O panorama das fontes de financiamento das ONGs no Brasil

Sugerido por André Luis Bittencourt

Nassif,

A respeito da discussão recente sobre as ONGs, o Observatório da Sociedade Civil lançou um estudo sobre o financiamento das entidades. É uma importante iniciativa para dar transparência e reduzir os preconceitos. Seguem links abaixo:

Do Observatório da Sociedade Civil

Observatório lança reportagem especial sobre financiamento das ONGs

Reportagem especial O Dinheiro das ONGs quebra mitos ao traçar um panorama das fontes de recursos das Organizações da Sociedade Civil brasileiras

Em qualquer conversa no Brasil em que apareça uma Organização Não Governamental (ONG), uma pergunta sempre é feita, em geral com ar desconfiado: de onde vem o dinheiro? Para tentar responder a essa pergunta e quebrar preconceitos que dificultam o trabalho das entidades, o Observatório da Sociedade Civil lança a reportagem especial O Dinheiro das ONGs – Como as Organizações da Sociedade Civil sustentam suas atividades – e porque isso é fundamental para o Brasil.

Clique aqui para acessar o arquivo em formato PDF

Disponível em PDF no site do Observatório, o texto reúne informações das principais pesquisas acadêmicas disponíveis a respeito do tema para demonstrar a origem dos recursos que financiam as atividades das organizações. Além disso, o Observatório entrevistou ONGs com perfis variados de atuação e financiamento. Dessa pesquisa, surge a constatação de que a principal marca da sociedade civil brasileira também se reflete em seus modelos de sustentabilidade financeira: a diversidade.

Financiadas quase exclusivamente por agências de cooperação internacional de países desenvolvidos durante o período da Ditadura Militar, as ONGs brasileiras enfrentam desde meados dos anos 2000 uma forte diminuição nessa fonte e, com isso, surge o desafio de encontrar novas fontes de recursos. Assim, financiamento do Estado (nas três esferas de governo), de empresas e de indivíduos entram na pauta – todas opções utilizadas em outros países.

A reportagem mostra essa trajetória exemplificada na atuação de nove ONGs com perfis distintos: Criola, FASE, Centro Agroecológico Sabiá, Instituto Avisa Lá, UNAS, Greenpeace, CESE e Fundo Brasil de Direitos Humanos. Além disso, traz análises de especialistas do IPEA, Fundação Getúlio Vargas e Cetic/CGI. São ouvidos também representantes da Abong (Associação Brasileira de ONGs), GIFE (Grupo de Institutos e Fundações Empresariais) e do governo federal.

Vídeos

Duas entrevistas em vídeo complementam o material. Na primeira conversa, Laís de Figueiredo Lopes, assessora especial da Secretaria Geral da Presidência da República e uma das principais interlocutoras da sociedade civil no governo federal, fala sobre as discussões a respeito do novo Marco Regulatório para as OSCs. Na segunda, Eliana Rollemberg, militante histórica dos direitos humanos, fala da trajetória da CESE, entidade onde milita desde 1983 e onde ocupa hoje o cargo de assessora da diretoria.

Assista aos dois vídeos no Canal do Observatório no Youtube

 

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1 comentário

  1. Transparência obrigatória

    No Brasil precisa uma ONG fiscalizar o financiamento das outras ONGs.

    Nos EUA – onde elas cresceram e se multiplicaram – a divulgação dos finaciadores não é ápenas obrigatória, mas necessária.

    É à partir dos principais doadores que os demais se orientam para conhecer melhor as organizações e decidir se vão contribuir também.

    A lista de doadores, portanto, confere status às ONGs. A National Rifle Association – famosa pelos filmes de Michael Moore – fatura mais a cada doação da direita americana. 

    Há quem ache que as ONS são uma invenção da esquerda, mas elas representam uma oposição ao Estado e crescem com o neoliberalismo.

    Essa transparência sobre as fontes de financiamento deveria ser obrigatória para o funcionamento delas no Brasil.

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