Ex-secretário do Tesouro sugeriu Armínio Fraga para presidir o Federal Reserve

Sugerido por Antonio C.

Da Folha

Armínio Fraga foi sugerido para Obama para comandar o Fed

RAUL JUSTE LORES

O ex-secretário do Tesouro americano Timothy Geithner sugeriu ao presidente Barack Obama o nome de Armínio Fraga para presidir o banco central americano, conhecido como Federal Reserve.

Geithner chama Armínio, ex-presidente do Banco Central durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, de “confiável e competente” e de líder “notável” em seu livro de memórias lançado ontem nos EUA.

No livro “Stress Test -Reflexões sobre Crises Financeiras” [“teste de resistência”], Geithner rememora a crise financeira global de 1998, que levou à desvalorização do real, após um período de paridade com o dólar.

“Após abandonar uma tentativa inicial de se manter a paridade do real com o dólar, uma liderança econômica soberba do Brasil conseguiu dar a volta por cima em poucos meses”, escreve.

Ao explicar os pacotes de ajuda decididos pelo governo norte-americano, Geithner acrescenta que “só funcionaram quando lidamos com líderes competentes e confiáveis”.

“O presidente do banco central brasileiro, Armínio Fraga, que também possui cidadania americana, foi tão notável que mais tarde eu o mencionei para o presidente Obama como um potencial presidente do Fed [o BC americano]”, escreve.

O livro de 580 páginas só fala de Brasil no início, em relação às crises dos anos 1990 –o efeito tequila no México, a crise russa, a do Sudeste Asiático e a desvalorização do real em 1999.

Em sua maior parte, Geithner foca a crise de 2008 e o polêmico plano de resgate aos bancos depois do colapso do Lehman Brothers.

Naquele momento, o executivo era presidente da divisão do Fed em Nova York e participou, ao lado de Ben Bernanke (então presidente do BC americano) e Henry Paulson (que à época era secretário do Tesouro), das negociações envolvendo bancos e a crise financeira global.

Meses depois, seria nomeado secretário do Tesouro pelo recém-empossado Obama.

Ao deixar o governo no ano passado, Geithner virou presidente do Warburg Pincus, um fundo de “private equity” (fundo de compra de participação em empresas).

 

Comentário

Existe mais de um modo de convencer que alguém é “competente”. Sabendo que o Federal Reserve não tem semelhança com o Banco Central brasileiro – o sonho da banca é que o BC seja “independente” como o Fed, isto é, seja uma espécie de conglomerado de bancos privados -, eu só posso insinuar que a banca prefere o Armínio por estar mais condizente com os interesses da banca internacional.

Tanto Armínio como “Tim” fazem parte do Think Tank Grupo dos Trinta. O mesmo Geithner que cita Armínio é aquele que apoiou o Plano de Alívio de Ativos Problemáticos (sic), mesmo que, em 2009, houvesse relatórios que constatavam fraudes contábeis, em hipotecas, em titulos. Programa de resgate similar ao Proer, mais conversão de investimento de títulos podres em PPPs incrementou lucros de bancos e fundos de investimento. A baixa regulação do Programa levou a que fundos de investimento servissem para lavagem de dinheiro. Tal parceria torraria dois trilhões de dólares para salvar um sistema bancário em colapso.

Pra quem tiver alguma dúvida, sugiro ler a respeito emhttp://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=57793.

Além disso, Luiz Gonzaga Belluzo, em 2009, em um artigo para o Valor Econômico, demole Geithner. Fazendo referẽncia a uma reportagem do New York Times sobre o “Tim” (como é conhecido pelos amigos), este seria um dos representantes dos interesses privados dentro da máquina pública, sendo responsável pelo desmonte do Estado. Veja em http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-anteriores/21806-os-amigos-….

Segundo o jornalista Greg Palast, Tim foi embaixador na OMC com o objetivo de negociar a ampliação do mercado de derivativos (que denomino de “mercado do pendura, do calote e do papelzinho de fiado”) em proveito do JP Morgan e do Citigroup. A questão vai além. Tal política envolveu interesses do Goldman Sachs, que, aliás, muitos de seus ex e atuais funcionários de alto escalão tem ou tiveram atuações em instituições governamentais mundiais.

