PF defende que Abin assuma segurança de votos extraídos das urnas eletrônicas

Relatório sobre recomendações ao TSE e enviado ao Congresso foi elaborado em 2018; atual diretor-chefe da Abin é amigo da família Bolsonaro

Jornal GGN – A Polícia Federal defende que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) seja responsável pela segurança na transmissão dos resultados extraídos das urnas eletrônicas.

Tal recomendação foi encaminhada pelo atual diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, ao Senado Federal. O documento em questão detalha recomendações feitas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dentre elas a que cita a Abin.

Dentre outros tópicos, aparece a recomendação de migração de todos os módulos administrados pela empresa Módulo (terceirizada contratada pelo TSE) para o TSE e/ou Abin, por considerarem que tais rotinas são muito sensíveis e que, por mais capacitada que a empresa em questão seja, ela pode ser repassada mediante contratos de repasse tecnológico – embora os integrantes da PF considerem que o modelo vigente seja “bastante robusto”.

As recomendações foram mal recebidas dentro do TSE e têm sido tratadas como descartadas, uma vez que isso significaria abrir mão de uma atribuição importante da Justiça Eleitoral.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o texto que só foi relevado agora foi elaborado em 03 de outubro de 2018, quatro dias antes da vitória de Jair Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais.

Um detalhe: o cargo de diretor-geral da Abin é atualmente ocupado por um amigo da família Bolsonaro. Alexandre Ramagem está no cargo desde julho de 2019, e chegou a ser cotado para ocupar a diretoria-geral da Polícia Federal, mas sua nomeação foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

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