Quem são os cotados a assumir o Ministério da Saúde

Cardiologistas Ludhmila Abrahão Haijar e Marcelo Queiroga são cotados para assumir lugar de Eduardo Pazuello; ambos chegaram a ser cotados para ocupar lugar de Mandetta

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro não pretende colocar o Ministério da Saúde nas mãos de um militar novamente com o avanço da pandemia de covid-19 pelo país e o aumento da pressão do Centrão pela pasta.

Dois nomes que atuam no setor da saúde estão cotados para assumir o posto do general da ativa Eduardo Pazuello: os cardiologistas Ludhmila Abrahão Hajjar e Marcelo Queiroga. Ambos chegaram a ser cotados para assumir o cargo em substituição a Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), mas o escolhido foi Nelson Teich.

Em seu blog no portal G1, a jornalista Andreia Sadi afirma que o nome de Ludhmila é o favorito do Centrão para a pasta. Nascida em Anápolis (GO), ingressou no curso de medicina da UNB, em Brasília, aos 17 anos e, aos 22, chegou na Escola de Medicina da USP, fez residência no HC e também atuou no InCor.

Cardiologista e intensivista, Ludhmila é docente permanente, professora associada da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e ocupa a diretoria de Ciência, Inovação e Tecnologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia, é coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Paulistano, coordenadora de Cardio-Oncologia da Rede Americas Serviços Médicos. Ela também é médica supervisora da Cardio-Oncologia do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas (HC-FM/USP) e coordenadora da Cardiologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

Ludhmila integrou a comissão que se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro para debater o uso da cloroquina no tratamento de covid-19 em 2020. Na ocasião, o grupo falou sobre a falta de evidência da droga, mas Bolsonaro ignorou.

Em entrevista concedida à revista Forbes, a médica cardiologista fala da ligação da covid-19 com problemas cardíacos e vê a pandemia como um divisor de águas para a saúde no futuro, diante do aumento da exigência maior por um sistema público de saúde melhor e mais inclusivo. “Isso passa obrigatoriamente pelo protagonismo e o ensino de qualidade nas universidades do país”, afirma ela que acredita em três fatores: ensino, pesquisa e tecnologia, aliados a uma política eficaz de parcerias público-privadas.

Outro nome cotado é o do atual presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga. Paraibano de João Pessoa, Queiroga se formou em medicina pela Universidade Federal da Paraíba, fez Residência Médica no Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro e treinamento em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista na Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é responsável pelo Departamento de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Hospital Alberto Urquiza Wanderley, em João Pessoa.

Segundo o jornal Correio Braziliense, Queiroga é próximo da família do presidente e integrou a equipe de transição do governo – ele também defende o isolamento social da população, independente dos grupos de risco, embora tenha publicado diversos artigos mostrando preocupação com os cardiopatas.

“Diante da grave crise instalada na saúde pública, é fundamental informar os pacientes, em especial os cardiopatas, sobre os riscos que correm ao se contaminarem com o coronavírus e que os cuidados e a proteção devem ser redobrados. Sintomas como dor no peito de duração prolongada, falta de ar, palpitações, acompanhado de palidez e suor frio, não devem ser negligenciados”, disse Queiroga, em artigo publicado na Folha de São Paulo em 26 de abril de 2020.

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