Governo anuncia cortes de R$ 26 bilhões

Reduções em remunerações de servidores públicos, reforma administrativa com redução de ministérios e menos recursos do PAC, de programas federais como o Minha Casa, Minha Vida, foram alguns dos anúncios
 
 
Jornal GGN – O governo anunciou os cortes que equivalem a R$ 26 bilhões no esforço fiscal para equilibrar as contas. Acompanhe, ao vivo, aqui. Até o momento, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, já listou reduções em remunerações de servidores públicos, reforma administrativa com redução de ministérios e redução de recursos do PAC, de R$ 3,8 bilhões, e com despesas do programa federal Minha Casa, Minha Vida, de R$ 4,8 bilhões.
 
No total, foram anunciados nove alvos de cortes. O primeiro refere-se ao adiamento do reajuste dos servidores públicos, que impactará em menos R$ 7 bilhões; a suspensão de concursos públicos, que repercutirá em menos R$ 1,5 bilhão; a eliminação do abono de permanência, também referindo-se aos subsídios dos funcionários públicos, com menos R$ 1,2 bilhão; e o corte de R$ 0,8 bilhão na garantia de implementação do teto remuneratório do serviço público.
 
Também haverá uma redução no gasto discricionário, referente a cargos de confiança, como parte da reforma administrativa, que reduzirá R$ 2 bilhões, além da redução de Ministérios, que também gerará menos R$ 2 bilhões. 
 
Em cortes que impactarão diretamente programas do governo federal, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) será afetado com menos R$ 3,8 bilhões de suas despesas e a retirada de R$ 4,8 bilhões apenas do programa Minha Casa, Minha Vida. A intenção, anunciada pelos ministros Nelson Barbosa e Joaquin Levy, é que o FGTS assuma esse recurso, não interferindo no programa, com a chamada “mudanças de fontes”. Os gastos com a saúde também sofrerão uma redução de R$ 3,8 bilhões e menos R$ 1,1 bilhões na revisão do gasto com subvenção de garantia de preços agrícolas.
 
Os ajustes foram alvo, nos últimos dias, de argumentos da imprensa para endossar o discurso de renúncia da presidente Dilma Rousseff. Se, por um lado, a pressão era de que Dilma tentaria não afetar programas federais bandeira do governo, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, por outro, a visão da falta de saída da presidente, que acabaria cortando recursos desses programas, foi o mote para as críticas dos artigos de opinião. 
 
O Painel da Folha de hoje (14) adiantou a crítica de que a medida da presidente terá o “risco de uma reação extremada dos movimentos sociais ao que promete ser o maior choque de austeridade já promovido”, nas palavras de um ministro da área social, publicou o jornal. 
 
O comunicado dos cortes foi adiantado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao presidente do Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de evitar que os parlamentares tenham uma reação inesperada, uma vez ainda que depende das Casas Legislativas a aprovação de parte dos cortes anunciados.
 
Um dia após o anúncio, já está agendada para esta terça-feira (15), às 13 horas uma reunião da Comissão Mista de Orçamento, com o Colegiado de líderes para dar início ao debate da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016 no Congresso. 
 
O encontro foi mobilizado na última quinta-feira (10), após o anúncio de que a agência de risco Standard & Poor’s retirou o grau de investimento do Brasil. Para os parlamentares da Comissão, a categoria dada ao país de “mau pagador” ocorreu pelo orçamento deficitário deste ano e pela indefinição em relação às medidas adotadas para enfrentar a crise econômica.
 
Quem preside a Comissão é a senadora peemedebista Rose de Freitas. Assim como ela, o líder do PSDB na CMO, deputado Domingos Sávio, e o relator da LOA, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), responsabilizaram a presidente por “ignorar os alertas”, na situação que traz altos riscos de “desvalorização na bolsa de valores, alta do dólar e reflexo na inflação”. “Se continuarmos assim o prejuízo para o Brasil será muito grande”, disse o deputado Ricardo Barros.
 
A bancada da base da presidente na Comissão também reagiu mal ao alerta da agência. Na última semana, o senador Walter Pinheiro, do PT afirmou que era preciso “mudar de atitude”. “A crise me assusta menos do que a falta de iniciativa. A crise me provoca menos temor do que atitudes tomadas em relação ao enfrentamento da crise”.
 
Outras duas reuniões extraordinárias foram marcadas nesta semana pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, na terça (15) e quarta-feira (16), além de uma reunião de audiência pública na quinta, com o Secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Barbosa Saintive. Entre os temas, devem pautar os novos cortes anunciados pela presidente.
 
 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

121 comentários

  1. Se essa mulher se elegeu para ferrar o povo e se manter no

    poder a qualquer custo, ela merece todo o desprezo digno de uma traidora. Joguei meu voto no lixo. Não teve um anúncio de imposto ou qualquer medida que atinja os ricos que sugam esse país, o povo, que mal sabe o que são swaps ou selic, é que vai pagar por mais esse assalto. Para os ricos, sempre algum imposto vai ser anunciado, um dia, quem sabe, num futuro distante, em outra galáxia.

  2. Rajoy

    Disse claramente ao que veio o Ministro Levy, depois de elogiar a política econômica de Cameron e Rajoy, está a serviço do cassino financeiro internacional.

  3. Tá difícil, aliás, impossível

    Tá difícil, aliás, impossível continuar defendendo este governo. É uma desmoralização tão absurda da militância que poderá minar mesmo a disposição de lutar pela permanência da Dilma no poder.

    • Permanência no poder para quê?

      Para ver a Dilma mostrar toda sua falta de respeito pelo povo? Quem não respeitou a decisão democrática foi ela que mentiu descaradamente para se manter em seu palácio cercada por um bando de imbecis vaidosos que adoram chamá-la de presidenta. Se o Lula apoiá-la, vai jogar seu nome no esgoto também.

        • Mentir especificamente não

          A previsão constitucional e embasada na Lei 1079/50, prevê o impedimento de um(a) Presidente que :

          7 – proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decôro do cargo.

          E foi justamente este item, Artigo 9 da lei 1079/50 que Barbosa Lima Sobrinho e Marcelo Lavenére acusaram o Presidente Collor de transgredir quando apresentaram seu pedido de impeachment em 1992.

          Não por acaso, é o mesmo que agora Hélio Bicudo acusa a Presidente Dilma de transgredir.

          O espectro deste item é amplo. Diria eu, sem limites possíveis de serem estabelecidos. Portanto, é apenas uma questão de vontade política enquadrar a Presidente nele.

           

          • Só que isso NAO SE APLICA!

            Ora, ora. Collor foi acusado de receber um carro, isso é contra a dignidade do cargo. Dilma nao fez nada disso, nao há base legal nenhuma para tirá-la. A oposiçao já tentou uns 30 motivos, o que só mostra o golpismo e a má-fé.

          • Ora, ora digo eu

            Assim como não está escrito na constituição que um Presidente não pode mentir, também não está escrito que ele não possa receber um carro ( que aliás, não recebeu, pois nunca esteve em seu nome ).

            O que a constituição diz é que o(a) Presidente não pode proceder de forma incompatível com a dignidade, a honra e o decôro do cargo. Entretanto, pelo seu comentário anterior, parece que se pode mentir com dignidade e honra.

            Mas tudo bem, você jamais se deu ao trabalho de ler o pedido de impeachment de Collor e também jamais se dará ao trabalho de ler o de Dilma. Discutir com quem se informa pela mídia é jogar tempo e energia no lixo.

          • Perda d temp é discutir c/ quem fantasia coisas e atribui ao out

            Quer dizer que eu me informo pela mídia, é? KKK. E dizer que um político mentir é coisa para impeachment só pode ser piada. O Congresso estaria vazio, vazio, e candidato nenhum aguentaria uma semana no cargo. Argh.

    • Isso nao Pq a questao nao é Dilma ou nao, é democracia ou nao

      A permanência de Dilma no poder é algo pelo qual teremos sempre que lutar, estejamos ou nao de acordo com o governo dela. Abaixo o golpismo!

  4. Já era! Dilma vai conseguir o

    Já era! Dilma vai conseguir o impensável: unir coxinhas e petistas nos mesmos protestos. A turma do cerimonial do planalto já pode preparar a foto oficial do Temmer com a faixa.

  5. E aí, cadê os militontos pra

    E aí, cadê os militontos pra defender Dilma como sempre,,,?

    Cadê aqueles que diziam que “todos nós temos de dar uma cota de sacrifício..”, “eu aceito fazer um sacrifício” etc?

    Ah, só pra lembrar, enquanto os tontos aceitam de bom grado dar sua “parcela”, Dilma concedeu em janeiro aumento de 15% para as carreiras de procurador do Ministério Público, que já são o TETO e da qual a filha dela faz parte – oh, que coincidência ….

    http://www.odiario.com/politica/noticia/1258529/dilma-sanciona-aumento-de-salarios-do-pgr-e-de-ministros-do-stf/

     

      • Não.Mas um governo que

        Não.

        Mas um governo que oferece aos servidores que ganham três, quatro mil reais 5% a partir de AGOSTO DO ANO QUE VEM e ao mesmo tempo 15% a desde janeiro de 2015 pra quem ganha 30 mil diz bem a quem serve, não?

        Dilma é uma FRAUDE, pede sacrifício para o andar de baixo e REAJUSTA ACIMA DA INFLAÇÃO O ANDAR DE CIMA…

         

  6. Dúvida

    Como leio o portal diariamente, a pergunta que vem na cabeça é  – seria este o único caminho? 

    O pior é que o pais que sempre me interessou para imigrar, o Canada, entrou em recessão semana passada. E minha segunda opção, a Austrália, também tá entrando em recessão. Ahahahahahahah.

    Como resposta da pergunta acima respondo NÃO, apesar de não ter nenhuma certeza que a OUTRA opção faria estragos menores.

  7. cortes do governo

    Os pigais querem “reduzir o tamanho do Estado”! Isso significa cortes de programas sociais e privatizações. Não acho que o estado seja grande para nosso PIB, acho que enorme é a sonegação de impostos. Eu pago CPMF com gosto! Pobre não faz transação bancária, não usa cheque!

    • Claro que paga! 
      E o imposto

      Claro que paga! 

      E o imposto sobre grandes fortunas, previsto pela Constituição de 88, cadê? Porque o PT, em 13 anos, nunca o implementou?

      Aliás, por um acaso vc é funcionária comissionada? Nunca vi tanta vontade de pagar mais um imposto…

        • No contexto de uma ampla

          No contexto de uma ampla reforma tributária, substituindo outros tributos, também pagaria. Até com uma alíquota mais elevada.

          Mas, no contexto atual, em que serviria apenas para ajudar o rombo causado por esse governo incompetente, sou contra.

          • E você não discorda de NADA

            E você não discorda de NADA do que faz esse governo…

            Se Dilma disser amanha que 30% do seus salário será cortado para pagamento do “ajuste” você e os outros irão bovinamente para o sacrifício dizendo “é um sacrifício necessário”….

          • Nao delira nao, tá?

            Imagina, cortar salários assim é inconstitucional (o que os governos fazem é nao reajustar, o que é uma forma de cortar, claro); e nao aprovo isso nao, concordo totalmente com a greve que as universidades federais estao fazendo. Só que tenho memória, caríssimo, e me lembro bem do que foi o governo FHC para os funcionários.

            Aliás, esse é o ponto. Posso ficar contra MUITAS medidas de Dilma. Mas sei muito bem que por pior que ela fique, é melhor que a volta atrás a um governo do PSDB, seja por motivos pessoais, seja pelo interesse do país. Isso vc nao entende…

    • Pode ser que o Miserável não

      Pode ser que o Miserável não faça transação bancária, mas o Pobre faz sim, cada vez mais. Além disso, pobre gasta seu salario na íntegra, e ao consumir paga mais caro porque quem lhe vendeu os bens de consumo gastou com CPMF e vai embutir esse custo no preço do produto. Portanto o aumento da CPMF vai pesar também no bolso do pobre. 

