FMI estima melhora global, mas reduz dados do Brasil

Jornal GGN – A economia global deve se fortalecer em 2014 e 2015, impulsionada pelo desempenho mais forte dos países desenvolvidos. No entanto, relatório elaborado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que a recuperação mundial ainda é frágil e persistem riscos de piora. 

Segundo o documento denominado “Panorama da Economia Global”, o FMI diz que o ritmo de crescimento dos mercados emergentes continuará elevado, chegando a 4,9% em 2014 e 5,3% em 2015 – um pouco abaixo dos 5,1% e 5,4% projetados em janeiro. Entre os maiores países em desenvolvimento, o FMI reduziu as estimativas de expansão de Brasil, Rússia e África do Sul.  

A entidade estima que o mundo vai avançar 3,6% neste ano e 3,9% no ano que vem, uma aceleração razoável em relação aos 3% registrados no ano passado. As novas projeções são apenas um pouco inferiores às anunciadas em janeiro, quando o Fundo atualizou as previsões do documento. No começo do ano, a instituição esperava crescimento de 3,7% em 2014 e de 4% em 2015. 

O relatório aponta também que a melhora se deve à redução do aperto fiscal, exceto no Japão, e a uma política monetária ainda muito expansionista. Os EUA estão na melhor situação entre as economias avançadas, devendo crescer 2,8% em 2014 e 3% em 2015. 

Apesar das perspectivas mais favoráveis para a economia global, o FMI ainda vê fragilidade na retomada, destacando que permanecem riscos significativos de piora, tanto velhos quanto novos. No caso dos emergentes, as mudanças recentes no cenário externo trazem maiores desafios. 

O documento aponta também que os recentes acontecimentos na Ucrânia aumentaram os riscos geopolíticos. No cenário básico do FMI, foram incorporadas projeções de crescimento mais baixo tanto para a Ucrânia quanto para a Rússia, assim como impactos negativos sobre os países da Comunidade dos Estados Independentes. 

Efeitos mais amplos podem ocorrer se a turbulência elevar a aversão ao risco nos mercados globais, ou se houver perturbações no comércio e nas finanças devido a eventuais sanções e retaliações. Para este ano, o FMI estima que a Rússia crescerá 1,3%, abaixo do 1,9% projetado em janeiro.

 

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1 Comentário

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Fábio de Oliveira Ribeiro

- 2014-04-08 20:27:09

Foda-se o FMI, onde quer que

Foda-se o FMI, onde quer que este banco dê as cartas o resultado é sempre o mesmo: desemprego e desespero. 

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