas Casas.

Coluna de Mônica Bergamo no início deste mês já mostrava que Jair Bolsonaro estava “convencido de que há hoje um complô que une o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o governador de SP, João Doria, para derrubá-lo do governo”.

Em ocasiões anteriores, o sentimento de perseguição foi manifestado com os seus próprios ministros, dos quais ele cobra a fidelidade explícita, e até mesmo o silêncio de sua equipe ou declarações técnicas que contradizem seus posicionamentos são vistos como traição – o que se pode acompanhar em sua relação com os ministros da Saúde e também facilmente exposto no polêmico vídeo da reunião ministerial.

Reportagem de capa da Veja de fevereiro do ano passado chegou a explorar este perfil imaginativo do mandatário, vendo “conspirações onde elas não existem” e criando “inimigos imaginários”.

Na coluna de Bergamo, a desconfiança em Moraes é porque ele já foi integrante do PSDB, o que automaticamente o tornaria aliado de Dória, e nessa “aliança”, Maia estaria planejando com este “complô” para autorizar a abertura de um processo de impeachment.

Agora, um novo “inimigo”, que estaria visível e com apoio da imprensa, o tenta “deslegitimar” em seus grandes esforços para o combate ao coronavírus no Brasil.

https://www.facebook.com/jairmessias.bolsonaro/posts/1965446616937648

 

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2 comentários

  1. Eu acho que uma das providências que a turma que faz os protestos tem que tomar é levar o nome de Sérgio Camargo da Fundação Palmares para a avenida como racista por ter chamado o movimento negro de escória maldita e mostrar que Bolsonaro está com ele uma vez que não só o nomeou mais também o manteve no cargo após a divulgação daquele áudio asqueroso.

    Pra cima de Sérgio Camargo gente!

  2. Infelizmente, ao ver a bandeira do Brasil eu sinto asco. Porque remete imediatamente aos fascistas ignorantes que se apropriaram dos símbolos nacionais.
    Em razão disso, entendo que é hora de trocar a bandeira criada pelos superados positivistas.
    Como não tenho talento, peço aos artistas plásticos que criem uma nova bandeira nacional, que represente os valores de um novo Brasil: Democracia (igualdade com diversidade), Solidariedade (relações fraternas e justas), Liberdade (autonomia com respeito ao próximo).

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