Assim como no TSE com Dilma, Temer tenta isolar investigação contra Aécio


Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
 
Jornal GGN – Na mesma tática do processo de cassação da chapa com a ex-presidente Dilma Rousseff, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Michel Temer agora estuda pedir a separação do inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), nas acusações da JBS.
 
O PSDB nem ao menos decidiu se irá desembarcar da aliança que sustenta com o governo peemedebista, e o mandatário já tenta isolar uma possível responsabilização do inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente do PSDB.
 
Aécio e Temer são alvos da mesma investigação no Supremo, ao lado também do deputado federal e ex-assessor do presidente, Rodrigo da Rocha Loures (PMDB-PR). O tucano e o peemedebista são investigados de corrupção, obstrução à Justiça e organização criminosa. 
 
O advogado que faz a defesa do mandatário, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, analisa a possibilidade de pedir a separação do processo contra Temer da de Aécio. “Isso é uma questão que estou pensando”, disse Mariz. “Eu acho que não há conexão fática e nem probatória entre a questão que envolve o Aécio e a questão que envolve o presidente. (…) Eu vou examinar [a questão]”, disse Mariz.
 
Na manhã desta terça-feira (23), Mariz se encontrou com o ministro do Supremo, Edson Fachin, que é relator da Operação Lava Jato na Suprema Corte e, portanto, também do processo contra Temer. O advogado entende, também que o processo pode não integrar o grupo de investigações da Lava Jato. Se comprovada a tese, a relatoria seria redistribuída a outro ministro.
 
“A questão não é com ele [o relator, Fachin]. A questão levantada poderá querer demonstrar que não há nenhuma conexão dele, Michel Temer, com essas questões de Petrobras e Lava Jato”, falou o advogado, explicando que se a relatoria fosse sorteada novamente para Fachin, estaria de acordo. 
 
A tese, entretanto, não é a defendida pela Procuradoria-Geral da República, que afirma haver indícios que Temer cometeu tentativa de obstrução à Justiça, juntamente com Aécio Neves. Além de ambos serem acusados pelo mesmo delator, Joesley Batista, proprietário da JBS.
 
“Verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentro outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio do controle de indicação de delegados da polícia que conduzirão os inquéritos”, é um dos trechos do pedido de inquérito contra ambos.
 
 

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