  8. Lula quando assumiu também

    Lula quando assumiu também fez mega ajuste! Lembram-se de como surgiu o PSol? Depois deu tudo certo! O governo precisa de apoio! O problema da esquerda é essa desunião! Sempre! A direita está sempre unida e consegue o que quer: GOLPE!

    • Lula teve que consertar as

      Lula teve que consertar as c#gadas de FHC.

      Dilma está tendo que consertar suas próprias c#gadas!!

      Ela pegou o pais crescendo a 7,5% ao ano, e conseguiu afundá-lo nessa lama.

      E agora está passando a conta para toda a sociedade!!

      Mas sempre haverá os tontos dispostos a “dar sua cota de sacrifício”, né…?

      • Charlie, pode me dizer

        Charlie, pode me dizer exatamente o que o Lula fez de diferente do FHC quando entrou?  Pra consertar as “cagadas” que mencionou ele deve ter mexido bastante na economia, não? Fala aí qual foi a diferença do Malan para o Palocci, e do A. Fraga pro Meirelles? Quais foram as novas diretrizes macroeconomicas que revolucionaram o país e consertaram as “cagadas” do FHC? Só pra refrescar a memória, Lula antes de eleito era contra a politica economica do FHC na íntegra, do Plano Real, passando pelo Tripe Macroeconomico, a independencia do Banco Central, o enxugamento e corte de gastos para o pagamento das dívidas, do liberalismo e abertura do país para a economia de mercado. E depois de eleito?

  9. Minha Casa Minha Vida entregou 2,4 milhões de moradias

    Em seis anos, programa recebeu investimento de R$ 270 bilhões em subsídios do governo federal
    por Portal Brasil publicado: 10/09/2015 17p7 última modificação:10/09/2015 18h08–Fonte: Ministério das Cidades

    O Programa Minha Casa Minha Vida completa seis anos e meio em setembro com a marca de mais de 2,4 milhões de unidades habitacionais entregues, desde março de 2009, quando foi apresentado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A construção de moradias populares atingiu a marca de R$ 270 bilhões em investimentos que transformaram a realidade de mais de 9,2 milhões de pessoas.

    O programa mudou a vida de pessoas como a auxiliar de cozinha Vanessa de Souza, de 24 anos. Ela é uma dos beneficiários de Campina Grande (PB), onde 1.948 unidades habitacionais foram entregues pela presidenta Dilma Rousseff na última sexta-feira (4). Vanessa espera, agora, apenas as chaves para mudar. “Na hora que me entregarem eu estou indo porque não quero perder nenhum minuto sem estar dentro dela”, diz.
    Com rendimento mensal de R$ 300, a auxiliar de cozinha integra a principal faixa de renda do Minha Casa Minha Vida, que beneficia famílias com ganho bruto de até R$ 1,6 mil por mês. O MCMV contratou a construção de 1,7 milhão de unidades nessa faixa de renda desde 2009, tendo entregado 778.651 das 958,7 mil já construídas.

    Já na Faixa 2, aquela que atende a famílias com renda mensal bruta de até R$ 3,2 mil, o número de unidades entregues soma 1,3 milhão de um total de mais de 1,4 milhão construídas. Nessa faixa de renda, os recursos financiados diretamente pela União somam R$ 27,4 bilhões e o que foi investido por meio do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) atingiu R$ 149,4 bilhões.

    Na Faixa 3, que abarca a renda entre R$ 3,2 mil e R$ 5 mil em ganho bruto por mês por família, foram entregues 192.530 unidades habitacionais de 299,2 mil concluídas. A União subsidiou com recursos próprios R$ 797,6 milhões. Outros R$ 2,7 bilhões foram financiados pelo FGTS.

    Inovações
    Além do acesso de milhares de famílias pobres à casa própria, os projetos habitacionais do Minha Casa Minha Vida patrocinaram inovações no setor. Bons exemplos são os residenciais Jardim Beija-Flor e Jardim Canário, construídos no ano passado no Complexo do Alemão, na cidade do Rio de Janeiro. As 200 unidades desses empreendimentos foram construídas com madeira certificada, fiação subterrânea para evitar riscos elétricos e materiais sustentáveis nas esquadrias das janelas.

    A aposentada Nadir Pereira dos Santos, de 76 anos, comemorou a casa nova recordando que as enchentes da região não serão mais um problema para sua família. “Perdi muita coisa com os alagamentos. Aqui (na casa nova) sei que não vai encher. É vida nova”, disse.

    Já no Residencial Nova Catanduva I, inaugurado na cidade do interior paulista no final de agosto, a inovação foram os equipamentos comunitários. Além da infraestrutura básica instalada para atender as 1.237 casas do condomínio (drenagem, pavimentação, iluminação pública, esgotamento sanitário), o projeto foi entregue com creche, escola, Unidade de Saúde da Família e posto policial.

    A creche terá capacidade inicial para 151 crianças e a escola de educação infantil, 115 vagas. Já a unidade básica de saúde pode atender até 6 mil pessoas. Para isso, contará com equipe básica, além de dentista, farmacêutico, nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta. As melhorias servirão de modelo para as iniciativas da terceira fase do MCMV.

    A chegada da creche foi comemorada por Maria Glandisvânia Marinho de Jesus, uma das beneficiárias do Nova Catanduva I. Ela disse que pretende colocar a filha nova na creche, enquanto faz planos para sim própria. “Acho que até eu vou voltar a estudar”, afirmou.
    URL:
    http://www.brasil.gov.br/infraestrutura/2015/09/minha-casa-minha-vida-entregou-2-4-milhoes-de-moradias
     

  10. O ‘golpe’ dos mercados já foi dado!

    Melhor seria se tivesse renunciado em vez de ceder ao golpe dos mercados. Demonstraria coragem, brio e honradez. Não cederia ao golpe dos mercados. Ao invés de ‘levar um golpe’ fez pior, deu o golpe dos mercados. Não que eu esperasse outra coisa, pois o governo do PT em 2002 começou assim – cedendo ao ‘golpe’ dos ‘mercados’. A diferença é que a situação hoje ‘os mercados’ são muito mais poderosos e já implementaram uma ditadura global.

     O orçamento desequilibrado foi o típico ‘bode na sala’; anuncia que não terá como fazer o tal ‘ajuste’ para o próximo ano, a nota do Brasil é rebaixada – coisa que até as pedras sabiam que ia acontecer com o anúncio do orçamento desequilibrado – e ai diz: não temos mais saida, se não fizermos tudo que eles querem o ‘mundo vai acabar’. Jogada de mestre na manipulação política: joga a responsabilidade na S&P – na qual nenhum brasileiro ‘vota’ – e saí como vítima apelando pelo ‘sacrificio de todos’ para nos salvar do ‘bicho papão’.

    A essa altura, afora meia duzia de raivosos e famintos pelo butim, quem vai querer ‘golpe’, se os verdadeiros interessados já deram o golpe? O Bradesco? O mercado financeiro? Os EUA? Afinal Dilma anunciou que ‘não ia cair’ – sintomaticamente na Folha de São Paulo.

  11. Minha Casa, Minha Vida

    Governo Federal amplia subsídios para famílias com rendimento de até R$ 2.350 no MCMV 3

    Publicado: Quinta, 10 de Setembro de 2015, 18p0—-Última atualização em Quinta, 10 de Setembro de 2015, 18p0

    O Governo Federal apresenta, nesta quinta-feira (10), as propostas da terceira fase do Minha Casa, Minha Vida para os movimentos sociais e o setor da construção civil, que amplia subsídios para famílias com renda de até R$ 2.350. Com uma nova faixa de renda, chamada Faixa 1,5, terá subsídio de até R$ 45 mil de acordo com a localidade e a renda, além de avanços sociais e financeiros em relação às etapas anteriores do programa.

    O valor limite da renda da Faixa 1 vai aumentar, passando dos atuais R$ 1.600 para R$ 1.800 por família, o que permitirá que mais pessoas sejam beneficiadas, nesse perfil que concentra os maiores subsídios do programa.

    O financiamento da Faixa 1,5, para aqueles com renda até R$ 2.350, terá, além dos subsídios mais juros de 5%.

    O financiamento, como nas faixas 2 e 3, poderá ser feito pelas modalidades SAC (Sistema de Amortização Crescente) ou Tabela Price, num prazo de até 360 meses.

    Os empreendimentos serão contratados pela iniciativa privada, mas respeitarão as regras de prioridades do programa para a definição dos beneficiários.

    Ampliação da planta – Os imóveis da Faixa 1 terão novas especificações, adequadas à Norma de Desempenho da ABNT, gerando maior conforto térmico e acústico, com uso de esquadrias com sombreamento, maior espessura das paredes, lajes e acréscimo de 2m² na planta das unidades habitacionais.

    Novos itens de sustentabilidade serão incorporados, como aerador de torneira, válvula de descarga com duplo acionamento, sensor de presença nas áreas comuns, bomba de água com selo Procel e sistemas alternativos ao de aquecimento solar – não obrigatório para as regiões Norte e Nordeste – com o objetivo de redução do consumo de energia.

    As prestações da Faixa 1 continuarão a ser pagas em 10 anos, sendo que, para as famílias que recebem até R$ 800, a parcela será de R$ 80; entre R$ 800 e R$ 1.200, o valor corresponderá a 10% da renda; de R$ 1.200 a R$ 1.600 pagará 15%; e de R$ 1.600 a R$ 1.800, 20%.

    As taxas de juros dentro da Faixa 2 serão atualizadas. Famílias com renda de até R$ 2.700 terão juros de 6% ao ano. As com renda de até R$ 3.600, 7%. Na Faixa 3, até R$ 6.500, os juros anuais serão de 8%. Os valores dos imóveis em todas as faixas serão atualizados.

    Os empreendimentos da Faixa 1 do programa deverão atender regras complementares aos Códigos de Obras municipais para elevar a qualidade urbanística. Entre as exigências, dimensão máxima de quadra e estímulo a parcelamentos com vias públicas, largura mínima de ruas e ampliação das calçadas, redução da quantidade máxima de unidades habitacionais por empreendimento, quantidade mínima de árvores em áreas de uso comum e espaçamento máximo entre árvores nas vias e rotas acessíveis em todas as áreas de uso comum, como previsto na NBR 9050.

    Também na modalidade do programa para áreas rurais, as faixas de renda e valores das unidades habitacionais serão atualizadas. Do Grupo 1 a renda anual passará de R$ 15.000 para R$ 17.000.

    Balanço – No seu sexto ano de existência, com as duas primeiras fases, o MCMV foi viabilizado com a contratação de mais de 4 milhões de unidades habitacionais em 5.329 cidades (95% dos municípios brasileiros). Nesse período foram mais de 2,3 milhões de unidades entregues. O investimento total no programa ultrapassa R$270 bilhões.

    Em seis anos, o programa passou por vários aprimoramentos para dar mais conforto às famílias. As mudanças resultaram na melhoria da acessibilidade das unidades, ampliação da área construída, colocação de piso de cerâmica em todos os cômodos e aquecimento solar em algumas moradias térreas. Também foram destinadas unidades de cada empreendimento a idosos e pessoas com necessidades especiais, ao agricultor familiar, trabalhador rural, assentados da reforma agrária, quilombolas, indígenas e pescadores.

