Argumentos da operação Carne Fraca são debilitados, por aureliojunior50

Exportar alimentos semi-processados e/ou processados é um dos maiores desafios no comércio internacional, não é como exportar farelo de soja

 
Zurrar em rede, e “Cota Hilton”, por aureliojunior50
 
Que o DIPOA/SIF – PR tinha problemas, a ABIN foi comunicada há anos, não há dois, foi mais, e foi procurado – tentado – “cintar” este órgão, mas injunções politicas e empresariais ( não das “majors” ), embaçaram a cintagem, inclusive aumentaram o escopo de suspeitas para outros Estados ( GO, TO, MT, SP ).
 
     Sou de mercado, um vendedor de qualquer coisa, tangível ou intangível, inclusive “carnes” ( não importa o bicho ), e sei como funciona o processo de exportação, o qual não é nem de perto a simplicidade que o ínfimo delegadinho e seus sabujos midiáticos explanaram mal e porcamente ( não referente a suínos de corte, que são muito limpinhos ), pois pelos contratos, tanto com a USDA como a UE, Japão….qualquer País, tanto o frango como o boi, em partes ( resfriados ou processados, inteiros ou em “partes especificas” de acordo com o cliente ), são rastreados desde o pasto, passando pelo abate, pelo corte/processamento, embalagem, despacho, contêiner, navio e recepção no destino.
 
      Funciona assim: Se vc. for a churrascaria ( brazilian barbecue ) Fogo de Chão, em Washington ( Pennsylvania Av. ),ir a dispensa e pegar uma peça de alcatra/contra filé , no corte deles ( sirloin ), será JBS, que pelo numero do lote na embalagem, mais o selo de conformidade do USDA/FDA, vai dar para saber até o numero do boi que foi abatido, até o que ele comeu, se foi de pasto ou de estabulo, onde ele engordou e por quanto tempo, o nome do navio que foi embarcado, o fiscal americano que aprovou a entrada do contêiner no Porto de NY ou Charleston, com cortes de frango ou na Europa/Rússia/Oriente Médio = A mesma coisa, o procedimento é igual.
 
      Porra, desde os anos ’80 em algumas unidades da BRF de frangos, existem Imãs (muçulmanos fornecidos por contato com a Mesquita do Brasil em São Paulo ), que verificam se os animais são abatidos de acordo com as leis deles, e como não somos preconceituosos, já vi – ninguém me contou – em um abatedouro/frigorifico em Promissão (SP), todos os meses rabinos de “corte” ( os “mãos de faca do judaísmo ” ), veem conferir o abate de carnes kosher, visando exportações para países com comunidades judaicas importantes.
 
       Exportar alimentos semi-processados e/ou processados é um dos maiores desafios no comércio internacional, não é como exportar farelo de soja para alimentar rebanhos ou esmagar grão para óleo, foi um trabalho desenvolvido por décadas, alcançamos a “cota hilton” ( sou velho ainda uso este termo ) só agora, o de cortes in natura, com teor de gordura especifico ( marmorização ), perda de água, sem aditivos/defensivos químico-biológicos, e agora por culpa de uns frigorificozinhos, um palhaço espanhol vem me dizer, quinta feira passada, que até recebe o contêiner, mas quer um abatimento de 20% e renegociar os futuros.
 
        Então meus queridos, perceberam qual é o barato, os importadores que dependem de nossas carnes para suprir seus mercados, irão vir com medidas fitossanitárias, só para começar vão embargar o que está em transito e depois renegociar os contratos já firmados, poderão alegar o óbvio – se o Brasil desconfia de suas exportações, porque eu não vou desconfiar – e jogar o preço lá para baixo.
 
         Ai meus filhos, por culpa de um delegadinho e a briga de Poder na PF e MinJustiça ( nunca podemos esquecer que o atual MInJustiça é do Paraná ), muita gente irá de f….der.
 
P.S.: Esta mania da esquerdinha culpar os “americanos” cansou, nosso problema são gerados por brasileiros que se acham americanos, nem precisam ser “adquiridos” pelo Tio Sam, eles se vendem de 0800.

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