Escolhido ao Itamaraty de Bolsonaro é defensor de Trump e radical antiPT


Foto: Valter Campanato/ABr
 
Jornal GGN – O futuro ministro de Relações Exteriores do governo de Jair Bolsonaro (PSL), o embaixador Ernesto Araújo, que atuava como diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty, já elogiou publicamente Donald Trump, chamou o PT de “Projeto Totalitário ou Programa da Tirania” e exaltou religiosidade em artigos.
 
Araújo foi anunciado como o futuro ministro de Bolsonaro ao Itamaraty nesta quarta-feira (14). Para o futuro presidente, a escolha do embaixador representa o “momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu Bolsonaro em suas redes sociais.
 
Em seu currículo, Ernesto Araújo, de 51 anos, já trabalhou nas áreas de integração regional, Mercosul, União Europeia, e atuou mais recentemente como diplomata na Alemanha, Canadá e nos Estados Unidos. 
 
No ano passado, chegou a divulgar um artigo na revista Cadernos de Política Exterior, do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI), convocando o Brasil a definir se quer fazer parte “da concepção de Ocidente” do atual presidente polêmico dos EUA, Donald Trump.
 
Sobre essa política de Trump, assim descreveu: “Uma visão do Ocidente não baseada no capitalismo e na democracia liberal, mas na recuperação do passado simbólico, da história e da cultura das nações ocidentais (…) e que mostra o nacionalismo como indissociável da essência do Ocidente.”
 
Ainda, no mesmo artigo, escreveu que é preciso ao país se recolocar, uma vez que “muita gente não sabe que o Ocidente está jogando, muito menos que está perdendo”, em sua visão.
 
Mas não é só a nível acadêmico que Araújo elogia Trump. Em publicação em blog pessoal, o embaixador defendeu a política do atual e criticado presidente dos EUA como associada a Deus:
 
“A visão de Trump tem lastro em uma longa tradição intelectual e sentimental, que vai de Ésquilo a Oswald Spengler, e mostra o nacionalismo como indissociável da essência do Ocidente. Em seu centro, está não uma doutrina econômica e política, mas o anseio por Deus, o Deus que age na história. Não se trata tampouco de uma proposta de expansionismo ocidental, mas de um pan nacionalismo. O Brasil necessita refletir e definir se faz parte desse Ocidente”, apontou.
 
No mesmo portal, disponibilizou outro artigo em que critica o “feminismo” e a “esquerda”, apontando que a “esquerda transformou a luta nobre e necessária pela igualdade de direitos entre homens e mulheres em um feminismo torpe, onde a mulher já não é mais um indivíduo, mas apenas um objeto político, um pretexto para obrigar as pessoas a votarem em candidatos de esquerda”.
 
Sobre isso, ainda, aproveitou outras publicações para atacar o partido do adversário de Bolsonaro nas eleições 2018, Haddad e Lula: “Não há nada que o PT odeie tanto quanto a liberdade: liberdade econômica, liberdade de pensamento, liberdade de expressão”.
 
“Isso porque o PT, fiel ao ‘belo ideal socialista’, odeia o ser humano. Deixado a si mesmo, o ser humano cria e produz, ama e constrói, trabalha e confia, realiza-se e projeta-se para a frente. Então não pode. O PT (que aqui significa não apenas ‘Partido dos Trabalhadores’, mas também Projeto Totalitário ou Programa da Tirania) não pode deixar o ser humano a si mesmo”, continuou.
 
 
 

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