    Impactos socioeconômicos – Em 2014, o Programa Minha Casa, Minha Vida contribuiu diretamente com geração e manutenção de 1,2 milhão de empregos diretos e indiretos. Proporcionou, desde o seu lançamento, renda direta de R$ 120,32 bilhões. Isso representou, até 2014, uma média de 7,8% do PIB e 10,4% do PIB na cadeia produtiva da construção. Nesses 6 anos, o MCMV deteve 6% da participação dos empregos na construção civil do país.

    URL:

    http://www.cidades.gov.br/ultimas-noticias/3847-governo-federal-amplia-subsidios-para-familias-com-renda-de-ate-r-2-350-no-minha-casa-minha-vida-3

    • “Nelson Barbosa, já listou

      “Nelson Barbosa, já listou reduções em remunerações de servidores públicos, reforma administrativa com redução de ministérios e redução de recursos do PAC, R$ 3,8 bilhões e com despesas do programa federal Minha Casa, Minha Vida, de R$ 4,8 bilhões.”

  12. AINDA TENTANDO…

    Os cães ladram, a caravana segue, enquanto as hienas riem…

    Posted on12/09/2015by

    Quinta-coluna é uma expressão usada para se referir a grupos clandestinos que atuam, dentro de um país em guerra com outro, ajudando o inimigo, espionando e fazendo propaganda subversiva, ou, no caso de uma guerra civil, atuando em prol da facção rival. O quinta-colunismo não se dá no plano puramente militar, mas também por meio da sabotagem ou da difusão de boatos, “atacando de dentro” ou procurando desmobilizar uma eventual reação à agressão externa.

    Quando dou uma espiada em coluna de economista nos jornais, automaticamente, vem na minha mente essa expressão: quinta-coluna. Por que será, hein? 🙁

    Hoje, veio a imagem de hienas rindo, quando eu li os colunistas “tucanos de carteirinha” se regozijando, e saudando a armação do Golpe Parlamentar, devido à pretensa “calamidade pública”: a perda do “grau de investimento”. Aliás, deve-se salientar, este foi conquistado durante o Governo Lula.

    Depois de seus vexames na avaliação dos bancos envolvidos na crise de 2008, quem dá fé às agências de avaliação de risco? Só quem tem má fé. Tem risco do Brasil dar calote em sua dívida pública, seja interna, seja externa?! Compare sua relação dívida / PIB com as de outros países que têm melhor avaliação de risco.

    Ontem, um tucano devoto do sociólogo Fernando Henrique Cardoso louvava seu diagnóstico: “O Brasil não gosta do sistema capitalista. Os congressistas não gostam do capitalismo, os jornalistas não gostam do capitalismo, os universitários não gostam do capitalismo. O ideal, o pressuposto que está por trás das cabeças, é um regime não-capitalista e isolado, com Estado forte e bem-estar social amplo”.

    O analista da alma nacional qualificou essa repulsa ao capitalismo liberal e preferência pelo Estado de Bem-Estar Social como uma adoção da “cultura do coitado“. Ele, militante do Partido da Social Democracia Brasileira (sic), deplora esse altruísmo na nossa sociedade! Aqui, nesta Tropicalização Antropofágica Miscigenada, não se faz socialdemocratas como os europeus…

    A partir daí, o infeliz critica o número de benefícios associados a transferências diversas do governo federal nas mais diferentes formas, desde o seguro-desemprego até o Bolsa-Família. Ele é obrigado a reconhecer, no entanto, que “cada um desses benefícios pode ser considerado com justiça parte do pacto civilizatório de uma sociedade, sendo que alguns deles, como as aposentadorias, constituem direito líquido e certo dos beneficiários”.

    Mas o neoliberal defende, descaradamente, o corte dos gastos sociais baseado no tipo de país “muderno (sic) e liberal” a que aspira. “A circunstância, porém, de que, no período de 11 anos, 2003/2014, eles tenham aumentado fisicamente a uma taxa anual média de 6,5 % – quando a economia cresceu apenas 3,6 % – combinado com o fato de que uma parte importante desses benefícios, adicionalmente, como no caso daqueles vinculados ao salário mínimo, tiveram aumentos reais expressivos, induz a pensar qual é o tipo de país a que aspiramos.”

    Detalhe, o infeliz não deflacionou a série temporal (veja acima), sendo que a inflação do período (IPCA) foi praticamente idêntica ao crescimento dos benefícios: 99,03%. Nem tampouco calculou a evolução per capita dos gastos sociais.

    Vejo as hienas rindo. Para eu não chorar por tanta má fé — pois, lógico, não se trata de ignorância por parte dos “quinta-colunistas”, mas sim de insistentes tentativas de desestabilizar o governo eleito democraticamente –, em vez de ler esses panfletos golpistas dos colunistas tucanos, prefiro muito mais ler a entrevista da nossa Presidenta. Ela diz como seu governo está trabalhando a favor do País em que pese a violenta oposição dessa gente golpista.

    Em entrevista publicada pelo Valor (10/09/15), Dilma Rousseff afirma que “o governo brasileiro continua trabalhando para melhorar a execução fiscal e torná-la sustentável. É fundamental a retomada do crescimento. De 1994 a 2015, só em sete anos, a partir de 2008, a nota foi acima de BB+. Portanto, essa classificação não significa que o Brasil esteja em uma situação em que não possa cumprir as suas obrigações. Pelo contrário, está pagando todos os seus contratos como também temos uma clara estratégia econômica. Vamos continuar nesse caminho e vamos retomar o crescimento deste país”.

    Dilma avalia que, em 2008/2009, tivemos a crise global, que nada tem a ver com os países emergentes. Os emergentes tomam medidas contracíclicas para reagir à crise, para não serem pegos por ela. Acha que a mais simbólica foi a China, que tomou essas medidas, e nós também tomamos. Para tentar garantir a taxa de investimento do setor privado nós fizemos desonerações substantivas — 56 setores econômicos foram desonerados da folha; reduziu-se a taxa de juro do investimento em bens de capital de forma drástica e deu ao BNDES recursos para esse investimento; e fez uma política de financiamento dos Estados só para investimento onde colocou em torno de R$ 20 bilhões. Junto com isso, também fez, em seu governo, uma política de infraestrutura pesada. É concessão, mas concessão sem financiamento não sai. No Brasil, não sai. Financiou a concessão de rodovias, portos, aeroportos, fez um programa de segurança hídrica bastante significativo também junto com os Estados. Também está em andamento isso. Fez o Minha Casa, Minha Vida. Enfim, também teve investimentos em mobilidade urbana em quase todas as capitais e todos os Estados. “Com isso, queríamos o quê? Nós queríamos manter uma taxa de investimento elevada, tentando conter a queda do emprego e da renda.”

    No entanto, tal política econômica não consegue substituir o boom das commodities que findou. Não tem como substituir o ciclo das commodities. Com defasagem, o colapso do boom das commodities começa a entrar em operação na metade de 2014. Em abril de 2014, o petróleo estava a US$ 120,00 o barril. Em agosto de 2015, dependendo do dia, chegou a US$ 37,00. É uma queda imensa. A mesma coisa o minério de ferro, que chegou a US$ 150,00 e agora está a US$ 56,00.

    Então, houve um colapso das commodities, inequívoco. A Índia, por exemplo, foi um país que se beneficiou dessa queda das commodities. O Brasil não se beneficiou e sofreu também com a diminuição da demanda da China, ou seja, o colapso é de quantidade e de preço. Isso também provoca uma situação complexa porque tem um fator que retroalimenta isso, que é a capacidade ociosa na oferta, por exemplo, de produtos siderúrgicos, devido à imensa capacidade ociosa que tem na China.

    “Essa capacidade ociosa se comunica, também, com a imensa queda de demanda na Europa. Nós tínhamos cinco grandes agentes de demanda internacional: Estados Unidos, Europa, China e América Latina, porque temos um grande demandante na América Latina, que é a Argentina. E os demais países do mundo. A União Europeia teve uma queda imensa na sua demanda, inclusive um dos fatores que atingem a China é isso. Não dá para a gente achar que é só desaceleração da economia chinesa sob si mesma”.

    Houve forte queda das exportações brasileiras para a Europa. Quando a Europa diminui a demanda, ela atinge o Brasil também. Quando a China diminui a demanda, ela atinge igualmente o País. E o crescimento da demanda americana não existe porque os Estados Unidos começam a fazer superávit comercial, isto porque na política de expansão monetária eles desvalorizaram o dólar.

    Dilma achou, primeiro, que a crise não iria durar tanto, segundo, que as economias desenvolvidas iam se recuperar mais rápido e, terceiro, que a crise atingiria com menos força a China.

    Os Estados Unidos fizeram três coisas. Aquela expansão monetária violenta — e ao fazê-la eles desvalorizam o câmbio. Põem o juro lá embaixo, ao fazê-lo, desvalorizam o câmbio. Quando eles desvalorizam o câmbio, eles recompõem a capacidade deles de exportar, que também tem um grande estímulo por causa do shale gas e porque os EUA fazem uma política de resgate tanto dos bancos como de algumas empresas fortíssima. Eles compram pedaços de empresas e depois vendem. Mas compraram, salvaram certas empresas. Então, a política anticíclica que os EUA fizeram é uma política anticíclica que aumentava a dívida.

    “Nós somos mais pobres hoje do que éramos antes por conta que não tem o boom das commodities. Além disso, nós temos que buscar duas coisas: a estabilidade fiscal e o controle da inflação, para início de conversa. Estabilidade fiscal o que é? É cortar. Nós cortamos gastos e diminuímos a desoneração, o subsídio aos juros. Fizemos bem feitinho isso. Reduzimos o subsídio aos juros de forma efetiva.”

    “Fizemos corte de gastos. Nós contingenciamos R$ 78 bilhões e cortamos R$ 40 bilhões até agora em 2015. É importante ver a composição da despesa. Nós temos aqui uma jabuticaba: despesas discricionárias não contingenciáveis: o mínimo condicional sobre saúde, educação, Bolsa Família e benefício dos servidores. Isso é lei. Então nós temos esse fantástico caso de jabuticaba que é despesas discricionárias não contingenciadas. 90,5% do Orçamento é o que não é contingenciável.”

    Valor: Mania de carimbar o dinheiro. As corporações chegam lá no Congresso, carimbam o dinheiro, esse é meu…

    Dilma: E você não toca. É meu e você não toca. E olha aqui uma coisa: do que sobra o que é discricionária é R$ 115 bilhões. PAC é R$ 42 bilhões. O que é que entra aqui no resto? Desde o recrutamento das Forças Armadas… O custeio não está aqui. Por exemplo, você tira do PAC e você tem R$ 72 bilhões. O déficit em relação à meta é R$ 64 bilhões. Contingencia isso como, hein? Como?

    Quanto à meta fiscal do ano que vem, manteve-se a meta de 0,7% de superávit primário em relação ao Produto Interno Bruto. Agora, nós temos hoje um déficit de 0,5%. Assim sendo, é com essas medidas de gestão… Eu digo o seguinte: é preciso tomar medidas de gestão de contenção da despesa. Mas é sobretudo das obrigatórias, porque não se tem mais espaço. Mantidos os compromissos que assumiu-se no PAC e olhando as demais, não tem margem para cumprir 0,7% do PIB. Nós, inequivocamente, teremos de ter uma ampliação da receita. É nossa responsabilidade de dizer onde, quando e como. O governo está ainda avaliando.

    Nós ainda vamos cortar, enxugar mais um pouco. Aqui tem mais corte. Tem mais corte para fazer. Temos que cuidar do cadastro. Lógico, cresce vegetativamente. Aumenta o número de aposentados. Há pessoas se aposentam com 54 anos em média. Temos que abrir, olhar, ver tudo o que dá para mudar. Incluiria até a Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) para recadastrar. No entanto, a Lei do Salário Mínimo deve ser mantida.

    Quais são as três formas de você estabilizar a dívida pública? Porque esse é o nosso objetivo. Primeiro, crescimento econômico. Segundo, a incidência do juro sobre a dívida. Terceiro, a administração fiscal. Nós não controlamos nem a primeira nem a segunda. Nós só controlamos a terceira. É o equilíbrio fiscal. É aí que nós vamos atuar. Só podemos atuar ali. O que eu estou querendo dizer é o seguinte: para cada uma dessas variáveis, vamos olhar como é que fica.

    Os fatores que poderão levar ao crescimento são os seguintes. Primeiro, a expansão das exportações, porque o câmbio se desvalorizou em mais de 50%. Ele tem um efeito comercial, vamos ter um superávit. É possível chegar a algo em torno dos US $ 10 bilhões a US$ 12 bilhões de superávit comercial. Isso vai estimular algumas indústrias. Eles, que perderam mercado interno, vão ganhar mercado internacional porque nossa desvalorização foi maior do que a de outros países. É essencial também que o governo entre com a sua parte. A parte do governo é investimento em infraestrutura e energia. Por isso nós fizemos aquele programa de concessões.

    Dilma acredita que, além disso, também a inflação já está indicando sinais de que aponta para uma queda. Redução da inflação em 2016, combinado com alguma recuperação do crescimento puxado pelas exportações, pela continuidade desses investimentos, cria um clima para ter uma expansão maior do crédito, que hoje está completamente retraído. A retomada do crescimento do crédito aumenta a possibilidade de as famílias também consumirem mais.

    O que o Lula sempre achou, em todas as circunstâncias, é que uma parte da recuperação vem do consumo. E nisso ele tem toda razão. Do consumo e do crédito. O problema é que [alguns economistas] criam uma oposição [artificial] entre investimento e consumo. Não tem essa oposição. Nós temos que aumentar o investimento e manter o consumo. Uma das nossas maiores forças é o mercado interno. Podemos começar pela exportação, mas o que vai mesmo ancorar o país é a produção para o mercado interno.

    A chave hoje para a recuperação é constituída por duas coisas: exportação e investimento. E, depois, mercado interno. O mercado interno vai se recuperar por último, mas é essencial. Se não, como é que eu vou investir?

    Dilma: “Nessa questão — se eu divirjo ou não divirjo do Lula –, eu já disse o seguinte: passaram a vida inteira querendo que eu brigasse com ele. Depois que eu virei presidente, é o tempo inteiro. Tenho uma relação com Lula que não tem hora. Ninguém que tenha convivido tão intimamente com ele desde junho de 2005, quando entrei neste palácio. Eu entendo o que o Lula pensa. Dois seres humanos nunca concordarão em tudo. Mas o Lula é uma das pessoas com quem eu mais concordo na vida. Ele tem uma grande sabedoria pessoal, uma grande intuição. Uma porção de coisas que não são decisivas nem relevantes eu não concordo nem discordo. São posições dele. É impossível você achar coincidência absoluta com alguém, mas eu quero te dizer: a minha coincidência com o Lula é muito grande. Acho muito ruim ver algumas coisas no Brasil, não vou nem me queixar do que fazem comigo, mas é muito desrespeitoso algumas coisas que fazem com ele”.

    “O escândalo da Petrobras quando começou, ainda não sabemos. Quem investigou fomos nós. Até então, ninguém tinha investigado nada. Não venha me dizer que nunca teve nada dentro da Petrobras. Eu não sei se teve ou se não teve”.

    Dilma: Eu não saio daqui, não faço essa renúncia. Não devo nada, não fiz nada errado. E mais. Acho que a popularidade da gente é função de um processo. De fato, a minha está bem baixa hoje.

    Valor: Isso a incomoda?

    Dilma: É claro. Ninguém, em sã consciência, não se incomoda. Agora, eu acredito no futuro deste país. Acredito que vamos sair dessa dificuldade.

    Valor: Entre a ortodoxia representada por Joaquim Levy e o desenvolvimentismo do Nelson Barbosa…

    Dilma: Posso falar uma coisa? Eu estou na fase confuciana. Eu sou a favor do caminho do meio e da harmonia. Não acho que exista isso de ortodoxia versus heterodoxia. É um falso problema. Porque, se ortodoxia houver, a pátria da ortodoxia deveria ser os Estados Unidos. Porém, se tem gente pragmática no mundo, mora lá. Não há nada mais pragmática que a visão americana. Acho que você tem que ser no Brasil tão pragmático quanto qualquer grande economia tem de ser.

    Dilma: Estabilidade fiscal é um valor permanente, vale para mim e para qualquer país, no mundo globalizado. Controle da inflação vale para mim e vale para todos. Sistema financeiro, rígido, robusto, sem bolhas, vale para mim e vale para todos os países. E país ortodoxo que não cumpriu isso teve consequências muito desastrosas, bolhas etc. e inclusive está com problema de recuperação estrutural que nós não temos. Porque o Brasil tem um grande problema momentâneo, mas, se nós conseguirmos aumentar a produtividade, estabilizar macroeconomicamente, ele é um país que tem estrutura sólida para crescer. Então, tem valores que hoje perpassam todas as economias. Quem pode dizer hoje: “Vou sair por aí gastando?” Agora ninguém também pode ver uma catástrofe e não tomar medidas.

    Dilma: Eu não sou contra política anticíclica. Quando eu falo que podemos ter errado, é na dose e não na política em si. Todo mundo faz política anticíclica. O que aconteceu com os Estados Unidos? Como a contenção deles era no fiscal, eles fizeram política anticíclica monetária. O que o Banco Central Europeu está tentando fazer é parecido.

    Para resumir, a Dilma acha que a economia brasileira sai dessa crise com exportação e uma política de apoio à expansão de investimento em logística, aeroporto, porto, rodovia e ferrovia, energia elétrica. Esses são investimentos privados, mas financiados pelos bancos públicos. Porque ninguém faz investimento que não seja financiado pelos bancos públicos, com debêntures possivelmente dos bancos privados também.

    https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2015/09/12/os-caes-ladram-a-caravana-segue-enquanto-as-hienas-riem/

  13. Programa Nacional de Microcrédito

    —-Desde 2008, o PNMPO realizou 25,1 milhões de operações de microcrédito, atendendo mais de 25,4 milhões de clientes, com volume concedido superior a R$ 56 bilhões.—-

    Concessão de microcrédito cresce 8,9% no 2º trimestre
    Entre abril e junho, o Programa Nacional de Microcrédito liberou mais de R$ 2,8 bi ao financiamento a pequenos empreendedores
    por Portal Brasil publicado: 11/09/2015 16p5 última modificação: 11/09/2015 16p5
     

    As instituições integrantes do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) ofertaram R$ 2,8 bilhões no segundo trimestre de 2015. Na comparação com os três primeiros meses do ano, a expansão do microcrédito foi de 8,9%. Comparado aos primeiros seis meses do ano passado, também houve incremento na oferta de crédito, na ordem de 1,61%. Os principais investimentos foram feitos na Região Nordeste do País e nas atividades ligadas ao comércio. 

    Os números são do balanço trimestral do PNMPO, divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De abril a junho deste ano, foi realizado um total de 1,3 milhão de operações de microcrédito, atendendo 1.298.373 clientes. Nos primeiros seis meses de 2015, o PNMPO já atendeu 2,4 milhões de clientes, com liberação de R$ 5,4 bilhões.  

    Perfil

    O principal perfil dos tomadores de microcrédito está relacionado à economia urbana, com prioridade para o comércio, ramo de atividade para o qual foram concedidos 74,51% dos investimentos, totalizando R$ 2,1 bilhões no período. O PNMPO atendeu, de abril a junho deste ano, mais de 1 milhão de clientes para atividades no comércio, o que representa 80,7% do total de clientes em todo o País. 

    Os tomadores de financiamento para atividades relacionadas à prestação de serviços estão em segundo lugar, com mais de 80,6 mil clientes atendidos e um valor liberado de R$ 228 milhões. A grande maioria dos clientes atendidos, 89,9% do total, fez operações destinadas a capital de giro (R$ 2 ,5 bilhões) e outros 7,9% para investimento (R$ 276 mil).  

    Distribuição geográfica

    Tomadores de microcrédito dos estados da Região Nordeste do Brasil foram os mais beneficiados com a liberação dos recursos, com operações que variam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, com limite individual de até R$ 15 mil, sendo expressiva a quantidade de recursos alocados para os estados nordestinos, que responderam por 79,8% do volume total concedido. 

    Gênero

    A forte presença das mulheres como tomadoras de microcrédito foi confirmada nos segundo trimestre de 2015. As mulheres representam 62,5% do valor concedido e 64,8% dos clientes atendidos e obtiveram mais de R$ 1,7 bilhão em operações.

    Total

    Desde 2008, o PNMPO realizou 25,1 milhões de operações de microcrédito, atendendo mais de 25,4 milhões de clientes, com volume concedido superior a R$ 56 bilhões.    

    Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

    URL:

    http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2015/09/concessao-de-microcredito-cresce-8-9-no-2-trimestre

     

     

    • fico imaginando quem pegou

      fico imaginando quem pegou microcrédito, agora que o desemprego cresce – e o acesso ao seguro desemprego foi restringindo pelo governo – e a economia está em recessão, com possibilidade de virar depressão. O governou criou vários escravos da dívida, só isso.

  14. Gozado é que a Índia se

    Gozado é que a Índia se encontra na mesma situação do Brasil, situação idêntica. A arrecadação caiu bastante e as despesas são muito altas, porque a Índia tem mega-projetos de infraestrutura e inclusive sociais em andamento, além de se encontrar em ritmo muito forte de gastos altíssimos para montar uma defesa nuclear, marítima, aérea e espacial de autêntica super-potência. Mas ninguém vê a Índia em palpos de aranha por rombos de orçamento. Não se fala que a Índia possa ser rebaixada por observadores de piratas financeiros internacionais e nem mesmo que esteja passando por uma crise. Nada perturba a inabalável democracia indiana. Por que será que isso acontece desta maneira, tanta diferença entre dois países tão semelhantes? Vemos de cara duas razões principais: A primeira, é que a Índia tem uma mídia nacional. Uma mídia nacional e nacionalista, a mídia grande da Índia não é submissa a nenhuma outra nação, o que eles lá sofreram com a dominação insanamente cruel da Inglaterra os deixou com definitiva desconfiança de ocidentais, sabendo que só podem contar com eles mesmos para serem fortes e independentes. A imprensa da Índia não é como a do Brasil, que é completamente subjugada aos interesses mais profundos e inconfessáveis do imperialismo financeiro internacional. E em segundo lugar, eles não têm qualquer medo de pensar e ponderar sobre a economia em função precípua dos grandes interesses do seu país. Deste modo, quando indagado sobre a crise atual, o primeiro ministro indiano falou que a crise é realmente muito grave, mas que a Índia estava tranquila, porque tinha uma reserva de cerca de 400 bilhões de dólares (como tem o Brasil). Pergunta-se – porque lá eles podem dispor de alguns bilhões de suas reservas para fechar seu orçamento onde os programas sociais são muito maiores do que aqui, e para fechar suas despesas imensas com a defesa? Não seria para isso mesmo que se acumulariam reservas, para os momentos mais difícies? Antigas leis impostas pelo FMI em irresponsáveis épocas passadas nos impedem de fazer o mesmo? Interesses internacionais que são defendidos por nossa mídia toda anti-nacional, nos impedem de fazer o mesmo? Porque nós daqui do Brasil não podemos sequer aventar esta possibilidade? Francamente, nossa elite não é brasileira, é internacional, e além de ser internacional tem um certo mau humor por ter que levar a vida a usufruir deste nosso país. Ódio e magua do Brasil ela tem, só pode ser isso. Quer que o Brasil renuncie a seu futuro o quanto antes para ficar abertamente e assumidamente a ser um mero criado a abanar com um leque de plumas os senhores americanos. E depois de tanto que fizemos por nosso povo, ainda somos escravos deles, eles estão a nos lembrar disso agora de modo ameaçador: somos ainda escravos dos americanos e dos americanófilos.  

