Militares ocupam o dobro de cargos estratégicos no governo Bolsonaro

Levantamento revela que, em setembro de 2020, 342 egressos das Forças Armadas atuavam nos cargos comissionados de maior remuneração

Jornal GGN – A presença dos militares no comando dos ministérios praticamente dobrou ao longo dos últimos anos, em paralelo com as sucessivas crises do governo Jair Bolsonaro.

Levantamento elaborado pelos gabinetes do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), e que foi publicado pelo jornal O Globo, mostra que 342 egressos das Forças Armadas ocupavam os postos com maior remuneração dentre os cargos comissionados, atuando em segmentos como coordenação, diretoria, secretaria ou de ministro. Em janeiro de 2019, eram 188 militares nessas funções.

Ao longo das gestões de Dilma Rousseff e Michel Temer, o percentual de ocupação desses cargos não passou de 2,5%. No governo Bolsonaro, 6,5% dos postos com remuneração bruta entre R$ 6 mil e R$ 16,9 mil eram ocupados por militares. Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) mostram que, ao todo, 6,1 mil militares atuam em funções civis no governo federal — em 2017, havia 3 mil.

Especialistas dizem que esses dados evidenciam a dificuldade de Bolsonaro em articular uma base de apoio, ao mesmo tempo em que o governo federal ignora experiências anteriores em áreas de grande importância, como o controle do desmatamento e o combate à pandemia de covid-19.

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