Cheia de dedos, Folha revela que campanha de Skaf teve caixa 2 para bancar Duda Mendonça

Não há informações sobre quem do PMDB nacional teria negociado o caixa 2 para favorecer Skaf com a Odebrecht

Jornal GGN – Embora a primeira página trate de um leve atrito entre Joao Doria, que prometeu congelar a tarifa do transporte em 2017, e o Metrô de São Paulo, que quer uma majoração alegando falta de recursos para investir nas linhas, a notícia que abre com impacto o caderno de Política da Folha desta quinta (3) trata de uma “tentativa de delação” contra um dos maiores anunciantes do jornal nos meses de discussão sobre o impeachment de Dilma Rousseff: Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Industrias de São Paulo).

O jornal revelou que advogados de Duda Mendonça, marqueteiro da última campanha de Skaf ao governo do Estado, procuraram a Lava Jato para confirmar que ele recebeu valores do PMDB nacional no exterior, para saldar dívidas da disputa contra Geraldo Alckmin e outros postulantes.

Segundo o jornal, Skaf achou a revelação “absurda” e Mendonça não confirmou que exista uma tentativa de acertar um acordo de cooperação com a força-tarefa. Mas, pelos relatos, seus advogados estiveram mais de uma vez com os procuradores, entregando alguns detalhes não publicados sobre as transações.

Tudo que a Folha pôde publicar contra Skaf resume-se a uma primeira visita dos advogados para apresentar o interesse do marqueteiro na delação e, numa segunda vez, até “levaram um escopo do conteúdo com que Duda poderá colaborar com os investigadores da Lava Jato.”

A Procuradoria Geral da República, no entanto, “não se manifestou efetivamente sobre se aceitará a delação. Dependerá de quão relevante serão as informações prestadas, na opinião dos procuradores, como em todas as propostas que chegam.”

De acordo com a denúncia prévia, o valor cobrado pela Votemim Escritório de Consultoria Ltda, de Duda Mendonça, superou os R$ 4,1 milhões que a campanha de Skaf pagou ao marqueteiro em 2014, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

A Folha disse ter apurador que Skaf sabia que o PMDB nacional “ficaria responsável pelas negociações dos pagamentos pendentes, o que foi acertado com a Odebrecht.” O jornal não sinalizou, contudo, o valor que Duda Mendonça teria recebido via caixa 2.

“Na 35ª fase da Lava Jato, em setembro, a PF tentou cumprir mandado de condução coercitiva de um dos diretores de uma das empresas de Duda, José Eugênio de Jesus Neto, mas ele estava fora do Brasil. Jesus Neto apareceu em relatório do Ministério Público Federal como tendo sido receptor de dinheiro em espécie da Odebrecht.” Por isso, o marqueteiro se antecipou e tentou colaborar voluntariamente, aponta a Folha.

Não há informações sobre quem do PMDB nacional teria negociado o caixa 2 para favorecer Skaf com a Odebrecht.

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