Para se ter uma ideia, vale reportar o seguinte acontecimento:

“O mundo enfrentou duas das maiores crises das últimas décadas em quatro anos. E, tanto na crise financeira de 2008 como na tragédia grega, o Goldman Sachs foi alvo de acusações de actuações menos correctas.

Começando por Atenas, o Goldman Sachs ajudou, a partir de 2002, a Grécia a encobrir os reais números do défice, através de ‘swaps’ cambiais com taxas de câmbio fictícias, o que na prática permitiu a Atenas aumentar a sua dívida sem reportar esses valores a Bruxelas. Segundo o “Der Spiegel”, o banco cobrou uma elevada comissão para fazer esta engenharia financeira e, em 2005, vendeu os ‘swaps’ a um banco grego, protegendo-se assim de um eventual incumprimento por parte de Atenas. No início de 2010, os analistas do Goldman recomendaram aos seus clientes a apostar em ‘credit-default swaps’ sobre dívida de bancos gregos, portugueses e espanhóis. Os CDS são instrumentos que permitem ganhar dinheiro com o agravamento das condições financeiras de determinado país. “É um escândalo se os mesmos bancos que nos trouxeram para a beira do abismo ajudaram a falsear as estatísticas”, referiu a chanceler alemã Angela Merkel.” Ver emhttp://economico.sapo.pt/noticias/afinal-o-goldman-sachs-manda-no-mundo_….

Sobre a desvalorização do real… bem, acho que não necessita de comentário.Afinal, a solução fabulosa de gestão consistiu em ir de pires na mão para o FMI.

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33 comentários

  1. Como sempre

    Como sempre, Roma elogia um escravo para ele comandar a colonia

    A elite da colonia acha o maximo ter um “quase comandante de Roma”, a comanda-la

  2. É a faia tentando valorizar

    É a faia tentando valorizar as bobagens que o aócio falou sobre a economia num possível (espero que não aconteça) governo seu e com esse tal coxinha de mistro da economia! Arre, faia, chega!

  3. Arminio Fraga Fed(e)…rsss

    Disso já sabemos desde 1999:

    Ao mestre com carinho, na Isto É – |  N° Edição:  1532 |  10.Fev.99 

     

    Ligação com o especulador George Soros é virtude e defeito de Armínio Fraga, novo presidente do BC

    ANDRÉ VIEIRA

     

    Dinheiro em dobro. Foi o que garantiu Armínio Fraga Neto, o novo presidente do Banco Central (BC), aos investidores que lhe confiaram suas poupanças no final de 1992. Quem investiu a quantia de US$ 100 mil no fundo Quantum Emerging Growth – gerido por Fraga – colheu cerca de US$ 199 mil em dezembro, mesmo com a quebradeira generalizada dos países emergentes, como México, os Tigres Asiáticos e a Rússia neste período. O desempenho só não foi melhor porque o fundo perdeu 29,4% em 1998. Experiente operador, Fraga deveria causar uma sensação de bem-estar à frente da mesa de operações do BC, exceto por um detalhe. Quem irá preservar o valor da moeda mais derretida dos últimos tempos – o real –, afastando do Brasil os especuladores, tinha como patrão George Soros, ícone do capitalismo especulativo. “Ao indicar o senhor Armínio Fraga, funcionário e escudeiro de confiança de Soros, o governo pretende sinalizar com clareza: basta de intermediários, vamos logo colocar a raposa para tomar conta do galinheiro”, atacou a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

