Bancada do PT na Câmara repudia censura ao GGN

"As denúncias, assinadas pelos jornalistas Patricia Faermann e Luís Nassif, em vez de serem censuradas deviam ser investigadas"

Enio Verri, líder da Bancada do PT na Câmara dos Deputados - Foto: Divulgação

Jornal GGN – A bancada do PT na Câmara emitiu nota repudiando a censura imposta ao GGN pela Justiça do Rio de Janeiro. “As denúncias, assinadas pelos jornalistas Patricia Faermann e Luís Nassif, em vez de serem censuradas deviam ser investigadas, já que pairam suspeitas de malversação de recursos públicos e direcionamento de licitação”, escreveram os deputados.

Entenda: quais matérias do GGN foram censuradas

Leia abaixo a nota:

Nota da Bancada do PT em solidariedade a Patricia Faermann e Luís Nassif

A Bancada do PT na Câmara repudia a censura imposta ao Jornal GGN pelo juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro. A decisão de retirar do site 11 reportagens exclusivas sobre negócios envolvendo o banco BTG Pactual, fundado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, afronta diretamente a liberdade de imprensa e o direito da população de ser informada.

As denúncias, assinadas pelos jornalistas Patricia Faermann e Luís Nassif, em vez de serem censuradas deviam ser investigadas, já que pairam suspeitas de malversação de recursos públicos e direcionamento de licitação. O BTG, em lugar de pedir censura devia explicar à sociedade brasileira seus controversos negócios, como a compra de créditos do Banco do Brasil de R$ 2,9 bilhões por R$ 371 milhões.

A censura decretada pelo juiz Grandmasson ataca diretamente a liberdade de imprensa, direito garantido pela Constituição Federal em seu artigo 5: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. O episódio insere-se na escalada do autoritarismo no país, com clara ameaça à liberdade de imprensa e dos jornalistas.

A Bancada repudia qualquer tipo de censura e defende que a decisão arbitrária do juiz seja imediatamente revogada. O direito à informação é essencial numa sociedade democrática e plural.

Brasília, 1º de setembro de 2020.

 

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