Lava Jato: Acordo da Andrade Gutierrez pode desencadear delações

Jornal GGN – A Andrade Gutierrez nega, mas informações da colunista Mônica Bergamo, publicadas na Folha desta quinta (24), dão conta de que a empresa investigada na Operação Lava Jato estuda um acordo de delação premiada e leniência que além de permitir a continuidade de negócios com governos, deverá blindar os acionistas de qualquer ação criminal futura.

Os termos do acordo teriam despertado o interesse de outras empresas investigadas por formação de cartel e pagamento de propina na Petrobras que ainda resistem a qualquer tipo de colaboração, pois isso implicaria admitir participação na Lava Jato.

“Advogados e juristas familiarizados com o universo das empreiteiras brasileiras acreditam que a delação da Andrade Gutierrez pode ter efeito dominó. Depois dela viriam OAS e, no limite, a Odebrecht”, escreveu Bergamo. Ela apontou que o modelo desenhado para a Gutierrez é o mesmo aplicado no acordo de leniência da Camargo Corrêa.

Se decidirem pelo acordo, as empresas poderiam levar a Lava Jato a um outro desfecho: “de um lado, a maioria dos empreiteiros, lobistas e ex-diretores condenados – mas fora da cadeia, em prisão domiciliar”, por terem cooperado com as autoridades da investigação. De outro lado, políticos presos, uma vez que o Supremo Tribunal Federal tem se abastecido das informações coletadas pela Polícia Federal.

O presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, foi preso no mesmo dia em que Marcelo Odebrecht foi levado à carceragem da PF.

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