    .   

      • Pibão e Pobreza

        http://www.greenme.com.br/viver/costume-e-sociedade/1095-a-escravidao-moderna-os-10-paises-que-mais-escravizam-adultos-e-criancas

        1º Índia

         

        O segundo país mais populoso do mundo, a Índia tem o maior número absoluto de pessoas que vivem em condições de escravidão moderna. Os 14,3 milhões de escravos ali presentes são quatro vezes mais do que o número de escravos modernos na China, país na segunda posição do ranking. A prevalência da escravidão na Índia, como em outros países da região da Ásia-Pacífico, é em grande parte devida à dependência da economia baseada na mão de obra barata e não qualificada.

      • As dificuldades se avultam na

        As dificuldades se avultam na Índia pelo rebote da crise mundial, apesar de seu grande crescimento. Não se pense que a Índia está perfeitamente inserida numa economia global e liberal, e seu crescimento reflete opulência em recompensa por seu belo dever de casa, porque não é assim que as coisas lá funcionam. Pode parecer muito alto o crescimento da Índia, mas é uma marcha batida normal para quem tem que incluir centenas de milhões de pessoas em parâmetros aceitáveis de sociedade de consumo. Sem um crescimento assim, a Índia voltaria bem rápido a ser o país que ingleses e americanos tentaram desmoralizar e dizer que não era capaz de se auto-administrar, nos anos cinquenta, quando se seguiam no Ocidente as grandes reportagens sobre a fome naquele país, que chegou distribuir comida apenas para que os cadáveres se juntassem nas esquinas para mais fácil remoção. Curioso é que quando colônia a Índia era exportadora de alimentos e depois da independência, em função de ter adotado de multinacionais americanas sementes de arroz inadequadas, a agricultura entrou em colapso e virou importadora. Mais tarde, uma espécie de Embrapa de lá recuperou custosamente as sementes antigas da Índia, que tinham sido banidas por lei! A Índia já sofreu das grandes potências bem mais do que nós. Agora, conforme se vê por seus números, deve estar a preocupar a queda do crescimento agrícola. É muito difícil imaginar um país de um bilhão de habitantes que luta para vencer o subdesenvolvimento, embora no Brasil ainda persistam grupos populacionais semelhantes até culturalmente aos mais pobres de lá. Seu crescimento não significa o que significaria em país como o Brasil. Por isso mesmo o Brasil é a Belíndia.

  15. Peraí: economia de 2 bilhões

    Peraí: economia de 2 bilhões só com redução nos gastos com cargos comissionados ??? Caraca, se a redução seria de 2 bi, qual o gasto total com esses cargos ? E quer saber ? Duvido que corte mesmo.

    • A midiona, ao contrário do

      A midiona, ao contrário do post GGN, diz que a economia com a redução de ministérios e cargos de confiança será de 200 milhões, de acordo com o comunicado. Dessa vez, fico com eles.

  16. A inflação em 2016 ficará em

    A inflação em 2016 ficará em 5,5%. Se a taxa de juros da selic cair dos atuais inacreditáveis 14,25% para 9%a.a. em 2016 a economia de gastos do governo, só com os juros, será de R$ 100 bilhões. Este é o verdadeiro ajuste fiscal que o governo Dilma precisa fazer e rápido.

    • De acordo

      Bem lembrado, mas devemos considerar que a atual SELIC corresponde a uma inflação anualizada de 9,5%, ou seja, os juros reais não subiram muito, considerando também que dos juros são descontados 15% de imposto de renda. Ou seja, os juros pagos são pouco mais de 12%, que descontada a inflação dá menos de 3% de juros reais.

      Mas como vc falou, a taxa precisa cair rapidamente, na mesma medida em que a inflação baixar, para não aumentar a incidência de juros reais.

    • Exatamente. É o bolsa

      Exatamente. É o bolsa banqueiro agora comendo no lombo do servidor. Vergonhoso. Só pode ser a quinta coluna dentro do governo mesmo. Ao aceitar essas medidas, Dilma está fazendo de tudo para ser derrubada.

  17. Podia cortar a verba do PIG.

    Podia cortar a verba do PIG. Eles iam bufar, mas isso já fazem todos  os dias. E ao menos ganharia alguma simpatia do lado de cá. Já naquele antro de morojás, parece que não há nada que se possa fazer.

    • SIM! Deveriam ter cortado

      SIM! Deveriam ter cortado toda a propaganda oficial há anos. Isso é imoral!

      Só que não é só pro “PIG”, é para esse blog e todos os demais também.

      Governo não tem que fazer propaganda.

      • Governos devem usar os meios

        Governos devem usar os meios de comunicação para divulgar matérias de interesse público : campanhas de vacinação, alertas de furacão, etc. E não devem pagar por isso. O problema é fazer os governos entenderem o que é interesse público…

  18. Tira-la para que ?

     Deixa ela onde está, com Mercadante & Cardozo et caterva, o script que estão seguindo fielmente, vai muito bem, obrigado – até uma redução do IOF ( para compensar a CPMF ), está no meio das propostas.

  19. Projetos garantem retomada da economia e dos empregos

    A partir de uma série de ações do governo federal, o Brasil projeta um cenário de avanços para as áreas de Infraestrutura, Comércio Exterior, Economia, Agricultura e Saúde
    por Portal Brasil publicado: 16/08/2015 08p3 última modificação: 16/08/2015 12p6

    A partir de uma série de ações do governo federal, o Brasil projeta um cenário de avanços em diversos setores, cobrindo áreas de Infraestrutura, Comércio Exterior, Economia, Agricultura e Saúde.

    No próximo mês, será lançada a terceira etapa do Minha Casa Minha Vida, para proporcionar moradias às famílias com renda entre R$ 1,2 mil e R$ 2,4 mil. A meta é construir mais de três milhões de unidades até 2018.

    Na área de transportes, o Brasil receberá nos próximos anos investimentos de R$ 198,4 bilhões para modernizar aeroportos, rodovias, ferrovias e portos, dentro do Plano de Investimentos em Logística (PIL). Os projetos anunciados beneficiam 20 estados e 130 municípios. Serão destinados R$ 66,1 bilhões para rodovias, R$ 8,5 bilhões a aeroportos e R$ 37,4 bilhões nos serviços portuários. Já para as ferrovias, serão destinados R$ 86,4 bilhões.

    Para ampliar o comércio exterior, o governo federal lançou o Plano Nacional de Exportações, outra ação para a retomada do crescimento da economia. Ele tem pilares como estreitamento de relações com a União Europeia, definição de 32 mercados prioritários para produtos brasileiros, financiamento e a simplificação de impostos para quem exporta no Brasil, principal reivindicação dos empresários.

    Agricultura

    Na área da Agricultura e Pecuária, ação de destaque é a injeção de R$ 187,7 bilhões, cerca de 20% a mais do que na última safra (R$ 156,1 bilhões) no Plano Safra 2015/2016. O foco deste ano é o fortalecimento do médio produtor, cujo setor terá aumento de crédito de 17%.

    O volume recorde de R$ 28,9 bilhões para a safra 2015/2016 é outra medida de destaque na agricultura familiar. O valor é 20% maior do que foi liberado no ano passado. No plano 2015/2016, o governo vai destinar R$ 236 milhões para ações de produção sustentável, como a agroecologia, beneficiando um total de 230 mil famílias. Também haverá um foco de assistência técnica para 160 mil famílias. O microcrédito rural terá uma taxa de juros de 0,5% ao ano.

    Energia elétrica 

    No começo deste mês, o governo anunciou o Programa de Investimento em Energia Elétrica (PIEE), que prevê uma injeção, até 2018, de R$ 186 bilhões para a expansão da geração de energia e das linhas de transmissão. Os leilões do setor vão atrair investimentos de R$ 116 bilhões para adicionar entre 25 mil e 31,5 mil megawatts ao parque gerador do País. Outros R$ 70 bilhões irão garantir a ampliação das linhas de transmissão em 37,6 mil quilômetros. A expansão das energias renováveis, com exceção da hidrelétrica, representa quase metade da potência adicionada, de 10 mil  a 14 mil megawatts.

    Acordo com a China

    Em maio, os governos do Brasil e da China anunciaram uma série de medidas que aumentarão expressivamente nos próximos anos os investimentos e o comércio entre os dois países. Foram assinados 35 acordos financeiros, comerciais e de cooperação, num total de US$ 53 bilhões. Entre os projetos há uma ferrovia ligando Tocantins ao Peru e a exportação de 22 aviões da Embraer.

    Pré-sal

    O Pré-sal é um outro aspecto a ser considerado dentro da perspectiva de futuro promissor para o País. Uma das vantagens do Pré-sal é o modelo de exploração. Foi escolhido o sistema de “partilha” que garante à Petrobras uma participação de, pelo menos, 30% nos consórcios. Se o Pré-sal fosse operado pelo formato de “concessão”, a empresa operadora seria detentora integral do que se produz. A lei brasileira garante ainda que 75% dos royalties do Pré-sal devem ser aplicados na área de Educação e 25% em Saúde.

       

     

    URL:
    http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2015/09/plano-de-exportacao-e-base-para-o-futuro201d-afirma-aeb

     

      • É o quarto comentário dele

        É o quarto comentário dele sem ter absolutamente nada a ver com o tema, só fazendo propaganda.

        Com certeza é filiado ou comissionado (ou os dois).

        • Por que a agressão e a ilação

          Por que a agressão e a ilação maldosa gratuitas? E por que não tem correlação com o tema do post? 

          Pois é: liberdade de expressão(no caso só de informação) só para nós. Quantos aos outros……………..

          • Ampla liberdade de expressão,

            Ampla liberdade de expressão, caro JB.

            Ele tem o direito de fazer propaganda do governo com temas aleatórios onde o assunto é “ajuste fiscal”;

            Eu tenho o direito de criticar tal atitude, que me parece feita apenas para minimizar o desgaste do anúncio das medidas ante a militância.

            Na impossibilidade de defender esse “ajuste” feito no lombo do trabalhador, a saída é copiar e colar propaganda do desgoverno.

             

      • Meu caro,
        Com certeza não és

        Meu caro,

        Com certeza não és tu o alvo porque simplesmente não tens a capacidade de diferenciar entre um texto informativo e um opinativo.

        Isso necessita de uma certa capacidade de cognição, certo? 

        A propósito, de que caverna surgiste? 

        • O que ele está postando
          O que ele está postando seguidamente tem a ver com a notícia postada?
          Ele está colocando propaganda do governo federal no meio do anúncio de uma tragédia que o governo Dilma cometeu.
          Esse tipo de atitude é de puro desespero. Trasformaram a esquerda em piada.

  20. E o imposto sobre grandes

    E o imposto sobre grandes fortunas, previsto pela Constituição de 88, cadê?

    Naaaaaao, mexer com o andar de cima petista se C#[email protected] de medo…. O negócio é ferrar com o funcionalismo, com os profissionais libeirais…

  21. O que não se vai pagar não se anuncia de véspera

    Este é o problema, a recessão já está comendo solta, os calotes já aconteceram, faltava oficializar.

    Mas, má notícia não se dá de véspera.

    Como contigênciar e manter a esperança que a confiança (rimou) irá aumentar na área econômica é o grande mistério!

    Na minha humilde opinião, muita coisa ao mesmo tempo para esta equipe.

