ANPR diz que trabalho do MP não pode ser distorcido por vazamentos

Jornal GGN – Através de nota à imprensa, a Associação Nacional dos Procuradores da República afirma que repudia a “tentativa de desqualificar a atuação do Ministério Público Federal” nas investigações da Operação Lava Jato. Para a associação, o trabalho do MPF “não pode ser distorcido” por vazamentos com objetivos “por vezes pouco nobres”.

A nota diz que, sobre as denúncias contra Randolfe Rodrigues, senador pela Rede, já foi esclarecido que as informações não são suficientes para indicar a utoria de crimes. A ANPR também afirma que, mesmo que a sociede possua direito à informação, a veiculação de fatos negativos “sem a devida informação” presta um desserviço para a população.

Da ANPR

 
ANPR repudia tentativas de desqualificar atuação do MPF na Operação Lava Jato
 
A Associação Nacional dos Procuradores da República vem a público repudiar toda e qualquer tentativa de desqualificar a atuação do Ministério Público Federal nas investigações referentes à denominada Operação Lava Jato. O trabalho sereno e técnico dos membros do MPF não pode ser distorcido pela divulgação parcial ou tendenciosa movida por objetivos por vezes pouco nobres.

 
É notório que a sociedade possui direito à informação e que a liberdade de imprensa é um pilar da democracia, bem como a verdade. No entanto a veiculação de fatos desabonadores sem a devida informação, que usam o Ministério Público Federal para atingir pessoas públicas, presta um desserviço à população no intuito de prejudicar o trabalho dos procuradores da República.
 
No que se refere a denúncias sobre senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e um suposto recebimento de dinheiro ilícito, já foi esclarecido pela Procuradoria Geral da República que as informações colhidas não são suficientes para indicar a autoria de crimes. Do mesmo modo, o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, arquivou a petição que poderia gerar investigação contra o parlamentar por falta de elementos suficientes para comprovar as acusações.
 
A ANPR reafirma sua inteira confiança de que os membros do MPF vêm buscando cumprir com as estritas responsabilidades da investidura, estabelecidas na Constituição Federal de 1988, à inteira revelia de conveniências políticas e exclusivamente ao serviço da sociedade.
 
Humberto Jacques de Medeiros
 
Subprocurador-geral da República
 
Presidente em exercício da ANPR

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