Os retrocessos em Curitiba

Por Rodrigo K

Sou morador de Curitiba. Há 20 anos atrás Curitiba era uma cidade tida como modelo de desenvolvimento. Tínhamos o melhor sistema público de transporte, o melhor serviço de saúde pública, o melhor sistema público de ensino. No fim de 1990 inciou-se um programa pioneiro no Brasil de coleta seletiva de lixo. Essa é a Curitiba do passado. A Curitiba atual é uma cidade mal-administrada, com uma crescente favelização da população de baixa renda, nosso transporte público é uma verdadeira porcaria, a cada dia o serviço público de saúde piora, o número de crimes vem aumentando numa onda assutadora e para fora do território daa cidade a imagem vendida é daquela mesma Curitiba do século passado.

Ser minoria em Curitiba é o mesmo que ser condenado a uma pena perpétua. Discordo da informação do autor do texto quando diz que os grupos de jovens fascistas-nazistas-conservadores-de ultradireita sejam filhos de policiais, juízes e politicos. Discordo porque: primeiro, com base em que se chegou a essa conclusão? segundo, nenhum dos jovens presos até hoje relacionados a esse tipo de prática discriminatória são filhos de policiais, juízes e promotores.  terceiro, não acredito que o caminho para lutarmos contra este tipo de praga seja o de utilizar das mesmas armas, ou seja, estereotipar, rotular, segregar. Cabe lembrar que também existe em Curitiba, grupos de jovens que se dizem de esquerda, que se dizem estudantes e praticam violência contra quem eles julgam serem burgueses ou direitistas.

EnfrEnfrentar o problema não é fácil visto que há algumas situações no Paraná que o tornam o estado mais conservador e retrógrado da federação: junto com Santa Catarina, somos os únicos estados que não dispõe de Defensoria Pública, apesar da ordem constitucional. Nosso Tribunal de Justiça está repleto de desembargadores ultra-conservadores e acontecem por aqui coisas do “arco da velha”. Nossa Polícia Civil está completamente falida e o tiro de misericórdia foi dado por um cidadão que se diz de esquerda, um tal de Requião.

Enfim, para não tornar o texto enfadonho e um muro de lamentações, o grande problema do Paraná é a “guerra de classes” estimulada por REquião nos últimos 8 anos, a existência de almofadinhas socialistas de salão aos montes, e uma piazada que não tem o que fazere fica de bobeira iventando essas babaquices ao invés de estudar e trabalhar.

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