    Falta o trabalho de base, o que une lé lé, cré com cré, como diz o sábio Nassif.

    No mais, olho vivo que 2015.75 é daqui a duas semanas.

  22. Que o governo simplesmente

    Que o governo simplesmente deixou os gastos sem o menor controle, isso é fato. Agora o que é terrível é ver como os desvios que beneficiavam o povo – no caso o benefício do seguro desemprego, por exemplo – já foi rapidamente corrigido. Mas desvios legalizados, como auxílio de tudo quanto é jeito pro judiciário, por exemplo, esse continua e continuará do mesmo jeito. Chamo-a de bolsa Nalini, em homenagem a um juíz que num mês, acho que em junho, ganhou quase o que o Obama ganha em um mês. E é só ver a farra que prefeituras estão fazendo, concedendo aumentos pros amigos do rei. 

    Agora se houver o impeachment de Dilma, será a prova de que o país é uma república de bananas. Mostrará que é um país que não tem força para aguentar o mandato de um presidente absolutamente incapaz para o cargo. Goulart, comparado com Dilma, é quase um Churchill (rs). 

    • O descontrole é agora

      Prezado,

      O governo trabalhista não deixou os gastos sem o menor controle, ao menos até o final do primeiro governo Dilma. Ao contrário disto, reduziu a Dívida Líquida Pública de 60% do PIB ao final do governo FHC para cerca de 36% do PIB ao final de 2014, uma das menores dívidas públicas do mundo. Paradoxalmente, a dívida líquida pública está a aumentar agora, com as medidas “corretivas” de Dilma-Levy-Barbosa, sem esquecer de Tombini que pôs os juros na estratosfera. A turma parece ter enlouquecido, Dilma à frente (lembra o samba do Chico do “Sanatório Geral”).

      E havia gente, mesmo por aqui, que falava mal do Mantega…

      Abraço.

  23. Programa Universidade para Todos – Prouni

    O Prouni já atendeu, desde sua criação até o processo seletivo do segundo semestre de 2014, mais de 1,4 milhão de estudantes, sendo 70% com bolsas integrais.

    Ministério da Educação—O Programa Universidade para Todos – Prouni tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de ensino superior privadas. Criado pelo Governo Federal em 2004 e institucionalizado pela Lei nº 11.096, em 13 de janeiro de 2005 oferece, em contrapartida, isenção de tributos àquelas instituições que aderem ao Programa.

    Dirigido aos estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais, com renda familiar per capita máxima de três salários mínimos, o Prouni conta com um sistema de seleção informatizado e impessoal, que confere transparência e segurança ao processo. Os candidatos são selecionados pelas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio – Enem conjugando-se, desse modo, inclusão à qualidade e mérito dos estudantes com melhores desempenhos acadêmicos.

    O Programa possui também ações conjuntas de incentivo à permanência dos estudantes nas instituições, como a Bolsa Permanência, os convênios de estágio MEC/CAIXA e MEC/FEBRABAN e ainda o Fundo de Financiamento Estudantil – Fies, que possibilita ao bolsista parcial financiar até 100% da mensalidade não coberta pela bolsa do programa.

    O Prouni já atendeu, desde sua criação até o processo seletivo do segundo semestre de 2014, mais de 1,4 milhão de estudantes, sendo 70% com bolsas integrais.

    O Programa Universidade para Todos, somado ao Fies, ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica ampliam significativamente o número de vagas na educação superior, contribuindo para um maior acesso dos jovens à educação superior.

    url:

    http://prouniportal.mec.gov.br/o-programa

    • E a educação com o maior corte do orçamento nesse ano…

      Adianta muito colocar estudantes pobres nas universidades e não ter papel higiênico, prédios para aulas, biblioteca, hospitais, bandejão, bolsas e emprego – sim o emprego está diminuindo a inflação aumentando e estudantes pobres abandonando a universidade pública porque não tem dinheiro para se manter, nem assistencia estudantil. Estudantes pobres são tratados como estatísticas pela politica de inclusão sem qualidade do governo.

  24. FIES: 84% dos alunos já renovaram contratos

    ——–De acordo com as novas regras estabelecidas para o FIES, os estudantes passaram a contar em seus financiamentos com taxa de juros anuais de 3,4% ao ano, prazo de carência de 18 (dezoito) meses e ainda com período de amortização de até 3 (três) vezes o tempo de permanência na condição de financiado, acrescido de 12 (doze) meses.—–

    Em 2015, um total de 242 mil novos alunos aderiu ao programa federal que ajuda a bancar cursos numa instituição superior de ensino.
    por Portal Brasil publicado: 22/04/2015 18p4 última modificação: 22/04/2015 18p1

    O Ministério da Educação informou que 84% dos 1,9 milhão de estudantes do Programa de Financiamento Estudantil (Fies ) já renovaram seus contratos para este ano. Faltam 296 mil alunos para regularizar sua situação. Em 2015, um total de 242 mil novos alunos aderiu ao programa federal que ajuda a bancar cursos numa instituição superior de ensino.

    O governo definiu novas regras para os estudantes terem acesso ao Fies. O estudante que obtiver média inferior a 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não poderá se inscrever no Fies. Além da média mínima, o candidato também não pode zerar na redação. Estão isentos dessa regra os professores da rede pública matriculados em cursos de licenciatura, normal superior ou pedagogia.

    No mês passado, o governo anunciou a revisão “contrato por contrato” os benefícios (Fies) para evitar reajustes abusivos nas mensalidades dos cursos financiados pelo programa. Pelas novas regras, as instituições devem respeitar o limite de reajuste de até 6,4%, equivalente à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2014.

    Foi criado um grupo de trabalho para analisar as mensalidades. Fazem parte desse grupo dois representantes da Secretaria de Educação Superior (Sesu); dois do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); um representante da Consultoria Jurídica do Ministério da Educação e três da da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça (MJ).

    URL:
    http://www.brasil.gov.br/educacao/2015/04/fies-84-dos-alunos-ja-renovaram-contratos

    anexo
    Ministério da Educação-Programa de Financiamento Estudantil (Fies )
    De acordo com as novas regras estabelecidas para o FIES, os estudantes passaram a contar em seus financiamentos com taxa de juros anuais de 3,4% ao ano, prazo de carência de 18 (dezoito) meses e ainda com período de amortização de até 3 (três) vezes o tempo de permanência na condição de financiado, acrescido de 12 (doze) meses.

    Também, sem prejuízo do prazo de amortização, as fases do financiamento foram reduzidas de 4 para 3, ou seja, excluiu-se a fase em que o estudante pagava nos primeiros 12 (doze) meses seguintes ao da conclusão do curso o valor correspondente à parcela paga à instituição de ensino.

    Além disso, os estudantes que exercerem as profissões de médico integrante de equipe de saúde da família oficialmente cadastrada e de professor da educação básica poderão, na forma do regulamento, abater mensalmente 1% do saldo devedor consolidado de seus financiamentos.
    Fases do financiamento:

        1 – UTILIZAÇÃO: período compreendido entre o ingresso do estudante no Fies e o mês imediatamente anterior ao início da fase de carência. Ao longo deste período, o estudante financiado fica obrigado a pagar trimestralmente os juros incidentes sobre o financiamento, limitados a R$ 50,00 (cinqüenta reais).
        2 – CARÊNCIA: período compreendido entre o mês subseqüente ao término da fase de utilização e o mês imediatamente anterior ao início do período de amortização. Durante este período, o estudante financiado fica obrigado a pagar os mesmos juros previstos na fase de utilização.
        3 – AMORTIZAÇÃO: período iniciado no 19° (décimo nono) mês imediatamente subsequente à fase de utilização. Nesta fase, o saldo devedor do financiamento é amortizado com base no valor apurado mediante a aplicação da Tabela “Price”, em parcelas mensais, iguais e sucessivas, pelo prazo de até 3 vezes o prazo de permanência do estudante na condição de financiado, acrescido de 12 (doze) meses.
    URL:
    http://sisfiesportal.mec.gov.br/simulacao.php

  25. Roma arde

    A equipe econômica incendeia sua base eleitoral, e Dilma toca lira.

    Errar é humano, persistir no erro (e aprofundá-lo) é BURRICE

    A redução dos gastos públicos não implica redução da dívida pública. Ao invés disto, a redução dos gastos públicos causa aumento da dívida pública. Embora alguns comentaristas econômicos da imprensa grande alardeiem aos quatro ventos que as finanças públicas são como as familiares e que, por isto, para se reduzir o endividamento público, ter-se-ia de reduzir os gastos públicos (analogamente ao que uma família faria) tal não acontece. O comportamento de fato da dívida pública vis-à-vis os gastos públicos não segue o modelo familiar, é contra intuitivo, e tal tem sido provado empiricamente.

    Antes de se ver evidências da relação não intuitiva entre dívida e gasto públicos, convém mencionar que o método de se buscar a redução da dívida pública por meio da redução do gasto público (a partir daqui chamado de método) recebeu de seus autores e simpatizantes o rótulo de “austeridade”. Em consequência, ser contrário ao método seria opor-se à austeridade, o que não é absolutamente o caso. Instilou-se, porém, na opinião pública e nos políticos, a ideia incorreta de que opositores ao método são contrários à austeridade, ao comedimento, à moderação. Tal ideia errônea tem norteado a discussão do assunto nas instância político-decisórias.

    É conveniente, ainda preliminarmente, observar, também, que o gasto público não inclui desperdícios (como com corrupção, roubo, sustentação de privilégio indevido etc.). Os gastos públicos aqui considerados são os virtuosos na acepção de promoverem emprego, investimento e aumento de produção. Infelizmente, na mesma trilha de marketing que nomeou o método de “austero”, denúncias de desperdício do dinheiro público (como feita, por exemplo, em reportagem recente da Globo News sobre a Grécia) são usadas junto à opinião pública e aos políticos para condenar o déficit público, qualquer que ele seja e qualquer que seja sua finalidade.

    Duas evidências empíricas denotam a impropriedade do método: a primeira tem como palco a Inglaterra, e a segunda, o Brasil. A primeira é noticiada em artigo publicado em Carta Maior [http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17479&editoria_id=7] de autoria de Alejandro Nadal (tradução de Katarina Peixoto). Nadal relata os resultados do trabalho de duas economistas, Ann Pettifor, sul-africana, e Victoria Chick, americana, economista pós-keynesiana, sobre gasto e endividamento públicos na Inglaterra. Escreveu Nadal:

    No ano passado [jun 2010] as economistas Ann Pettifor e Victoria Chick divulgaram uma pesquisa sobre a política tributária, a redução do gasto e a redução do endividamento na Inglaterra. Examinaram dados dos últimos 100 anos das contas públicas e analisaram os episódios nos quais o governo buscou melhorar sua posição fiscal e reduzir o nível da dívida por meio de cortes nos gastos. Os episódios de consolidação fiscal, nos quais o gasto público efetivamente caiu, foram comparados com períodos de expansão fiscal (nos quais o gasto aumentou). Os resultados contradizem de maneira irrefutável o que hoje se considera o ponto de vista dominante. A conclusão é que, quando se aumenta o gasto mais rapidamente, o nível de endividamento público (relativo ao PIB) cai e a economia prospera. Em troca, quando o gasto é reduzido, o coeficiente dívida/PIB piora e os demais indicadores (sobre PIB e emprego) evoluem desfavoravelmente” [grifos meus].