    Decidido a voltar ao Brasil apenas em julho, quando terminassem as férias de seus dois filhos, Fraga antecipou seu retorno devido aos incessantes pedidos da equipe econômica. A abrupta troca de comando gerou, além de críticas e vivas, muitos boatos e suspeitas. Afinal, ele se desligou do Soros Fund Management, a empresa do megaespeculador, em Nova York, na segunda-feira 1º para desembarcar no dia seguinte, já no Brasil, como chefe indicado do BC brasileiro. Deixou um salário de cerca de US$ 60 mil por mês em honorários para receber cerca de R$ 7 mil como funcionário do primeiro escalão do governo FHC. Na viagem de volta, veio acompanhado do economista Paulo Leme, executivo da Goldman Sachs, que acabou a semana convidado para uma das diretorias do Banco Central. Nestes dias de trocas de cadeiras, o mercado financeiro agitou-se bastante, com expressivos lucros dos fundos de investimentos (leia à pág. 26). No encontro anual de economistas na cidade de Davos, na Suíça, Soros deu uma lacônica resposta aos jornalistas: “Estou tão surpreso quanto vocês.” Horas depois, uma nota de seu fundo reiterou que o megaespeculador nada sabia antes da nomeação, embora fosse de seu conhecimento os vários contatos mantidos entre o governo brasileiro e o seu destacado funcionário.

    Apesar da polêmica relação com Soros, Fraga é um daqueles garotos prodígios do mercado financeiro. Aos 34 anos, já tinha feito doutorado na Universidade de Princeton, trabalhado no Federal Reserve (Fed) e nos bancos Garantia e Salomon Brothers. Em 1991, comandou pela primeira vez uma das diretorias do Banco Central, quando sustentou uma política monetária austera, cujo resultado fez elevar as reservas internacionais de US$ 8 bilhões para US$ 25 bilhões, criando um colchão de liquidez para a criação do Plano Real. Saiu do BC com a queda de Collor. Mas o êxito da política monetária carimbou seu passaporte para Nova York a fim de seguir os passos de Soros, que começava a ganhar fama como o “homem que quebrou o Banco da Inglaterra”. Num dia conhecido como a “quarta-feira negra”, em setembro de 1992, o investidor havia apostado US$ 10 bilhões na desvalorização da libra esterlina. Com a moeda esvaindo nas mãos dos ingleses, Soros ganhou US$ 1 bilhão e obrigou a Grã-Bretanha a sair do Sistema Monetário Europeu (SME), que controla o regime de câmbios dos países da União Européia (UE).

     

    Ações da Vale Antes disso, Soros já era um conhecido de Wall Street por fazer apostas arriscadas, inclusive em países em desenvolvimento. No Brasil, tornou-se o primeiro cliente estrangeiro do Banco Pactual em 1986, numa parceria que durou até a contratação de Fraga. Por intermédio do brasileiro, pôde comprar participações na Escelsa e na Vale do Rio Doce nos processos de privatização. No entanto, a maioria de seus investimentos concentra-se na área imobiliária, como shopping centers e empreendimentos construídos em parceria com a incorporadora paulista Cyrela, do empresário Elie Horn. Todos os negócios são feitos pela Brazil Realty, uma joint venture entre a Cyrela e a Irsa, holding argentina onde o megaespeculador possui importante participação. Na Argentina, Soros é dono de nove shoppings, alguns hotéis e vários escritórios comerciais. Na semana passada, adquiriu por US$ 152 milhões cerca de 15% das ações do Banco Hipotecario, a maior instituição de crédito imobiliário do país. Além disso, titula-se como o maior latifundiário da Argentina, com meio milhão de hectares de terras.

