Ameaças de Paulo Preto deixaram testemunhas aos prantos, diz jornal

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN – Solto duas vezes pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, Paulo Vieira Souza, mais conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, comparecer à Justiça de São Paulo na quinta (14) para prestar depoimento.
 
Segundo o jornal O Globo, pesa contra o operador do PSDB, além de denúncias de desvio de recursos envolvendo as obras do Rodoanel, em São Paulo, uma série de relatos do Ministério Público sobre tentativa de obstruir a Justiça.
 
Paulo Preto estaria dando um jeito de ameaçar as testemunhas de seu processo. Quando ele foi preso pela primeira vez, em abril, a imprensa divulgou que pelo menos 2 testemunhas próximas à sua família teriam mudado de depoimento depois que elas receberam um advogado indicado pela filha do operador, Tatiana – que também é investigada.
 
Quando divulgou a denúncia, a Lava Jato em São Paulo escondeu o nome de duas mulheres que figuram entre os réus do processo. Uma delas seria subordinada de um departamento abaixo do comandado por Paulo Preto, e teria participado dos desvios fazendo cadastro falsos de laranjas que receberiam os recursos de programas de habitação e indenizações. A outra seria sua irmã, que ajudou a fazer saques em espécie.
 
Além desses episódios, agora O Globo relata que procuradores receberam telefones de testemunhas “as prantos, com muito medo de retaliação”. O juízo da causa adotou como providência mandar Paulo Preto sair das salas de audiência quando testemunhas vão depor, para evitar contato visual.
 
É com base nessas ameaças que o Minitéiro Público insistiu para que Paulo Preto continuasse preso enquanto o processo tramita, mas Gilmar Mendes discordou e concedeu habeas corpus.
 
Além de comandar esquema na Dersa, Paulo Preto é acusdo de operar propina à campanha de José Serra e de manter contas secretas no exterior por onde teriam transitado mais de 30 milhões de francos suíços.
 
Por causa do envolvimento do senador tucano, a defesa de Paulo Preto tenta remeter os processos para o Supremo Tribunal Federal.
 

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