Perigo de golpe segue vigente na Bolívia, afirmou Evo Morales

Evo Morales afirmou que a questão do golpe "segue vigente" e que é preciso discutir como proteger e "cuidar" do atual presidente, Luis Arce

Foto: Reuters

Jornal GGN – O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que a questão do golpe “segue vigente” e que é preciso discutir, entre os apoiadores do MAS (Movimento ao Socialismo), como proteger e “cuidar” do atual presidente, Luis Arce.

As declarações foram feitas por Morales durante uma assembleia das seis federações do país e com 700 comunidades locais, no departamento de Cochabamba, Bolívia.

O ex-presidente alertou sobre a possibilidade de o golpe ocorrer novamente: “A questão do golpe ainda segue vigente. É uma luta ideológica, programática, é uma luta cultural, social, comunitária e, naturalmente, uma luta eleitoral”, afirmou.

Morales declarou que é preciso estudar como proteger a política do MAS, seu partido e do novo presidente eleito, Luis Arce.

“Como vamos cuidar do presidente Lucho [Luis Arce], do vice-presidente David [Choquehuanca] e como vamos defender o processo de transição. Devemos discutir profundamente a nova doutrina militar e policial, para que servirão a Polícia e as Forças Armadas”, continuou.

O ex-presidente lembrou que o ex-chefe das Forças Armadas, o general Sergio Orellana, tentou impedir que Luis Arce assumisse a Presidência, dias antes de sua posse, mas não teve o apoio de todos os militares.

“Eu também estou convencido que nas Forças Armadas não há somente aqueles que respeitam e admiram o MAS, mas também militares antimperialistas, mesmo que não sejam muitos”, disse.

No encontro, as seis Federações do Trópico de Cochabamba decidiram entrar com processo judicial para as vítimas do massacre e perseguidos políticos pelo governo de Jeanine Áñez, que assumiu o comando do país durante o golpe.

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora