Bilionário da tecnologia oferece suporte para denúncias contra Facebook

Frances Hauges, ex-gerente de produto da empresa de Zuckerberg, conta com o apoio de fundador do eBay em guerra judicial

Pierre Omidyar, fundador do eBay. Foto: Reprodução/omidyar.com

Jornal GGN – As denúncias feitas por Frances Hauges contra o Facebook chamaram a atenção de um dos responsáveis pela estruturação do comércio eletrônico global: Pierre Omidyar, crítico de tecnologia responsável pela criação do eBay.

Assim como Zuckerberg, Omidyar está na lista das 100 pessoas mais ricas do mundo e, por anos, ele canalizou boa parte de sua fortuna para o combate contra grandes empresas de tecnologia, que ele considera como “excessivamente poderosas e destrutivas para a democracia”, por meio de iniciativas como o instituto de pesquisas antimonopólio Open Markets Institute e o grupo de direitos digitais Public Knowledge.

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Reportagem do site Politico afirma que a organização filantrópica Luminate, fundada por Omidyar, tem dado suporte para Haugen lidar com a imprensa e as relações governamentais na Europa. Em 2020, sua fundação doou US$ 150 mil para a Whistleblower Aid, a organização que fornece consultoria e representação legal de Haugen. Mesmo assim, a Whistleblower Aid recentemente abriu um GoFundMe para conseguir arcar com as despesas judiciais.

E é esse apoio que tem ajudado Frances, ex-gerente de produto da empresa do Facebook, em seu processo contra a corporação norte-americana, uma vez que ela avisa legisladores, reguladores e organizações midiáticas na Europa e nas Américas que a empresa de Mark Zuckerberg coloca a sociedade em risco ao priorizar os “lucros antes das pessoas”.

Haugen chamou a atenção por fornecer anonimamente diversos documentos internos do Facebook que foram a base de uma série investigativa publicada em setembro pelo The Wall Street Journal. Ela só veio a público revelar sua identidade em entrevista concedida ao programa 60 Minutes que foi ao ar em 03 de outubro.

Desde então, ela já prestou depoimento ao Comitê de Comércio do Senado norte-americano e, nos próximos dias, irá testemunhar para um comitê no parlamento do Reino Unido. Também estão programados testemunhos na França e na Bélgica.

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1 comentário

  1. A se tomar o histórico de Mark Zuckerberg, percebe-se seu caráter ético duvidoso, desde o furto de dados de alunos na universidade e a exposição e confusão criadas pelo seu software de comparação binária de rostos (o “face_book”) até, ao final, o infame sucesso empresarial deste mundo do capitalismo neoliberal infame (não o capitalismo em si), que o “premiou” com uma das maiores fortunas deste desequibradíssimo mundo.
    O Facebook (ou outro nome disfarçante que venha a adotar), com seus algorítmos marotos, seu uso pelo “deep state” e seus efeitos deletérios de desinformação e divisão da sociedade mundial é uma demonstração factual do triunfo do mau caratismo do ganho máximo a qualquer custo como objetivo único, desprezando quaisquer outras variáveis que devam contribuir para uma melhor sociedade humana.

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