Os riscos da submissão brasileira aos EUA, por Bernardo Mello Franco

País afrontou tradição diplomática e criou riscos desnecessários à segurança nacional, diz jornalista

Foto: Alan Santos/PR (via fotospublicas.com)

Jornal GGN – A submissão brasileira aos Estados Unidos no conflito com o Irã criou riscos desnecessários ao país. O afronte das autoridades à tradição diplomática trouxe preocupação a diplomatas e militares por conta da guinada da política externa do governo Jair Bolsonaro.

Em artigo publicado no jornal O Globo, o jornalista Bernardo Mello Franco explica que as queixas aumentaram desde a última sexta-feira, quando Bolsonaro ligou o general Qassem Soleimani ao terrorismo.

O general Santos Cruz, ex-ministro de Bolsonaro, chegou a declarar que o Brasil “não tem razões” para se envolver na briga entre Washington e Teerã e, em nota, ressaltou que abandonar a neutralidade é um sinal de “irresponsabilidade” e “falta de noção de consequência”.

A posição também foi defendida pelo embaixador Celso Amorim, chanceler dos governos Lula e Itamar. Para Amorim, a morte de Soleimani pode trazer novas dificuldades no longo prazo para os Estados Unidos por se tratar de “um ato de guerra não declarada”.

Em 2010, o chanceler trabalhou na concretização do acordo nuclear entre Estados Unidos e Irã – que foi firmado sem a participação brasileira cinco anos depois. Trump abandonou o trato em 2018 e, agora, os iranianos decidiram abandonar o acordo. Com a promessa de vingar a morte de seu general.

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