    A trajetória de Soros repete a saga de um magnata em transformação, tal como um personagem de romance. Judeu húngaro nascido em 1930, foi obrigado a se esconder do nazismo durante a Segunda Guerra e abandonar seu país depois que os comunistas tomaram o poder em 1947 para estudar na Inglaterra. Em 1956, já nos Estados Unidos, trabalhou como operador em diversas corretoras de Wall Street, onde fundou em 1969 o fundo de investimentos Quantum. Como qualquer multimilionário, Soros poderia se aposentar apenas como um excêntrico filantropo, capaz de doar US$ 500 milhões à Rússia, ou como o mais famoso megaespeculador da história recente. Mas, aos 68 anos, assumiu o papel de um virulento crítico do capitalismo financeiro globalizado do qual é – ironicamente – um dos maiores expoentes e beneficiários. Boa parte de suas idéias estão no livro A crise do capitalismo, lançado no final do ano passado e que tem prefácio, no Brasil, do próprio Armínio Fraga. O guru ideológico de Soros é o filósofo austríaco Karl Popper, que defendia a idéia de uma sociedade aberta – politicamente democrática e economicamente orientada pelo mercado. Essa formação permitiu que criticasse a lógica do capital financeiro para preservar o sistema capitalista como um todo. Quando houve o ataque especulativo às moedas asiáticas em 1997, Soros foi bombardeado pelo primeiro-ministro da Malásia, Mahatir Mohamed, que o acusava de ser o responsável pela catástrofe financeira que se abatera sobre seu país. Em resposta, o investidor apontou os perigos do retrocesso do capitalismo, representado pelo controle de capitais imposto pelo governo malaio. “Uma coisa é certa: os mercados financeiros são propriamente instáveis; eles precisam supervisão e regulação”, escreveu Soros, num resumo de seu novo livro reproduzido na semana passada pela revista americana Newsweek. Uma boa recomendação para saber o que pode acontecer no BC brasileiro.

     

    Colaboraram: Osmar Freitas Jr. (NY), Hélio Contreiras (RJ) e Isabela Abdala (DF)

     

     

     

    A primeira suspeita

     

    Uma possibilidade de que George Soros teria se aproveitado de informação exclusiva sobre a nomeação de seu ex-funcionário Armínio Fraga Neto para o BC já circulou pelo mercado financeiro internacional na semana passada. O principal indicativo de que algo estranho aconteceu foi a valorização dos C-Bonds, papéis da dívida externa brasileira, que pularam de US$ 56,563 para US$ 57,688 entre a segunda-feira 1º e a quarta-feira 3, data posterior à indicação. “Fundos de investimentos compraram pesadamente bônus brasileiros e reais pouco antes e durante o anúncio oficial de Fraga, apenas para se desfazerem das mesmas posições com lucro na própria terça-feira”, constatou Simon Treacher, diretor para mercados emergentes do banco Morgan Grenfell, de Londres. “Mas não há como provar que o dinheiro veio de Soros ou de outro investidor e que eles usaram informações confidenciais”, ressalva. Os ganhos fáceis teriam ocorrido porque era certo que o mercado receberia bem a nomeação de Fraga. O operador de um banco brasileiro lembra que a movimentação em torno dos títulos poderia ter influído inclusive na baixa da cotação do dólar, que chegou a R$ 1,75 na terça-feira, após o pico de R$ 2,15 da sexta-feira 29. “Os C-Bonds e o dólar estão interligados. Se os títulos valorizam, o dólar cai.”

     

    http://www.istoe.com.br/reportagens/28682_AO+MESTRE+COM+CARINHO

     

  4. Tem cada uma…

    Quando o PSDB for governo a Folha indica quem ela quiser para satisfazer seus interesses.

    Por enquanto o governo é dos brasileiros, e o que restou do patrimônio depois das doações de FHC é inegociável.  

    Que o Armínio volte a fazer negócio com Soros e continue por lá.

    Deus nos livre!

  5. “…uma liderança econômica

    “…uma liderança econômica soberba do Brasil conseguiu dar a volta por cima em poucos meses”, escreve.

    Será que Geithner está se referindo realmente a Armírio?

    A única liderança soberba que conheço da época é Lula. Este em poucos meses conseguiu se desfazer da “herança maldita” deixada por FHC, Armírio, Malan & Cia.

    Agora, tentam voltar para continuar o trabalho de desconstrução do país interrompida pela exitosa administração petista. Aliás, ninguém melhor para fazer isso do que um agente duplo.

  6. Fundo administrado por Fraga afundou

    Na hora de desenterrar artigos como este a Folha dá um ataque de amnésia….rssss

    Fundo administrado por Fraga afundou

    Marcelo Diego 
    Da Agência Folha – Nova York

    O novo presidente indicado para o Banco Central, Armínio Fraga, tinha sido contratado pelo maior especulador do planeta, George Soros, para administrar uma carteira de investimentos na América Latina e nos países emergentes.

