Após revelações do Cade, Alckmin tenta se manter blindado da Lava Jato

O silêncio, o distanciamento de outras figuras arroladas, como José Serra, e até possivelmente queimar algum assessor estão entre os planos do PSDB
 
 
Jornal GGN – As revelações de que o esquema de corrupção em licitações de obras de rodovias e metrô de São Paulo durante as gestões tucanas de Geraldo Alckmin, José Serra e Alberto Goldman não passou despercebido e entrou na malha do Cade preocupa o futuro do partido para 2018.
 
Ainda que em datas festivas, na última semana de atividades judiciárias e legislativas, antes dos recessos na política e governo, o cartel das empreiteiras sobre obras milionárias no estado, que teria beneficiado tanto as empresas quanto agentes dos governos do PSDB, virou notícia e a olhos públicos.
 
Apesar de o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), como órgão subordinado ao Ministério da Justiça e responsável por analisar concorrências e abusos do poder econômico a nível das instituições, tratar de preservar os nomes dos caciques tucanos diretamente envolvidos, os líderes do PSDB passaram o dia de ontem (19) debatendo sobre como lidar com a nova crise.
 
Após as informações sobre os casos, divulgados por toda a imprensa, eventuais efeitos nas candidaturas do PSDB foram postas à mesa, começando pelo próprio novo presidente nacional da sigla e governador arrolado nas acusações, o presidenciável Geraldo Alckmin.
 
Em um primeiro momento, a estratégia adotada foi similar à do governo Temer, de tentar abafar as repercussões, silenciando posicionamentos. Para isso, Alckmin chegou a cancelar a agenda pública que tinha nesta terça-feira e jogou a bola para a Secretaria de Transportes Metropolitanos, que deve se posicionar como instituição, e não governo, em defesa das acusações.
 
As revelações, já tratadas anteriormente em delações da Odebrecht e de outras empreiteiras à Operação Lava Jato, mas somente agora expostas, conflitam com a blindagem até então dos nomes tucanos afora da Lava Jato. Apenas recordando de como o partido atuou no caso do senador Aécio Neves, afastando-o drasticamente do cenário político, como exemplo de como a sigla vinha fazendo para se expor o mínimo possível em relação às acusações da Lava Jato.
 
Assim, uma vez que o nome envolvido é do próprio presidenciável em 2018, o discurso tomado pelo PSDB será o de que o atual governador de São Paulo impulsiona as investigações e poderá queimar nomes de auxiliares, assessores e/ou funcionários públicos, para que a punição dos mesmos seja o enterro das acusações contra o partido ou cacique tucano.
 
 
 

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