Sem sucesso, mira dos Estados Unidos seriam os aeroportos da Síria


Aviões usados pelo Reino Unido –  Foto : Ministério da Defesa do Reino Unido
 
Enviado por Ruben Bauer Naveira
 
Ao que tudo indica, os ataques visaram destruir seis dos principais aeroportos militares da Síria (71 mísseis, dos quais 64 foram interceptados e 7 atingiram os alvos), além das supostas instalações de armas químicas (30 mísseis, dos quais 7 foram interceptados e 23 atingiram os alvos).
 
Isso dá um total de 101 mísseis, com uma pequena diferença de 2 mísseis para o total anunciado pelos russos (103) e de 4 mísseis para o total anunciado pelos americanos (105).
 
Como o ataque aos aeroportos fracassou (apenas o ataque às supostas instalações de armas químicas foi efetivo), os americanos somente anunciaram o seu balanço do ataque muitas horas depois do anúncio dos russos, e, quando o fizeram, declararam que essas supostas instalações de armas químicas eram os únicos alvos para todos os 105 mísseis, e que por isso o ataque havia sido um sucesso total.
 
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A grande mídia de lá (EUA), é claro, comprou essa versão “oficial”, e a mídia daqui, é claro, comprou também, por tabela.
 
Na minha opinião os russos não vão retaliar – porque não precisam. O ataque aos aeroportos, que foi neutralizado, simplesmente “não existiu”, e assim fica bom para todo mundo. Os americanos posam de valentões (e de militarmente imbatíveis), enquanto que os russos continuam apoiando Assad, sem maiores perturbações. No final das contas, o grande susto passou – para os dois lados.
 
Mas a situação ainda prossegue tensa, e exige cautela.
 
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