    O fundo teve uma performance desastrada no ano passado e acabou tendo que ser fundido a outras carteiras de investimentos.

    Fraga foi contratado em agosto de 1993 para o cargo de diretor-gerente do Soros Fund Management, no escritório de Nova York (EUA).

    Ele era responsável pelo gerenciamento de fundos de alto risco e de toda sorte de investimentos nos países emergentes.

    O grupo de Soros trabalha hoje com cerca de US$ 21,5 bilhões, segundo a própria assessoria de imprensa do grupo.

    Fraga foi trabalhar com o Quantum Emerging Growth Fund (Fundo Quantum de Crescimento Emergente), lançado em 1992.

    Seu salário não foi divulgado, mas ele apareceu na lista dos cem executivos mais bem pagos de Nova York ao final de 1997 (cinco outros brasileiros faziam parte do seleto grupo).

    A lista só traz os nomes dos executivos que ganham mais de US$ 700 mil por ano.

    Apostando em investimentos diversificados, principalmente no mercado asiático, Fraga conseguiu dar lucro para o investidor George Soros nos primeiros três anos. Ele teria recebido um bônus de US$ 25 milhões como participação nos lucros realizados.

    No último ano, o fundo começou a ter problemas. Primeiro pela grande exposição aos mercados asiáticos e russo. Somente na Rússia, Soros perdeu US$ 2 bilhões.

    Depois, por causa da crise de credibilidade que atingiu os “hedge funds” (fundos agressivos), após o colapso do Long-Term Capital Management, um dos mais conceituados do mercado, no ano passado.

    Em 1998, o valor de estoque do Quantum Emerging Growth Fund fechou em US$ 1,5 bilhão, uma queda de 31% ao longo do ano.

    Soros decidiu então juntar o fundo a outras carteiras de investimentos (como o Quantum Realty Fund), diminuindo o poder de Fraga dentro da organização.

    Segundo um porta-voz do Soros Fund, a decisão de extinguir a autonomia do fundo não foi baseada em sua má performance, mas sim como uma opção para consolidar os investimentos oferecidos aos clientes.

    Fraga teria pedido demissão a Soros no começo do mês. Até ontem, sua mensagem eletrônica (em português e inglês) ainda atendia na secretária eletrônica de seu escritório, localizado no 33º andar de um edifício empresarial em Nova York.

    Entre seus colegas de trabalho, ele tinha o apelido de “patriota”, porque sempre apoiava as medidas econômicas do governo federal e dizia que o país estava no caminho certo.

    Apesar de trabalhar em Manhattan, Fraga morava em um subúrbio de Nova Jersey. Ele era membro da diretoria da Câmara de Comércio Brasil-EUA.

    Fraga também era professor-adjunto de finanças internacionais da Universidade de Columbia. Ele substituía o titular Robert Johnson na sala 501 IAB. Entre os livros escolhidos pelos professores para orientar seus alunos estavam os do economista Paul Krugman e “World Economic Outlook”, um compêndio de estatísticas organizadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).

    Conheça o prefil do megainvestidor George Soros

    Adriana Bruno
    Da Agência Folha – São Paulo

    Um dos homens mais ricos do mundo (com uma fortuna pessoal avaliada em US$ 2 bilhões), o megainvestidor George Soros administra cerca de US$ 20 bilhões em fundos, quantia superior ao PIB (Produto Interno Bruto) de muitos países, como Guatemala (US$ 14,48 bilhões), El Salvador (US$ 9,47 bilhões) e Honduras (US$ 3,93 bilhões) -dados de 97.

    Também conhecido pela sua filantropia, destina a países do Leste Europeu, anualmente, cerca de US$ 300 milhões por meio da Soros Foundation, administrada por ele.

    Quantia semelhante é destinada a programas de combate às drogas e de melhoria da qualidade de ensino em várias regiões dos Estados Unidos, país que escolheu para viver em 1956.

