Milhões de brasileiros correm risco de viver sob calor intenso

Moradores da região Norte podem ser os mais afetados; pesquisa afirma que não basta apenas zerar desmate – também é necessário reflorestar

Foto: Reprodução/Greenpeace

Jornal GGN – A crise climática global e o desmatamento contínuo da Amazônia podem deixar milhões de pessoas em risco de viver sob calor intenso, principalmente na região Norte do Brasil – causando impactos como aumento da mortalidade em faixas mais vulneráveis da população, diversos problemas de saúde e potencial prejuízo para o mercado de trabalho.

Estudo publicado na revista Communications Earth & Environment (do grupo Nature), na manhã desta sexta (1º) usou modelos matemáticos para a situação climática brasileira. Em linhas gerais, a pesquisa indicou que o avanço global da temperatura estaria relacionado com a savanização da Amazônia – transformando a floresta em uma região de vegetação semelhante à do cerrado, com árvores mais esparsas e de menor porte.

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Contudo, o atual ritmo de destruição e degradação da Amazônia deve acelerar esse quadro, e isso afetaria não só a umidade e as temperaturas da região, como também o ciclo das chuvas no resto do continente.

O estudo também ressalta o menor potencial de resposta aos efeitos da combinação de desmatamento e mudanças climáticas, lembrando que a Amazônia foi a primeira região brasileira a ver seu serviço de saúde colapsar na pandemia de covid-19.

Mas a destruição da Amazônia ainda pode e precisa ser contida, e as atitudes de conservação não se restringem apenas a zerar o desmate. Também é preciso investir no reflorestamento não só da Amazônia, como outras regiões, e isso vai exigir trabalha conjunto das esferas política, econômica e da sociedade civil. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

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