Notícias do Mar da China, por Gustavo Gollo

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por Gustavo Gollo

O presidente americano vinha cumprindo sua agenda de ameaças até a terça-feira, 28 de fevereiro, quando havia anunciado um pronunciamento bombástico para o congresso americano, no dia seguinte à declaração da intenção de um aumento monstro no orçamento militar do país. Nesse dia, no entanto, ao contrário do prometido, fez um pronunciamento igual ao de todos os outros presidentes antriores, mudando radicalmente o tom de seu discurso. Pode-se apenas conjeturar sobre a razão de tal mudança de rumo; suspeito que as desconfianças relativas ao envolvimento de seu comitê de campanha com a Rússia tenha tido relação com isso, o que não passa de especulação, no entanto.

 
De qualquer forma, o rumo dos acontecimentos parece ter mudado, atenuando as ameaças no Mar da China, para onde um porta-aviões americano, escoltado por sua frota, havia sido enviado para executar provocações FONOPS. Meus receios de que essas provocações pudessem vir a resultar em incidente gravíssimo que acabasse por desembocar na terceira guerra mundial não se verificaram, temia que algo do tipo viesse a ser noticiado na quinta-feira.
 
Nesse dia, apenas um incidente surpreendente acabou despertando atenção, quando 13 aviões de guerra chineses sobrevoaram as proximidades de Okinawa acionando o alerta de emergência das forças de autodefesa do Japão. Não consigo interpretar esse movimento de aparente provocação chinesa que suspeito ter significado uma mensagem de que a China não se intimidariam ante as provocações americanas.
 
O porta-aviões americano no Mar da China está mantendo entre 8 e 25 aviões de guerra no ar, dia e noite, mais 15 a 20 em prontidão. Difícil imaginar que estejam apenas brincando.
 
Assim, embora a tensão se mantenha na região ainda não se elevou ao ponto crítico de difícil retorno, mantendo-se sob controle.
Ontem a China anunciou um aumento de aproximadamente 7% em seu orçamento militar. A cada dia que passa reduz-se a distância entre o poderio bélico americano e o chinês, reduzindo-se em consequência a probabilidade de conflito entre as potências.
 
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