    Nascido numa família judia de Budapeste (Hungria) em 1930, sobreviveu à perseguição nazista e migrou para a Inglaterra em 1947, onde estudou economia.

    Mudou-se para Nova York (EUA) em 1956 e se naturalizou norte-americano. Nos Estados Unidos, pôde exercer seu pensamento liberal, sendo um ativo partidário da economia de mercado.

    Em 1969, criou o Quantum, uma teia de fundos que negocia ações, títulos e commodities em diversos mercados mundiais. No ano passado, o fundo gerenciava mais de US$ 10 bilhões.

    No total, os oito fundos administrados pela Soros Fund Management somam investimentos de US$ 21 bilhões e investem na maioria dos mercados do mundo.

    O Quantum é um dos “hedge funds” (fundos de investimento de alto risco) com maior rentabilidade em todo o mundo -cerca de 20% no ano passado. Alguém que houvesse aplicado US$ 1.000 na fundação teria recebido até hoje mais de US$ 2 bilhões.

    Soros mostrou-se um excelente apostador. Em setembro de 1992, apostou que a libra britânica cairia. Jogou US$ 10 bilhões.

    O banco central britânico tentou proteger sua moeda, mas acabou jogando a toalha. A queda forçou a libra a sair do sistema monetário europeu. Soros ganhou US$ 1 bilhão e o epíteto de “o homem que quebrou o Banco da Inglaterra”.

    Mas o mago das finanças também comete erros. Em 1994, o Fundo Quantum apostou US$ 8 bilhões na queda do iene japonês. Perdeu US$ 600 milhões.

    Embora houvesse predito a queda do rublo russo, no ano passado, também teve perdas que chegaram a US$ 2 bilhões com a crise no país, distribuídas por seus oito fundos.

    Soros atua no Brasil desde 1987, por meio do Banco Pactual, que administra seus investimentos.

    Soros tem participação indireta na incorporadora imobiliária Brazil Realty e no Centro Têxtil Internacional, além de operar com títulos de renda fixa e de ações por meio do fundo de investimentos Quantum.

    O interesse do megainvestidor pela América Latina concentra-se também na Argentina, sendo considerado o maior latifundiário do país e dono de todos os shopping centers de Buenos Aires.

    Em julho do ano passado, Soros comprou, por US$ 80 milhões, o último shopping que não estava em suas mãos, o Pátio Bullrich, considerado o mais luxuoso da capital argentina, com 10 mil metros quadrados, cem lojas e faturamento anual de cerca de US$ 120 milhões.

    Num ato filantrópico polêmico, Soros doou, em agosto de 1997, US$ 1 milhão em agulhas para viciados em heroína e cocaína, que correm o risco de contrair Aids e outras doenças por compartilharem as mesmas seringas.

    “Já fumei maconha, já cheirei, e gostei muito. Mas o prazer diminuía com o uso repetido”, declarou na época.

    Proporcionalmente a todo o dinheiro que possui, Soros vive com pouco luxo, dirigindo uma velha Mercedes, sem avião particular e até mesmo sem comprar roupas. Essa tarefa cabe à sua mulher.

    É autor de alguns livros, entre eles “A Crise do Capitalismo Global” e “Soros Sobre Soros – Acima da Média”, uma autobiografia em que o multimilionário se define como “um estadista sem Estado”.

    Seu mais recente projeto filantrópico, previsto para durar até o ano de 2001, é a doação de US$ 25 milhões para o tratamento de dependentes de drogas e o desenvolvimento econômico e social de Baltimore (EUA).

    Para os que acusam sua filantropia de ocultar segundas intenções, Soros responde: “Acho que suas suspeitas são justificadas, porque não se deve confiar em pessoas como eu.”

    http://www.diariodecuiaba.com.br/arquivo/030299/economia2.htm

     

  7. “Presidente, num vá nessa

    “Presidente, num vá nessa não. Andam dizendo que o Tim comia merda quando era um little boy lá em Barbacena City!” – Ad Viser

  8. O texto é muito cheio de

    O texto é muito cheio de confetes, mas o sr. Timothy Geithner é ligado a um importante fundo especulativo. Ou seja, nenhuma novidade, pois só nós, brasileiros, sabemos do apuro que passamos com o Armínio Fraga no ministério. 

