Inimigos de Dilma pensaram que ela iria definhar na política brasileira, diz Le Monde

Dilma Rousseff, 70, tem couro grosso. Dois anos depois de ter sido deposta por um controverso impeachment, a ex-chefe de Estado está novamente em campanha
 
 
Jornal GGN – “Seus inimigos pensaram que ela havia caído no esquecimento da política brasileira, onde ela iria definhar, amordaçada em um retiro forçado. Mas Dilma Rousseff, 70 anos, tem couro grosso. Dois anos depois de ter sido deposta por um controverso impeachment, a ex-chefe de Estado está novamente em campanha, em busca de um posto ao Senado nas eleições gerais de outubro. Com a cabeça erguida, determinada a lavar a humilhação que sofreu, ela quer salvar sua biografia”, introduziu a edição global do francês Le Monde.
 
No artigo intitulado “O contra-ataque de Dilma Rousseff” [acesse aqui], a correspondente internacional Claire Gatinois lembra que, apesar de ter deixado o comando do país com altos níveis de impopularidade, a ex-presidente não busca o cargo em vão: conta com 25% das intenções de voto, elevando seu partido a popular no estado de Minas Gerais.
 
“Eu não busco vingança. Minha candidatura tem um sentido moral e político. Ela também tem um peso simbólico. Eu não estou [nas eleições ao Senado] por motivos pessoais, mas porque tenho um compromisso com a democracia. O Brasil está no caos. A mortalidade infantil está aumentando, os setores de educação e saúde estão em crise. É um pesadelo”, afirmou Dilma à reporter do Le Monde.
 
Se Dilma saiu impopular de seu governo, aparece na disputa a um cargo no Senado com grandes intenções de voto, segundo as pesquisas. “A presidente destituída em 2016 busca uma posição parlamentar nas eleições gerais brasileiras em outubro. Ela lidera as pesquisas com 25% das intenções de voto e seu partido, o PT, é mais uma vez popular”, resumiu a correspondente Claire Gatinois.
 
 

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