Mourão diz não ver risco com substituições nas Forças Armadas

“Essa aí foi uma mudança mais abrupta, mas está dentro do previsto, vamos dizer assim. Comandantes não têm mandato”, afirmou

Jornal GGN – O vice-presidente Hamilton Mourão tem evitado se manifestar sobre as trocas nos comandos das Forças Armadas. Logo na manhã desta quarta (31), Mourão disse que não sabe o que levou às demissões no Exército, Marinha e Aeronáutica, mas afirmou não ver riscos à democracia.

“Não conversei com ninguém. Procurei me manter fora disso”, deixou claro. Evitando criticar a postura do presidente Jair Bolsonaro, o general disse, contudo, que não viu problemas na saída dos comandantes militares, após a demissão de Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa.

“Essa aí foi uma mudança mais abrupta, mas está dentro do previsto, vamos dizer assim. Comandantes não têm mandato”, disse.

Sobre a suspeita de instabilidade das instituições, segundo ele, ainda, não há motivos para se preocupar: “qualquer um que assumir o comando das Forças vai manter a mesma forma de atuar”.

“As Forças Armadas atuam dentro do tripé da legalidade, atenta à missão constitucional è a missão dada pelas leis complementares, dentro da legitimidade. Não muda nada”, continuou.

As saídas de Edson Pujol do Exército, Ilques Barbosa da Marinha e Antônio Carlos Moretti Bermudez do comando da Aeronáutica ocorreu um dia após a demissão de Fernando e Silva. Agora, quem comanda o Ministério da Defesa é Walter Souza Braga Netto, que até então estava na Casa Civil.

O vice avalia que as subsituições seguem a ordem de antiguidade, como ocorre dentro da carreira militar. “Eu julgo que tem que ser feita dentro do princípio da antiguidade, até porque foi uma substituição que não era prevista. Escolhe dentro da antiguidade e segue o baile”, acrescentou.

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