    O trabalho de Pettifor-Chick [http://www.debtonation.org/wp-content/uploads/2010/06/Fiscal-Consolidation1.pdf], explica ainda Nadal, demonstra que o governo só tem controle sobre o gasto, não sobre o déficit, pois este depende do que ocorre em toda a economia. Por exemplo, quando existe capacidade instalada ociosa, investimentos públicos (gasto) aumentam o nível de atividade no setor privado, o que gera mais arrecadação por parte do Estado, podendo reduzir o endividamento e o pagamento de juros mais adiante. Mesmo se a capacidade instalada estiver plenamente ocupada, acrescento eu, cabe ao governo induzir sua ampliação por meio de financiamentos e outros estímulos (renúncia fiscal, apoio à inovação etc.), o que significa aumentar gastos. Uma vez ampliada a capacidade instalada, torna-se possível aumentar a produção, levando ao aumento da arrecadação, o que, por sua vez, promove redução do endividamento, embora em prazo maior.

    (A indução da ampliação da capacidade instalada não deve ser ad hoc, porém fruto de estudo com horizonte de longo prazo para cenários mais prováveis que levem em conta as vocações presentes e futuras do país, as tendências mundiais e, também, o que se quer para a nação. O planejamento dos investimentos na ampliação da capacidade instalada tem de ser feito democraticamente, obviamente.)

    Nadal relata outra descoberta de Pettifor-Chick, e que é a seguinte: a redução do investimento público contribui para deprimir os ingressos fiscais, e isto só não acontece se há contrapartida de aumento importante de investimentos privados. Tais contrapartidas são raras, porém, e o mais frequente é decorrerem efeitos adversos nas contas públicas e no emprego.

    Em síntese, o trabalho de Pettifor-Chick, abrangendo um período de 100 anos, mostra que, quando houve redução dos gastos públicos na Inglaterra, a dívida pública aumentou; e que, quando os gastos públicos aumentaram, a dívida pública diminuiu. Além disto, o desemprego aumentou quando os gastos públicos diminuíram; e diminuiu, quando os gastos públicos aumentaram. Como se vê, a relação entre dívida e gasto públicos é muito diferente da ideia intuitiva que se tem sobre o assunto.

    A segunda evidência é percebida nos fatos recentes da história brasileira. Na linha das constatações de Pettifor-Chick, no governo Fernando Henrique, houve notória redução dos gastos públicos – aviltamento dos salários do funcionalismo público, das aposentadorias, dos serviços públicos; paralisação dos investimentos públicos; venda de grandes ativos nacionais; etc. No entanto, a dívida pública líquida total dobrou em relação ao PIB, passando de pouco mais de 29,54% em 1995 para 60,37% em 2002 (Ipeadata) – em 2002, primeiro ano do governo Lula, a relação ainda cresceu chegando aos 60,37% do PIB, certamente inercialmente – e, também notoriamente, o desemprego aumentou.

    Já no governo Lula, a contração dos gastos foi notoriamente menos rigorosa: houve investimentos, recuperação de parte do poder aquisitivo do funcionalismo público, das aposentadorias etc. Como resposta ao evidente aumento do gasto público, a relação dívida pública/PIB caiu de 60,37% em 2002 para cerca de 35% em 2012, e com a inflação sob controle (porém com juros incrivelmente altos, denotando que os resultados econômicos no período poderiam ter sido muito melhores). Além disto, o desemprego diminuiu no lapso, tendo sido criados milhões de empregos formais.

    As evidências empíricas mostram, portanto, inequivocamente, que corte de gastos públicos não produz redução da dívida pública. Ao contrário, causa aumento da dívida pública como se deu no Brasil e na Inglaterra.

    A constatação empírica para os casos do Brasil e da Inglaterra é prevista teoricamente por Keynes e pós-keynesianos. As ideias de Keynes sobre o assunto, aliás, tiveram aplicação bem-sucedida em países desenvolvidos. A partir da década de 1970, porém, passaram a ser combatidas pelos neo-monetaristas (M. Friedman à frente) e foram postas de lado a partir dos anos 1990 (http://www.ie.ufrj.br/eventos/seminarios/pesquisa/texto06_04_18.pdf). É possível até que o abandono das ideias de Keynes tenha contribuído para a crise econômica atual, mas este é outro assunto.

  26. Do Tijolaço

    O problema do Brasil não é a despesa, é a receita. E o poder

    O economista André Perfeito, da Gradual Investimentos, é dos poucos que usa os números da economia como elemento de raciocínio com mais peso que a simples repetição do mantra “corta-corta” do neoliberalismo.

    É elaborado por ele e publicado em seu facebook o gráfico aí de cima, com a sua avaliação do que ele mostra: ” Vemos na ponta que o que caiu foi a receita, não foi a despesa que subiu. Em tempo: a despesa não cresceu segundo sua tendência. Isto sugere que o ajuste vai ser no fim do dia no aumento de impostos.”

    O trabalho de Perfeito tem várias constatações que “batem de frente” com o “diagnóstico” supérfluo que fazem de nossa economia e, sobretudo, de nossas contas públicas.

    Não houve “explosão” de despesas públicas, ao contrário. Nem por “excesso” de programas sociais, nem por “gigantismo” de programas de investimento público.

    O insuspeito economista Mansueto de Almeida – integrante da equipe de Aécio Neves na campanha eleitoral do ano passado (sim, a campanha eleitoral foi no ano passado, nem parece, não é?) – apresenta, em seu blog, um resumo bem esclarecedor sobre como se distribuem as despesas de custeio da União, excluídas as transferências constitucionais obrigatórias, com dados acumulados de janeiro a maio deste ano: dos R$ 312 bilhões gastos, “R$ 268,66 bilhões (88,88%) são despesas de cinco funções sociais: assistência social (LOAS, Bolsa Família e Serviço Social de Proteção Básica);  Previdência (pública e INSS); Saúde,  Trabalho (seguro desemprego e abono salarial); e  Educação”. Somando-se subsídios à atividade econômica, desoneração das folhas de pagamento (redução de impostos, portanto) e pagamento de sentenças judiciais, chega-se a 94,3%  dos gastos.

    É claro que em todos estes setores se pode fazer economia, racionalizações e mesmo cortes.

    Mas o gráfico elaborado por André Perfeito mostra que isso, embora deva ser feito, é gota d´água.

    Pior: além de um certo ponto, é veneno, porque faz cair a atividade econômica e, com ela, a receita de impostos.

    E, da capo, a mesma trágica sinfonia.

    É por isso que ceder além de um certo ponto nas exigências – que são políticas, não econômicas – de cortes pesados nas despesas públicas  não é uma concessão, é um suicídio.

     

    Conviver com deficit, ao contrário do que se apregoa, não é mortal e é assim que o mundo está vivendo, com muito maior expressão do que o 0,5% do PIB que está sendo apresentado aqui como a “morte do Brasil”.

    Hoje, ainda, o site de dados econômicos The International Spectator publica no twitter os dados do deficit ou superávit de países selecionados. Você confere ao lado a turma “gente boa” que tem deficits muito maiores.

    Pode-se procurar em toda a imprensa mundial e não se encontrará – senão em relação à Grécia, antes do acordo com a UE e o FMI – nenhuma gritaria exigindo zero déficit ou o “queremos superavit” que campeia aqui.

    Pela simples razão do que o que se busca aqui não é a recuperação da economia, mas recuperar o poder.

    Sem voto, claro.

    • Cacete, o cara faz um gráfico

      Cacete, o cara faz um gráfico que nem ele mesmo sabe ler! SIM, A DESPESA SUBIU NESSE GRÁFICO! Subiu menos que a tendência? ÓBVIO! O dinheiro acabou!

      E a receita caiu, pois o PT enfiou o país numa recessão que vai durar pelo menos até o ano que vem! Não adianta aumentar imposto: não vai passar no Congresso. E mesmo se passasse, o povo não ia pagar. Dilma não tem mais nenhuma credibilidade para aumentar impostos.

      Quanto à lista de países que convivem com déficit, temos 3 grupos: países ricos, que são financiados pelo resto do mundo (EUA, UK, etc), países emergentes que crescem a taxas inimagináveis para o Brasil (China, India) e países quebrados (Rússia, Turquia).

      • Dilma é mineira…
        Tá comendo pelas beiradas para fazer a reforma que o congresso não quer.
        CPMF, acabar com vantagens do setor público, depois vira a redução dos juros da dívida pública…
        Quem viver verá!

    • Lendo-se o texto..

      Chega-se a seguinte conclusão :  Quem o escreveu não lê ou acompanha nenhum jornal de econômia do resto do mundo.

      Ou não escreveria essa besteira sobre não haver grita pelo surplus ,por parte de analistas econômicos, em todos os budgets de todos os países.

       

  27. por que lutamos?

    não lutamos por governos ou presidentes. não lutamos por partidos ou sindicatos. não lutamos por instituições ou aparatos.

    lutamos pelas pessoas. lutamos por nossas vidas, para que valham serem vividas.

    nossa luta não é por Dilma. nossa luta é pela Democracia e por um governo para a maioria. nossa luta não é para salvar um governo que traiu a si próprio e aos seus eleitores. nossa luta é por nós mesmos, pelos direitos dos trabalhadores e por reformas sociais que façam avançar o desenvolvimento e a inclusão social.

    nossa luta é travada a cada instante, em nossos locais de moradia, trabalho e lazer. nossa luta é decidida nas ruas, e não nos gabinetes. nossa luta é dentro de nós mesmos, em nossas consciências.

    em meio a maior crise do capitalismo, conjugada a uma inédita crise climática, lutamos por um outro jeito de viver.

    .

  28. O PT é a melhor opção entre os grande partidos

    No cenário político atual onde os setores mais conservadores da sociedade estão intensamente mobilizados, tentar construir uma opção que defenda os interesses dos trabalhadores longe do PT é caminhar para uma derrota certa nas eleições de 2018,e para instalação de um governo extremamente conservador que abriria espaço para a redução real do Salário Mínimo, privatização dos Bancos Públicos e da Petrobras, redução das política sociais, e entrega das Reservas de Petróleo para empresas estrangeiras.

    Em função da ampliação das Políticas Sociais, do aumento da renda , das cotas raciais, do financiamento estudantil e aumento do emprego com  carteira assinada parte da população mais pobre está ocupando espaços que eram restrito ao setores mais ricos da população, como o acesso a universidade, a compra de carro zero, viajar de avião para qualquer parte do Brasil e para alguns lugares no exterior inclusive, está ocorrendo uma mobilização dos setores mais conservadores da sociedade.

    Isto ocorre basicamente em função das seguidas derrotas do PSDB nas eleições presidenciais, que vai resultar em 16 anos de governo do PT e aliados.

    É importante ressaltar também que em função ampliação das política sociais, do aumento real Salário mínimo, do aumento da renda familiar e do emprego com carteira assinada ocorreu uma desmobilização política dos trabalhadores e dos setores mais pobres da população, já que parte das reivindicações imediatas foram e vem sendo prontamente atendidas pelos Governo do Presidente Lula e da Presidenta Dilma.

    E é esta desmobilização política dos trabalhadores e da população mais pobre é que vem abrindo espaço para intensa mobilização do setores mais conservadores da sociedade, que estavam desmobilizados em função dos governos da ditadura militar, dos governos Sarney, Color e FHC, onde a maioria das suas aspirações eram prontamente atendidas.

    Apesar desta desmobilização política, os trabalhadores e os setores mais pobres da população tem participado intensamente e apoiando os Governos PT e aliados, nas eleições, o que em tem provocado os setores mais conservadores da sociedade a buscar outras formas de derrubar o PT, já que nas eleições estes setores tem sido sistematicamente derrotado.

    A provável candidatura de Lula em 2018, tem assustado ainda mais este setores mais conservadores da sociedade, já que indica mais uma derrota nas eleições presidenciais de 2018 e pelo menos, mais quatro anos de governo do PT.

