Bolívia vai à ONU para discutir desagravo a Evo Morales

Jornal GGN – O embaixador da Bolívia na Organização das Nações Unidas (ONU) Sacha Llorenti, anunciou na noite da última quinta-feira (4), que se reunirá com o Secretário Geral dessa organização, Ban Ki-moon, para discutir o atentado sofrido pelo presidente da Bolívia Evo Morales. O incidente é assim classificado pelo governo boliviano, quando do episódio com o avião presidencial impedido de sobrevoar o espaço aéreo da Francia, de Portugal, da Itália e da Espanha, mesmo com a presença de Evo Morales.

“O que aconteceu com o presidente Evo (Morales) não é só uma violação ao direito internacional, uma violação à imunidade diplomática, a uma pessoa internacionalmente protegida junto a seu avião presidencial, mas também um atentado contra os direitos humanos”, afirmou o embaixador, que negou que o incidente seja uma simples crise diplomática, porque a vida de um mandatário esteve em risco.

Unasul

“Exigimos que os governos da Francia, de Portugal, da Itália e da Espanha expliquem as razões da decisão de impedir o sobrevoo do avião presidencial do Estado Plurinacional da Bolívia por seu espaço aéreo. (…) Do mesmo modo que se apresentem as desculpas públicas correspondentes com relação aos graves fatos suscitados”, assinala a Declaração de Cochabamba, subscrita na homônima cidade boliviana, ao final de uma reunião de emergência da União das Nações Sul-americanas (Unasul).

A declaração deplorou o trato de “refém” dispensado a Morales que, sob a suspeita sem base de que transportava o ex-agente estadunidense Edward Snowden, foi sentenciado a uma espera de 14 horas na Áustria, cujo governo permitiu a aterrissagem de emergência no aeroporto de Viena.

Os presidentes da Argentina, Cristina Fernández; do Equador, Rafael Correa; da Venezuela, Nicolás Maduro; do Uruguai, José Mujica e de Suriname, Desirë Bouterse, além do mandatário boliviano, e os embaixadores e destacados especiais do Brasil, Peru e Chile, também acordaram com a formação de “uma comissão de seguimento encarregando os chanceleres a tarefa de realizar as ações necessárias para o esclarecimento dos fatos”.

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