Financial Times lista Bolsonaro na “Aliança da Avestruz” do coronavírus

"Embora a maior parte do mundo tenha tomado medidas drásticas para combater a disseminação do coronavírus, quatro líderes se destacam por suas contínuas negações da ameaça que a pandemia representa"

Montagem FT; Getty Images, Andrei Pokumeiko / BelTA / AP, Bloomberg

Jornal GGN – “Embora a maior parte do mundo tenha tomado medidas drásticas para combater a disseminação do coronavírus, quatro líderes se destacam por suas contínuas negações da ameaça que a pandemia representa. O presidente brasileiro Jair Bolsonaro, o líder da Bielorrússia Alexander Lukashenko, o governante autocrático do Turquemenistão Gurbanguly Berdymukhamedov e o ditador nicaraguense Daniel Ortega se recusaram a levar o coronavírus a sério.”

Essa é a manchete do Financial Times, em reportagem que desfilou os quatro mandatários do que chamou de “Aliança da Avestruz”, que “negam a ameaça do coronavírus”. “Quatro homens fortes se destacam enquanto o resto do mundo toma medidas drásticas para impedir a propagação da pandemia”, trouxe o jornal norte-americano. O animal que apelida o grupo enterra a cabeça na areia quando está diante de um perigo.

“Além dos riscos à saúde de suas populações, suas negações podem acarretar custos políticos. A dissidência em Nicarágua está borbulhando, enquanto no Brasil multidões participam de protestos batendo panelas e gritando “Bolsonaro assassino!” pelas janelas de suas casas. Bolsonaro provocou uma nova onda de raiva nesta quinta-feira, quando demitiu Luiz Henrique Mandetta, seu ministro da Saúde, após uma briga por medidas de distanciamento social”, continuou.

“Quando o Brasil se tornou o primeiro país do hemisfério sul a atingir 1.000 mortes por coronavírus no último final de semana, o presidente de extrema-direita saiu para um passeio em desafio ao isolamento social recomendado por seus próprios oficiais de saúde.  (…) Bolsonaro pediu a reabertura de lojas no país de 211 milhões de pessoas, minando o seu ministério da saúde, e criticou os governadores estaduais como ‘matadores de empregos’ por impor quarentenas. Ele isentou as igrejas dos bloqueios”, apontou o jornal.

 

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora