Após 3 anos de Lava Jato, ministro do STF toma atitude contra vazamento

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, relator da Lava Jato, determinou que a entrega de cópias de delações da Odebrecht, que não vieram a público na íntegra, seja entregue a políticos que solicitaram acesso com uma marca d’água nas páginas. A ideia é facilitar a identificação de possíveis vazadores. É a primeira vez, após 3 anos de operação Lava Jato, que um magistrado toda alguma atitude para prevenir vazamentos. 

Segundo reportagem de O Globo, a decisão de Fachin atende a um pedido feito pelo advogado que defende vários políticos, entre eles o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

“(…) ele [Fachin] determinou uma nova medida de segurança: as cópias a que eles terão acesso deverão trazer um marca d’água para inibir vazamentos ou, ao menos, facilitar a identificação de vazadores. Caso não cumpram com o dever do sigilo, alertou Fachin, poderão ser punidos.”

“Para o cumprimento desta decisão, deverá a Secretaria (Judiciária do STF), quando solicitada pela defesa técnica, providenciar a extração de cópia das referidas peças, apondo-lhe marca d’água que viabilize o controle do sigilo imposto nos referidos autos, cientificando-lhe do dever de garantir a restrição da publicidade imposta sobre os documentos”, escreveu Fachin.

Além de Geddel, pediram acesso às delações o ex-ministro Jaques Wagner (PT), o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB), e o vice-governador João Leão (PP), entre outros. Todos representados por Gamil Föppel. Ele terá acesso à delação de 14 executivos da Odebrecht, incluindo Marcelo Odebrecht, Alenxadrinho Alencar, Emílio Odebrecht e outros.

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