  9. Isso dai só pode ser um

    Isso dai só pode ser um factóide.

    Ta com cara de ser coisa lançada pelo próprio Fraga a imprensa, com o intuito de aparecer.

    Não faz sentido e prejudica a candidatura Aécio Neves, que deveria colocar o Anastasia na imprensa para falar como porta voz de seu possível governo. Do jeito que está, a cara do Governo Aécio é Fraga, se impondo sobre Anastasia e, claro, com o apoio de toda a mídia e a banca.

    Fraga é um economista e gestor de fundos reconhecidamente competente, mas isso não significa que ele seria um bom gestor economico para o País, como ele já não foi, quando de sua passagem no BC, no Governo FHC.

  10. sinto uma coisa estranha…

    ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah    hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahah suspiro ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah suspiro ahahahahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah suspiro suspiro suspiro ahahahahahahahahahahahah

  11. Nem Obama acreditou…

    Esse tipo de executivo é excelente para a iniciativa privada especuladora. Num órgão público, vai na contramão do social. Típico do PSDB.

    No popular: “É bom para as negas dele…..”

  12.   Que bonito trabalho de

      Que bonito trabalho de redução de danos que a Folha faz para a campanha de Aécio.

      Tão bonito que os mascotes do Aécio nem apareceram para louvar o Armínio Fraga. Deve ser hora do almoço na Savassi.

  13. Sinais explícitos de entreguismo despudorado

    Pois é, mais um (Fraga, no caso) da antiga escola do “que é bom para os EUA é bom para o Brasil”. Desta mesma escola, mencione-se, era a embaixatriz em Cuba (mulher de antigo embaixador brasileiro em Cuba) que foi, nada mais, nada menos, do que espiã dos EUA! Lembro-me também de entrevista concedida por Aécio a Roberto D’Ávila, quando pela primeira vez pensou em se candidatar à presidência da república. Na entrevista, Aécio declarou ter viajado aos EUA para obter o nihil obstat americano a suas intenções. Então, fica a pergunta: desde quando uma pessoa que pensa em se candidatar à presidência da república brasileira precisa de aprovação de americanos?

    Outro ponto preocupante: o sujeito tem de ser muito, mas muito americanófilo para ter seu nome cogitado para comandar o FED. Trata-se, pois, de mais um indício de que a turma aeciana não está identificada com os interesses nacionais, e, sim, com os interesses americanos. Aliás, o sujeito cogitado para ser ministro das relações exteriores de um eventual e remoto governo Aécio defende que o Brasil condene a Rússia no caso da Ucrânia. Mon Dieu, o que ganharíamos com isto? Uma ALCA a la México? Na era dos BRICs esse sujeito sai como uma dessas. Essa questão é relevante quando lembramos que jovens brasileiros foram injustamente presos, humilhados, execrados, espancados, torturados e mortos em nome de ataque aos comunistas, ou melhor, à URSS, que não era nossa inimiga, mas inimiga dos EUA durante a Guerra Fria. Concordo, nessa questão, afora a truculência, agimos como babacas (desculpe-me, mas não há qualificação melhor para os que cometeram aquela estupidez).

    Os sinais de que o eventual e remoto governo Aécio seria contrário aos interesses brasileiros, e que seria um governo descaradamente entreguista são claros (e nem se falou da história de Aécio, como ele mesmo afirmou, estar preparado para tomar “medidas duras”, o que, em bom português, significa arrochar trabalhadores para fazer dinheiro para a elite exploradora).

    O neoliberalismo aeciano é bem pior e escancarado do que o fernandista, e ser pior do que o neoliberalismo fernandista era, há dois meses atrás, considerado impossível.

  14. Dispenso!

    A matéria foi ótima, só o comentário posterior, energúmeno.

    “a solução fabulosa de gestão consistiu em ir de pires na mão para o FMI.”

