Ação sobre terreno de Instituto Lula e apartamento de São Bernardo deve ser decidida em breve

Lava Jato sustenta, sem provas, a tese de que o terreno que sediaria o Instituto Lula custou R$ 12 milhões e o apartamento vizinho, R$ 504 mil

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A terceira acusação contra o ex-presidente Lula na Operação Lava Jato, trabalhada pelo ex-juiz Sergio Moro quando comandava a Vara Federal de Curitiba, está pronta para ser decidida pelo juiz Luiz Antonio Bonat.

Segundo informações da coluna Radar, o juiz que assumiu o lugar de Moro deverá decidir, em breve, sobre a terceira ação contra o ex-presidente, que envolve o terreno de São Paulo aonde supostamente, por tese levantada pela força-tarefa do Paraná, funcionaria a sede do Instituto Lula, e que supostamente teria contado com repasses ilícitos da Odebrecht. A mesma investigação é que trata do apartamento vizinho ao do ex-presidente em São Bernardo do Campo.

No ano passado, o mesmo juiz chegou a bloquear as contas do ex-presidente, a pedido dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF). As acusações são de que Lula teria recebido propina da empreiteira, por meio da compra do terreno de São Paulo e do apartamento vizinho.

A Lava Jato sustenta a tese de que o terreno custou R$ 12 milhões, aonde seria sediado o Instituto Lula, e o apartamento R$ 504 mil.

Ao contrário das acusações, a Lava Jato levantou o sigilo nas contas do ex-presidente, de sua família, da empresa LILS Palestras, que pertence ao ex-presidente, e do Instituto Lula, e não encontrou nenhum recurso ilícito.

Desde o ano passado, o processo estava pronto para ser julgado, porque já havia superado a fase de alegações finais, tanto da defesa de Lula, como da Odebrecht e o do Ministério Público.

Entretanto, ainda faltava o julgamento de um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a suspensão da ação, que foi negado pelo ministro Edson Fachin, ainda em fevereiro. De acordo com a coluna Radar, a decisão do juiz Luiz Antonio Bonat estaria a caminho.

 

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