Monitoramentos de redes sociais para governo Bolsonaro são mantidos em segredo

Monitoramento de redes sociais pelo governo Bolsonaro, no ano passado, custaram R$ 2,7 milhões dos cofres públicos e foram impedidos de vir à público

Foto: Marcos Correa/PR/Divulgação

Jornal GGN – A última instância da Lei de Acesso à Informação (LAI) impediu que 4 mil páginas de relatórios sobre o monitoramento de redes sociais pelo governo de Jair Bolsonaro, no ano passado, viessem à público. O serviço de monitoramento custou R$ 2,7 milhões do Orçamento.

De acordo com reportagem do Estadão, a decisão foi da Comissão Mista de Reavaliação de Informações (CMRI), o que seria a última instância da LAI. E o governo Bolsonaro tenta, desde o ano passado, manter em segredo estes documentos produzidos pela Secretaria de Comunicação (Secom).

Em duas outras oportunidades, a Secom negou o acesso a estes dados, justificando que violaria a Lei de Direitos Autorais, depois que seriam documentos importantes para a tomada de decisões do governo, e que “não se vislumbra interesse público”.

Na Comissão última em decidir assuntos de acesso à informação, o governo admitiu que havia 540 documentos produzidos entre janeiro e novembro do ano passado, totalizando 4 mil páginas, sobre usuários no Twitter, Facebook, Instagram e Youtube, e que o monitoramento custou aos cofres públicos R$ 2,7 milhões.

Segundo matéria do Estadão, documentos mostram que o objetivo do governo era identificar “a repercussão, reputação, evolução do sentimento, principais influenciadores e demais informações estratégicas para tomada de decisões” e que “situações que indiquem possíveis repercussões com alto volume de menções devem ser alertadas, especialmente aquelas que possam gerar crise”.

Reprodução/Estadão

 

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