    Tem que ser muito desmemoriado prá teclar isto. A ida ao FMI foi um colchão de liquidez providenciado pelo governo FHC para que o mandarinato de Lula não iniciasse aí sim, com pires na mão, já que teve que conquistar a confiança do mercado ao assumir. Como conseguiu? Ora, nomeando um tucano para o Banco Central!!!!

    • Hã?

      Quer dizer que o último empréstimo que o governo FHC fez com o FMI em 2002 foi culpa de Lula? Aliás foram três empréstimos em 8 anos, dezembro de 1998, setembro de 2001 e setembro de 2002… Talvez todos culpa de Lula…

      Durante o mandato de Armínio como presidente do BC as taxas anuais de inflação alcançadas foram de 8,94% em 1999, 5,97% em 2000, 7,67% em 2001, e 12,53% em 2002, resultando em uma taxa de inflação média de 8,78% para todo o período… Ah já sei… “Os tempos” eram outros, ainda não haviam inventado a China… Deve ter sido culpa de Lula também…

        • O BC americano?

          Pôrra cara, eu não estou me referindo ao BC americano, africano ou marciano, eu estou dizendo que o nosso país fez empréstimo junto ao FMI, porque o governo FHC errou na política econômica, tava duro… Capice? Conteste os números se puder… Aliás, se a grana estivesse sobrando as restrições à entrada de Lula seriam muito menores, e mais tardias…

          Dizem que o Armínio é ótimo para “inflar o valor de papelada” de empresários que não produzem nada, aplique dinheiro com ele e seja rico e feliz… Falou tucaninho de carteirinha?

          Pfoi? Pvá… Eu continuo aqui!

  15. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Então Aócio está no caminho certo: Armínio (nau)Fraga no Ministério da Fazenda é garantia de entrega da PETROBRAS ao Tio Sam.

  16. O colchão de FHC era de pregos

    Os que têm memória sabem que FHC foi ao FMI, não para criar um colchão de molas para Lula, mas para salvar a própria face, para esconder as trapalhadas de seu governo que aumentou a dívida líquida de 26% do PIB para 60%, o que equivale a mais de UM TRILHÃO E QUATROCENTOS BILHÕES DE REAIS. Aí você poderia perguntar: para onde foi este dinheirão? E a resposta é, bolso de rentista e outros apaniguados, provavelmente. Uma coisa, porém, é certa, em nada essa montanha de dinheiro foi revertida em benefício para o Estado, nem mesmo uma arena futebolística, tampouco um aumentozinho para o funcionalismo, ou, ainda, uma escola técnica federal (cuja criação FHC proibiu).

    FHC, de forma alguma, facilitou para Lula. Praticou terrorismo nos mercados internacionais contra o Brasil provocando fuga de capitais que elevaram o dólar a R$ 4,00 no início do governo Lula. FHC quis asfixiar Lula no primeiro ano de seu governo. No entanto, surpresa: a dívida líquida que durante todo o governo FHC foi monotonicamente crescente, caiu, pela primeira vez em mais de oito anos, ficando abaixo dos 60% ao final do primeiro ano de Lula à frente do governo.

    Não se sabe se por incompetência, má-fé, ou ambos, o fato é que, como se verifica agora também em São Paulo (e muita coisa DO PSDB ainda virá à tona com as CPIs que se avizinham), os governos do PSDB são prejudiciais ao Brasil. Nessa linha, FHC dificultou em muito os primeiros meses do governo Lula.

  17. Eu queria era ter visto a

    Eu queria era ter visto a cara do Obama quando ouviu essa sugestão! É, acho que com concorrentes desse tipo é muito difícil a Dilma não ser reeleita.

  18. Esse artigo mostra em qual profundeza

    de boçalidade a FSP se jogou: é o equivalente da veja no final de 2002 para dar uma forcinha para o H. Meirelles (que passou 8 anos a dar presentinhos $$$$$$ para os banqueiros) escrevendo que foi preciso pedir a permissão do FMI para convida-lo para a presidência do BACEN. 

    Que decadência! E dizer que li a FSP por 14 anos com alegria… O.K. faz tempo que parei!

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