Bolsonarismo usa covid-19 para tentar controlar estados

Jornal GGN – Os ataques às polícias com informações falsas nas redes sociais avançaram ao longo de 2021, colocando a extrema-direita como principal fator de instabilidade para a atuação das forças de segurança no país.

Um exemplo desses ataques foi apresentado pelo jornal O Estado de S.Paulo: em 12 de abril, a Polícia Militar de São Paulo anunciou que seus integrantes começariam a ser vacinados contra a covid-19. Foi o que bastou para bolsonaristas atacarem a corporação, chamando-os de “capachos do calcinha apertada” (em referência ao governador de São Paulo, João Doria, do PSDB) e criticando a vacina Coronavac, do Instituto Butantan.

Tal fenômeno não é isolado, e também é visto nos estados onde os governos adotaram medidas para restringir a circulação de pessoas como forma de controlar a pandemia, como a Bahia e o Rio Grande do Sul, além de governos adversários de Jair Bolsonaro, como Piauí e Maranhão.

No último dia 29, 16 governadores afirmaram que “os agentes públicos precisam de paz para prosseguir com o seu trabalho, salvando vidas e empregos”. A carta foi uma resposta ao ataque coordenado do bolsonarismo para estimular um motim na PM da Bahia – o plano só não avançou por ter sido filmado, uma vez que os policiais tentaram aproveitar o surto de um soldado que foi morto após atirar em outros policiais, e bolsonaristas tentaram leva-lo ao posto de mártir por se recusar a atender as ordens do governador Rui Costa (PT).

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