Quem são os brasileiros que hoje reprovam mais o governo Bolsonaro

Ao cruzar a pesquisa CNT com dados do TSE e do IBGE, a desaprovação do governo de Jair Bolsonaro divulgada ontem torna-se ainda mais crítica

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – A imagem de Jair Bolsonaro caiu entre os brasileiros e, especialmente, entre os mais pobres do país. Pesquisa do CNT/MDA, divulgada ontem (26), mostrou que a aprovação do mandatário caiu 9,5 pontos percentuais e a rejeição aumento 20,5 pontos. Agora, Bolsonaro tem apenas 29,4% que consideram seu governo “bom ou ótimo” contra 39,5% que dizem ser “ruim ou péssimo”.

Ainda, se parte da população (13%) que respondeu à pesquisa em fevereiro deste ano afirmou que “não sabia”, hoje, a grande maioria tem a opinião formada, contra apenas 2% que “não sabem”. Dessa forma, os que antes não tinham opinião hoje mostram-se insatisfeitos, além daqueles que migraram totalmente, deixando de considerar o governo positivamente para o outro extremo, só que agora negativamente.

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A pesquisa coletou as informações entre os dias 22 e 25 de agosto. E se o recorte de analise é verificado entre grupos específicos, como por exemplo ensino e renda, os dados são ainda mais exorbitantes para a queda da figura de Bolsonaro no país.

Isso porque entre os menos escolarizados, quem estudou até o quinto ano do ensino fundamental, 47,3% acham o governo ruim ou péssimo e 22,1% ótimo ou bom. Os números se mantêm similares na escolaridade entre sexta e nona série, com 42% e 23,5%, respectivamente. Apesar de mais dividido entre os que cursaram universidade, também é maior a rejeição: 37,4% negativamente contra 34,3% que enxergam o governo positivamente.

De acordo com o blog de Reinaldo Azevedo, no Uol, estes números recebem maior peso ao se cruzar com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2018, que indicam que 38 milhões de eleitores não tinham o ensino fundamental completo, 36 milhões chegaram até o ensino médio e somente quase um terço destes valores, 13 milhões, disseram ter curso superior.

Ja no aspecto de classe social, também são os mais pobres os que agora criticam mais o governo de Jair Bolsonaro: entre os que recebem até dois salários mínimos, 46,9% o consideram ruim ou péssimo contra 21,9% que dizem ser bom ou ótimo. Entre dois a cinco salários mínimos, que seria a “classe media”, é maior a aprovação, com 33,1%, mas também alta a reprovação, com 33,3%.

Somente os números são contrarias entre os mais ricos do Brasil, que mostram estar de acordo com as reformas econômicas liberais e consequentes perdas de direitos anunciadas pelo mandatário, e 43,8% dos que recebem acima de 5 salários mínimos acham o governo Bolsonaro ótimo e bom e 32,6% ruim ou péssimo.

Ainda de acordo com o blog de Reinaldo Azevedo, o cruzamento de dados com as estatísticas do país, neste caso o IBGE, trazem mais significados a estes números: o salário médio real dos brasileiros em 2017 foi de R$ 2.039, dos brancos são de R$ 2.616 e dos negros de R$ 1.516.

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4 comentários

  1. É lamentável mas a verdade é que no Brasil quanto mais se estuda mais burro se fica.
    Os números não mentem.
    A qualidade do ensino já é ruim e os bozos querem transformá-la em horrível.
    Deve ser para igualar todos os brasileiros no nível de burrice deles.

  2. para ser inteligente, não é só indo para a Universidade . Isso já vem de berço, pouco importa se é rico ou pobre. conheço várias pessoas que estudaram em boas Faculdades, mas da vida e de educação não entende nada.E isto está na cara de todos os brasileiros.

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