A Bendine, Marcelo Odebrecht diz que repassou R$ 3 milhões

Jornal GGN – Marcelo Odebrecht disse ao juiz de piso Sergio Moro que autorizou um repasse de R$ 3 milhões a Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil (BB) e da Petrobras. O hoje delator nas investigações da Operação Lava Jato foi interrogado pelo juiz de piso na ação penal em Bendine e ele são acusados por crime de corrupção. O depoimento aconteceu ontem, dia 9.

Odebrecht disse que autorizou Fernando Reis, ex-diretor da empresa, a fazer os repasses, mas não quantificou e nem o fez diretamente, só autorizou. Segundo ele, os pagamentos seriam feitos em função de financiamentos que estavam em tramitação no Banco do Brasil e de contratos da Petrobras. Afirmou também que Bendine não solicitou pagamentos.

“Eu autorizei Fernando a ir pagando – ‘administre com André [intermediador], vá pagando e nós vamos avaliando’. Eu não me lembro de ter dito R$ 3 milhões, R$ 2 milhões, R$ 4 milhões. E aí, Fernando deve ter acertado R$ 3 milhões”, disse ele.

A defesa de Aldemir Bendine, em nota, tratou o depoimento como ilação e destacou o fato de que Marcelo Odebbrecht reconheceu não ter recebido diretamente cobrança de vantagens.

Com informações da Agência Brasil

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6 comentários

  1. É interessante, o sujeito não pediu, o Marcelo nem sabe…..

    É interessante, o sujeito não pediu, o Marcelo nem sabe quanto, nem sabe se pagaram ou não, mas uma autorização sem a mínima demanda vira uma acusação?

    • Já a Rosângela Moro…

      Já a Rosângela Moro, que recebeu dinheiro do Tacla Duran, não é acusada de nada, não é investigada. Quem é perseguido é quem lhe repassou o cascai.

      Só muito sangue na calçada salva essa podridão chamada Brasil.

  2. O setor público no Brasil vem

    O setor público no Brasil vem sendo alvo de achincalhamentos ao longo dos anos. Mas o que temos visto é o modus operandi  de alguns ramos do setor privado.

     

  3. Quanto mais autoridades forem

    Quanto mais autoridades forem “entregues”, mais se abate no tempo da pena?

    Será isso?

    Segundo escalão – menos 2 anos!

    Primeiro escalão – menos 4 anos!

    LULA – menos 10 anos!

    • O prêmio por delatar Lula é a impunidade

      O prêmio por delatar Lula, mesmo que a delação não seja confirmada por provas, é a impunidade e a branqueamento, pelo Judiciário e pelo MP, do dinheiro do crime praticado pelo delator.

      Praticar crimes é um negócio compensador para os dedos-duros. Tem gente que até registra em cartório as provas dos seus crimes.

  4. Juiz de piso não, é juiz de topo… em Washington

    Discordo do uso da expressão “juiz de piso” como forma de criticar Moro. Primeiro porque, politicamente, ele é juiz de topo na hierarquia dos golpistas, em Washington, na Globo e no mercado financeiro (sim, porque Moro fez o que nenhum marqueteiro e nenhum opositor conseguiu, ao ser crucial na desestabilização e derrubada do governo dos trabalhadores e abrir as portas do neoliberalismo entreguista rejeitado nas urnas, além de ser um ótimo agente – involuntário, suponho – para proporcionar oportunidade a especuladores espertos de ganharem fortunas em bolsas ao permitir transmitir audiências abertas em horário de pregão que balançam as bolsas e o dólar).

    Segundo porque ser juiz de primeira instância não é motivo para depreciar. Juiz de qualquer instância precisa apenas é ser justo, imparcial, não se envolver em engrenagens de conspiração política, decidir conforme o Estado de direito e nunca por “convicções” moralistas de ocasião nem de pressões externaas, ser austero e rigoroso sem perder a humanidade, tanto para condenar como para absolver, e largar o osso de privilégios de marajás que antes eram criticados apenas nos políticos.

    Eu até admiro juízes “de piso” de pequenas comarcas que tem uma vida mais próxima de seus concidadãos, que conhecem melhor suas argúrias. São mais pé no chão, não se preocupam em comprar ternos em Miami. Não é esse o problema.

    Em vez de juíz de piso, melhor dizer juíz dos sonhos de Washington, juiz dos sonhos do mercado, juiz de excessão (nas palavras de desembargadores), etc.

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