Bolsonaro estaria entre Dodge e Augusto Aras para comando da PGR

Esforços de Dodge de manter perfil baixo nos últimos meses à frente do Ministério Público Federal somaram pontos e agora Bolsonaro decide entre ela e Aras. Anúncio deve ser feito na próxima segunda

Bolsonaro ao lado de Raquel Dodge. Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Após os esforços de criar pontes com os defensores da Operação Lava Jato, se submeter a consentir com decisões das quais não concorda, em nome do cargo maior do Ministério Publico Federal, Raquel Dodge volta à cena como uma possibilidade de ser reconduzida à Procuradoria-Geral da Republica, pelo mandatário Jair Bolsonaro.

Cenário que até três meses atrás não poderia ser imaginado, Dodge traçou no último período de sua gestão no MPF uma tentativa de acatar todas as frentes polêmicas, não tanto para os procuradores internamente, mais para a opinião publica e também para o atual presidente da Republica, quem tem a palavra final na decisão do futuro PGR que assume a partir deste ano.

Por isso, a procuradora-geral tratou de se afastar ou se omitir quando uma postura era demandada de sua competência na PGR, a exemplo da demissão da presidente da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos, Eugenia Gonzaga, e somente se manifestando contra a indicação de Ailton Benedito, para compor o grupo, recomendação de perfil conservador e a favor do regime militar, quando havia maioria no Conselho Superior do MPF, o que ocorreu ontem.

Tampouco atuou para o afastamento do procurador Deltan Dallagnol do comando da Lava Jato, em pleno ápice da divulgação de irregularidades cometidas, conhecidas por meio dos vazamentos das mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil, e manteve-se publicamente a favor da Operação.

Todos estes esforços teriam somado pontos para a avaliação de Bolsonaro na seleção do procurador que irá assumir o posto maior do MPF. De acordo com informações do Uol, o mandatário informou que deve indicar este nome ate a próxima segunda-feira (12), mostrando dois nomes que estariam sendo estudados: o do subprocurador Augusto Aras, nome conservador e considerado alinhado ideologicamente à Bolsonaro, e da mesma recondução de Raquel Dodge.

Apesar do primeiro deter mais apoio internamente do governo, como por exemplo dos filhos do presidente e do ministro Tarcisio de Freitas, de Infraestrutura, adotando em seus discursos uma “superação” do “aparelhamento” do Ministério Publico, Dodge mostrou nos últimos meses que não avançaria em riscos à gestão do mandatário, o que está sendo avaliado pelo governo.

 

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