     

     

     

    • Dilma é quem mais ataca o PT

      Caríssimo,

      Você deveria levar o seu discurso à Dilma Rousseff, é ela quem está a atacar o PT e as bandeiras históricas do partido, algumas das quais você elenca.

      Ademais, a guinada macroeconômica de Dilma, a guinada de 180 graus para a “austeridade”, é comprovadamente equívoco, produz efeito contrário ao que ela parece pretender, que seria a redução do déficit público. Os fracassos dessa política mundo afora comprovam. O aumento do déficit que a “austeridade” está a causar, e cujas perspectivas são de agravamento, é evidência de que Dilma está incorrendo em erro que vai arrebentar com a economia do país (excetuados os exportadores. Você é exportador?). 

      Defender o indefensável, isto é, defender o arrocho neoliberal que Dilma, Levy e Barbosa estão a impor ao Povão, isto sim fecha as portas ao PT em 2018 e agora.

      Abraço.

      • As bandeiras históricas do PT foram rasgadas em 2002

        Estamos em 2015…

        Nós estamos diante de um governo de conciliação, sozinho o PT e a esquerda de a z, toda unida não consegue convencer o eleitorado para ter maioria no congresso, muito menos para pegar armas e fazer barricadas.

        Não há guinada de 180 graus, a concessão econômica é política típicas de um governo de conciliação, com a posição do PT enfraquecida pela saída do PSB da base aliada, antes disso, saíram os partidos de esquerda junto criaram o PSOL.

        Estou colocando a alguns itens da  proposta de orçamento federal, já que o orçamento é aquele que sai depois das votações no congresso, com mais de 3 mil páginas.

        coloquei em amarelo os destaques, observe e conclua, nosso problema são juros da Selic praticado pelo Copom, nada além disso.

        Mesmo com o pequeno corte no orçamento não há proposta de superávit primário no orçamento de 2016, lembrando que em anos anteriores já se obteve mais de 4% de superávit primário, na verdade representa o avanço.

        Na verdade está ocorrendo uma proposta de redução do superávit primário para zero.

        O orçamento é uma peça negociável, e o PT está numa situação enfraquecida, e portanto não dá para impor um orçamento social como em anos anteriores, não é atoa que líderes do setor financeiro e industrial passaram a discursar contra o afastamento da Presidenta Dilma antes das eleições de 2018, o orçamento é apenas parte destas negociações políticas e econômicas.

         

         

    • O fato é que Dilma ganhou a

      O fato é que Dilma ganhou a eleição no ano passado porque mentiu, disse que Aécio e Marina iriam fazer o que ela está fazendo. Nenhum dos três são alternativas para os trabalhadores – a maioria da população brasileira – apenas disputam quem é o melhor ‘gestor’ dos interesses da aristocracia financeira e dos grandes empresários (que no fundo são a mesma coisa).

  29.  
    O QUE O GOVERNO NÃO DISSE E

     

    O QUE O GOVERNO NÃO DISSE E QUE DEIXA DESESPERADOS OS OUVIDOS IMUNDOS DA oPÓsição AO BRASIL Com a CPMF a sonegação cairá substancialmente.Certo?!Certo!Ou seja, os malandros das ‘ellites’ nativas deixarão de sonegar – e, concomitantemente, os recursos advindos da CPMF serão muito mais vultosos em relação ao anunciado pelo ministro Joaquim Levy!Xeque-mate?!… Rô-Rô-Rô!Feliz Natal!E feliz Ano Novo!… Viva o [verdadeiro] Brasil!Viva o [verdadeiro] honesto povo trabalhador brasileiro!

  30. Nasce o NEOPETISMO. Qual a

    Nasce o NEOPETISMO. 

    Qual a diferença entre a Esquerda e a Direita? A Direita briga, discute intramuros, mas se apresenta para o público mais unida que casal recém-casado. 

    Já a Esquerda é (quase) a mesma coisa: internamente se engalfinham por teses, antíteses e sínteses. Em público continuam a briga. Quando não, a aumentam. 

  31. O nível de alguns

    O nível de alguns comentaristas no GGN está baixando mais que o Cantareira.

    Um comentarista qualificado como o Roberto São Paulo é xingado só porque comete o terrível crime de…………………..POSTAR MATÉRIAS DE CUNHO INFORMATIVO e não frases feitas, lugares comuns e esgares políticos-ideológicos de quinta categoria. 

    Que coisa!

    • Caro JB,
      Como esse ajuste no

      Caro JB,

      Como esse ajuste no lombo do trabalhador é indefensável, o que ele está fazendo é dizer “olha, o governo tá te ferrando, mas isso no fundo é pro seu bem, olha só quanta coisa legal a gente já fez”.

      O nome disso é peleguice. E quem faz peleguice é pelego.

    • O inacreditável MPOG, que

      O inacreditável MPOG, que sequer calcula o custo médio de um servidor com credibilidade, custa mais que a Justiça Eleitoral, e quase o mesmo que a Justiça Federal inteira. Custou caro quebrar o país e depois desmontar a estrutura do Estado, minando as carreiras públicas nesses dois mandatos da Dilma.

      Gastamos duas vezes mais em Defesa do que em Justiça, em tempos de paz e de litigância extrema. Não é à toa que o Jobim saiu do STF e foi para lá, onde as coisas acontecem.

      Conseguimos gastar com o Ministério da Justiça do Cardoso o equivalente ao custo da Justiça Trabalhista. Nesta última todo mundo tem um conhecido que perdeu ou ganhou alguma ação, e alguma coisa aconteceu garanto.

      Realmente votamos em um projeto que opta por desaguar dinheiro em cargos comissionados para agradar o PMDB, enquanto gente séria e concursada se fode.

      Estão dando três estrelas para uma figura que reflete a realidade? Nessas horas dá inveja de gregos e espanhóis, que ainda têm uma esquerda.

    • Porque não tira do refinanciamento da dívida???
      Invés de refinanciar 880 bilhões, refinancia 830 bilhões.
      Além deste montante ter muita dívida do governo para o governo.

  32. ótimo a volta da cpmf

    Não é possivel ser contra a cpmf. Ela é ótima e faz uma falta danada, E quando a justiça quizer mesmo pegar corrupto é ir lá e pescar.

    E sem cometer os crimes e ilicitos que o levanddowski citou para a turma do paraná.

  33. Pois é, tá tudo muito bom, a

    Pois é, tá tudo muito bom, a militância já apareceu pra copiar e colar propaganda do governo que não tem nada a ver com o tema, pra criticar os comentaristas que criticam o governo (eu incuso) MAS….

    e aí, sobre o ajuste, ninguém vai falar nada não…? 

    1/3 dos cortes irão recair sobre salário do funcionalismo (cujos sindicatos são filiados á CUT em sua maioria), corte sobre saúde….

    Tá tudo bem, tudo certo, nada a declarar?

     

  34. CORTES ?

    Eu não sabia que adiar reajustes são cortes…..para mim é só adiar despesas.

    Eu não sabia que cancelar concursos é um corte? Como se corta algo que ainda não foi gasto?

    Corte é reduzir bolsa família, reduzir minha casa minha vida, reduzir as verbas dos parlamentares, aplicar efetivamente o teto salarial, cortar todas as ajudas de custos dadas a juizes, promotores, desembargadores etc, etc.

    Acabar com as passagens aéreas pagas aos deputados, cortar qualquer viagem ao exterior de deputados, senadores, ministros, ministros do supremo, etc.

    Acabar com a aposentadoria integral para o funcionalismo público pois hoje o valor dos salários já se  equipararm com o privado.

    Vamos lá não há mérito algum em resolver o problema criado por ela mesmo com aumento de impostos, isso na verdade mostra a total incompetência da Presidente.

    • O PT já acabou com a aposentadoria do funcionalismo

      O governo do PT já acabou com a aposentadoria integral do funcionalismo público. Criou um fundo de pensão complementar – afinal é com fundos de pensão que o PT comprou as direções sindicais (da CUT, CBT, etc) que deixaram de combater as politicas antitrabalho do governo. Mas não pode acabar com a aposentadoria integral dos que entraram antes da fatídica lei do PT; a lei não pode retroagir para prejudicar ninguém. Caso faça isso é mais um motivo para levar um pé na bunda por mais uma ilegalidade.

      PS: um professor doutor em economia ganha menos que um jornalista de economia do Globo(sem precisar doutorado); se equipararam????!!!

  35. Bater boca, discutir, para que ?

       O governo de Madame Rousseff, Mercadante, Cardozo, Rosseto et caterva, entrou no modo desespero, conseguiu a proeza de ser atacado por todos, e com este “brilhante” plano, que o que depender do Congresso, não irá passar, nem em 3 meses ou 3 anos, um plano sem nexo, ou medidas concretas – a não ser as discricionárias – impostos e cortes que independem do Congresso, sem colocar, verbalizar, no discurso, na exposição de motivos, alguma esperança, algum “projeto” de futuro, restrito a contabilidade nacional, foi se enterrar, é imbecil tirar alguma coisa e não dar nada em troca – efetiva, é burrice ou desespero.

         Bater boca, discutir, um governo que não assumiu, em certos itens traiu, é pura perda de tempo, assim como defender pessoas que não querem ser defendidas, para que ? 

  36. Negociações políticas

    Quando se está fortalecido é possível impor quase qualquer coisa, mas quando não,  tem que negociar.

    É isto que o Governo da Presidenta Dila está fazendo.

    Se ela tivesse mandado uma proposta de orçamento com superávit primário de 3%, o mercado financeiro e imprensa iriam pedir um superávit primário de 4% ou  5%.

    Como ela envia uma proposta de orçamento com déficit 0,5%, a mercado financeiro está pedindo pelo  menos zero, é assim mesmo,

    Se a Presidenta Dilma tivesse maioria no congresso não negociava com ninguém,  mas não é o caso.

  37. Proposta é de superávit primário de zero

    O que o Governo da Presidenta Dilma fez foi enviar uma proposta inicial de déficit de R$ 30,5 bilhões, O,5% do PIB, com um corte de R$ 26 bilhões na manga, pois já esperava os gritos do mercado financeiro e da imprensa.

    Ainda estamos apenas no início das negociações políticas e econômicas do orçamento de 2016, mas com com a posição do PT enfraquecida pela saída do PSB da base aliada, vai ser difícil aprovar um orçamento totalmente PT e social, ainda mais com o atual presidente da câmara e do senado.

    Lembrando que  orçamento federal não é aquilo que o governo quer, é sempre o que ele consegue aprovar, nada além disso, e já é um reflexo da mobilização do setores conservadores da sociedade, basta ler o editorial da folha.

    O orçamento incluindo encargos financeiro de R$ 518 bilhões e refinanciamento da dívida de US$ 880 bilhões é de R$ 2,9 trilhões, R$ 26 bilhões de corte representa 0,9% do orçamento ou 0,4% do PIB estimado em R$ 6 trilhões.

    MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME terá R$ 78 bilhões

    MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL terá R$ 505 bilhões

    MINISTÉRIO DA SAÚDE R$ 109 bilhões

    MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO R$ 95 bilhões

    se nada for alterado no congresso o que é pouco provável.

    Não dá nem para comparar com os tempos de FHC.

  38. Quando enviaram déficit de 30
    Quando enviaram déficit de 30 bi, que levou ao rebaixamento pela SP, não tinha mais onde cortar. Agora conseguiram cortar 26bi! É um milagre!
    Agora vamos dar uma ajudinha e fazer nossa parte que é pagar a cpmf…

  39. Dilma é mineira…

    Come quieta…

    Vai voltar com a CPMF (3,80 reais/mil reais) – tchau sonegadores.

    Vai acabar com vantagens dos servidores públicos – abono permanência é uma vergonha nacional.

    É só esperar que os juros da dívida pública vai começar a cair…

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome