Caminhoneiros bloqueiam rodovias federais de 13 estados

Os bloqueios estão sendo feitos por um movimento que se auto intitula “Caminhoneiros patriotas”, estranha a categoria

Jornal GGN – O Ministério da Infraestrutura informou na tarde desta quinta-feira, 9, que o protesto de caminhoneiros segue com concentração em rodovias federais de, pelo menos, 13 estados. 

As aglomerações seguem nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná,Bahia, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Goiás, Maranhão, Rio de Janeiro e Tocantins. 

A atuação da Polícia Rodoviária Federal diminui alguns pontos bloqueios. Foram liberadas ainda áreas de impedimento da saída ou entrada de caminhões em Paulínia e São José dos Campos, no interior de São Paulo. 

As manifestações tiveram início em 7 de setembro e na madrugada desta quinta-feira chegaram a ocupar 15 estados. O Ministério da Infraestrutura afirmou que a organização dos atos é “heterogênea” e estranha ao movimento de caminheiros.

Os bloqueios estão sendo feitos por um movimento que se auto intitula “Caminhoneiros patriotas”, que tem como um dos líderes Francisco Burgardt, conhecido como Chicão Caminhoneiro, que deve entregar hoje um requerimento ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pedindo a destituição dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme informou a Revista Fórum. 

Em vídeos, que circulam nas redes sociais, é possível assistir a ocupação violenta das estradas, com esses grupos ameaçando pessoas. Outros caminhoneiros denunciam que o movimento é comandado por milícias e que estão usando a categoria como uma cortina de fumaça. 

Ontem, as lideranças dos atos em andamento chegaram a receber um aúdio de Jair Bolsonaro (sem partido), pedindo o fim dos atos sob o argumento de uma piora na crise econômica. O pedido do mandatário, no entanto, não foi atendido.

Já nesta tarde, Bolsonaro esteve com esses caminhoneiros, no Planalto, em Brasília, e eles afirmaram que só iram por um fim nas paralisações de cunho golpistas se avançar a pauta anti-STF, segundo a Folha de S. Paulo.

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