Governos estaduais negam e aceitam receber a Copa América: confira

Até agora, Distrito Federal e São Paulo já aceitaram receber o torneio, e Pernambuco vetou a possibilidade.

Estádio Mané Garrincha, Brasília - Foto: Pública

Jornal GGN – Governos estaduais analisam se vão aceitar, assim como o presidente Jair Bolsonaro, receber a Copa América em seus estados. Até agora, Distrito Federal e São Paulo já aceitaram receber o torneio, e Pernambuco vetou a possibilidade.

Após o polêmico anúncio oficial de que o campeonato, que começa no dia 13 de junho, será realizado no Brasil, contraditoriamente o país que tem mais contágios e mortes por Covid-19 na região, entre todos os participantes, a Conmebol e CBF conversam com governadores para verificar a disponibilidade e se aceitam receber as partidas de futebol.

Até o início da tarde desta segunda (31), o estádio Mané Garrincha, de Brasília, já estava confirmado. O governador Ibaneis Rocha (MDB) já afirmou que não apresentará resistências.

Com intenções de passar ainda pelo nordeste, o governo de Pernambuco negou disponibilizar qualquer estádio. O governador Paulo Câmara (PSB) informou que o estado não vai receber o torneio, afirmando que “o atual cenário epidemiológico não permite a realização de evento do porte”.

“Apesar de ainda não ter sido procurado oficialmente pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Governo do Estado reforça que o atual cenário epidemiológico não permite a realização de evento do porte da Copa América no território de Pernambuco”, afirmou, em nota.

Além de Pernambuco, o Rio Grande do Norte também não quer sediar o torneio. A governadora Fátima Bezerra (PT) disse que é “contrário à realização do evento no nosso estado” e que “estamos numa luta diuturna para amenizar os efeitos da pandemia, que está em um momento crescente por aqui.”

Ao tirar das opções a Colômbia, que enfrenta uma crise social com diversos protestos pelo país, e a Argentina, que alegou restrições pela pandemia, a Conmebol buscou o Brasil de Jair Bolsonaro para receber os jogos, com o objetivo justamente de que as partidas contassem com público.

Diante disso, o governador João Doria afirmou que “não fará objeção caso a CBF defina São Paulo como um dos locais de jogos da Copa América”, mas que os protocolos sanitários devem ser seguidos. No estado, o Plano São Paulo para a realização de jogos de futebol não permite torcidas e os jogadores e comissões técnicas devem ser testados contra a Covid-19 periodicamente.

“A CBF, com a qual falamos hoje, o Walter Feldman, que aliás é médico e secretário geral da CBF, informa que a Copa América virá para o Brasil, mas não especificamente para São Paulo. Até porque os estádios aqui já estão ocupados pelos jogos programados para a Copa do Brasil e o Brasileirão”, disse Doria, em coletiva de imprensa nesta segunda.

A Conmebol já afirmou que quer a final no Maracanã, Rio de Janeiro, com a participação de público. O estádio tem jogos agendados do Campeonato Brasileiro entre 13 de junho e 10 de julho, período em que a Copa América ocorre. A entidade contou com a confirmação de Brasília, mas com a negativa de Pernambuco, cogita levar partidas também para a Arena das Dunas, em Natal.

Da mesma forma, Rui Costa (PT), governador da Bahia, afirmou que se o estado receber os jogos, será sem torcida. Amazonas e Mato Grosso aceitaram sediar os jogos, apesar de não terem sido procurados pelas entidades.

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1 comentário

  1. Por que não faz nos EUA? A população já vacinada, pode até ter público.
    Será porque lá a fiscalização sobre desvios de verbas, mesmo de transmissão é mais rigorosa.
    O presidente da CBF, comprou imóvel de 10 milhões a vista, deixando Flávio com inveja.

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