Andrea diz que só tentou vender imóvel da família e responsabiliza Aécio

Foto: Paulo Fonseca/EFE

Jornal GGN – Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, presa na semana passada pela Operação Patmos, da Lava Jato, disse ao Supremo Tribunal Federal que ela não conhecia Joesley Batista, da JBS. Que buscou o empresário para tentar vender um imóvel da família e, com o dinheiro, pagaria as custas da defesa de Aécio. O empresário teria rejeitado a proposta e, segundo Andrea, quem continuou conversando com ele foi Aécio.

Ao STF, a defesa de Andrea pede que a prisão seja substituída por medidas cautelares. Os advogados apontam ainda que ela não pode ser acusado por supostos crimes que tenham sido cometido pelo irmão.

Na peça, de acordo com o Estadão, a defesa de Andrea ainda aponta que a conversa entre Joesley e a irmã do senador sequer foi gravada, porque não interessaria à Lava Jato, uma vez que não teria nenhum conteúdo irregular.

“O único e isolado episódio que teve participação de Andrea Neves foi a sua conversa com o delator premiadíssimo Joesly, pessoa que até então ela não conhecia, como reconhecido pelo mesmo, quando lhe fez a solicitação de ajuda para custeio de despesas lícitas, mediante a oferta do imóvel de sua mãe, que foi recusada pelo delator premiadíssimo Joesley, que preferiu conversar, diretamente, com o senador Aécio Neves, cujo encontro foi marcado, com conhecimento de Andrea, a qual não teve mais nenhuma participação nos fatos, tendo cessado sua intervenção neste ponto”, diz a peça.

Além de Andrea, o primo do senador afastado, Frederico Pacheco de Medeiros, também foi preso. Fred foi flagrado recebendo uma mala com dinheiro da JBS e, depois, repassando os recursos a um assessor de Zezé Perrela. A Polícia Federal sabe que o montante foi aplicado em uma empresa da família, que também é dona do famoso helicoptero apreendido com quase meia tonelada de pasta de cocaína. O caso foi arquivado em meados de 2013.
 

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