Aécio mistura prescrição de prazo com absolvição

Processo havia sido aberto após acusação de ex-presidente da Transpetro de que senador repassou propinas em troca de apoio na Câmara 

 
Jornal GGN – O senador Aécio Neves misturou prescrição de prazo com absolvição para defender sua inocência no processo aberto no âmbito da Operação Lava Jato para investigar a acusação feita pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, de que o presidente do PSDB teria repassado propinas em troca de apoio na Câmara dos Deputados, na época para viabilizar o apoio da eleição de Aécio no comando da Casa.
 
Segundo Machado, que foi do PSDB, o recurso financeiro arrecadado ilegalmente para ajudar cerca de 50 deputados, em torno de R$ 7 milhões, foi solicitado na época para a campanha nacional de Fernando Henrique Cardoso. Aécio teria recebido parte desses valores por meio de um amigo de Brasília, contou o ex-presidente da Transpetro, sem informar o nome da pessoa. No seu depoimento, Machado também corroborou a denúncia de que o senador teria recebido propinas de Furnas. 
 
“Todos do PSDB sabiam que Furnas prestava grande apoio ao deputado Aécio Neves via o diretor Dimas Toledo, que era apadrinhado por ele durante o governo Fernando Henrique Cardoso e Dimas Toledo contribuiu com parte dos recursos para a eleição da bancada da Câmara à época”, disse Machado.
 
A denúncia suscitou a abertura de mais um inquérito para investigar Aécio Neves, porém o processo travou na Justiça e, nessa semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou o arquivamento por conta da prescrição de prazos. 
 
Após a notícia do fato, o senador mineiro declarou em nota que a decisão de Fachin de arquivar as citações contra ele na delação de Sérgio Machado seria prova de sua inocência. 
 
“Seja por prescrição, ou após a devida investigação, o desfecho só poderia ser o arquivamento, pois as afirmações feitas são falsas”, ressaltou Neves.  
 
 
 
 
BRASÍLIA  –  O senador Aécio Neves (PSDB-MG), disse, em nota, que a decisão de arquivar uma das citações contra ele na delação de Sergio Machado no âmbito da Operação Lava-Jato “é mais uma demonstração do cuidado que se deve ter ao tratar afirmações de criminosos confessos, como é o caso do delator Sérgio Machado, sem que as mesmas venham acompanhadas de qualquer indício mínimo de veracidade”. 
 
O ministro do STF Edson Fachin determinou o arquivamento por conta da prescrição do prazo que a Justiça tem para apurar a denúncia. Não houve invesigação porque as denúncias tratavam de fatos anteriores a 2000.
 
“Seja por prescrição, ou após a devida investigação, o desfecho só poderia ser o arquivamento, pois as afirmações feitas são falsas”, pontuou Neves.
 
 

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