Bombardeio aéreo israelense atinge civis em Gaza

 
Exército de Israel realizou 35 bombardeios, enquanto 30 projéteis foram lançados a partir do território palestinos
Por O Globo/Com Agências Internacionais
 
 
 
 
GAZA — Um ataque aéreo israelense destruiu um edifício residencial de 13 andares no centro da Cidade de Gaza no sábado, e as informações iniciais indicam que 17 pessoas ficaram feridas, disseram o exército israelense e as autoridades de saúde de Gaza.
 
Uma porta-voz militar israelense disse que o prédio, que desabou completamente, era usado como centro de comando por militantes do Hamas. Moradores locais disseram que o prédio abrigava 44 famílias.
 
Outro ataque aéreo israelense já havia matado cinco pessoas da mesma família neste sábado em Gaza, incluindo duas crianças. A ofensiva acontece após o fracasso das negociações entre Israel e os palestinos e a retomada das hostilidades na terça-feira. Outros três palestinos foram mortos em ataques ao território.
 
O exército israelense informou que realizou 35 bombardeios contra alvos na Faixa de Gaza durante o dia, enquanto 30 projéteis foram lançados a partir do território palestinos e atingiram Israel.
 
A ofensiva mais violenta aconteceu no Centro de Gaza, em Al-Zawaida. No ataque, cinco integrantes da mesma família morreram: o pai, de 28 anos, a mãe, de 26, os dois filhos, de três e quatro anos, e um tio do pai, de 45 anos, segundo fontes médicas.
 
Segundo testemunhas e fontes oficiais palestinas, os ataques israelenses também destruíram duas mesquitas na área de Khan Yunis, no Sul de Gaza. Uma terceira mesquita, no campo de refugiados de Shati, que já havia sido atingida, voltou a ser bombardeada.
 
Preocupado com a situação em Gaza, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediu a retomada urgente das negociações de paz para acabar com o conflito de seis semanas. Ele também solicitou um acordo que abriria o caminho para a ajuda à reconstrução no território de Gaza, onde milhares de lares foram destruídos.
 
— Meu objetivo principal é para que as negociações de trégua sejam retomadas no Egito o mais rápido possível para evitar mais vítimas — disse Abbas em entrevista coletiva após reunião com o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi.
 
Desde terça-feira, quando fracassaram as negociações entre o Estado de Israel e os palestinos no Cairo para prolongar uma trégua que havia durado nove dias, os ataques à Gaza mataram 81 pessoas, segundo o serviço de emergência palestino.
 
Na sexta-feira, foi registrada a primeira morte de uma criança do lado de Israel, em um ataque com foguetes a partir de Gaza. O menino morreu em casa, na área de Sdot Negev. O funeral deve acontecer na manhã deste domingo. Um porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu advertiu que o “Hamas pagará um preço alto pelo ataque”. No dia anterior, um ataque israelense matou três comandantes militares do grupo fundamentalista islâmico que controla o território palestinos.
 
O conflito entre israelenses e palestinos, que começou no dia 8 de julho com a operação “Limite Protetor” já matou pelo menos 2.097 palestinos, 70% deles civis, segundo a ONU. Do lado israelense, 68 pessoas morreram, sendo 64 soldados. O Estado de Israel afirma que deseja garantir a segurança dos civis israelenses ante os disparos de foguetes a partir de Gaza, enquanto o Hamas exige o fim do bloqueio do território palestino para concordar com uma trégua.

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