Com mais de mil agentes, operação da PF mira frigoríficos e cita ministro da Justiça

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Jornal GGN – Com foco na venda ilegal de carne por frigoríficos, a Polícia Federal deflagrou hoje sua a maior operação da histórica, com cerca de 1.100 agentes cumprindo 309 mandados judiciais, sendo 27 deles de prisão preventiva e 11 de prisão temporária.
 
Batizada de Carne Fraca, a operação investiga empresas como JBS, Seara e BRF, e a Justiça Federal do Paraná bloqueou R$ 1 bilhão das companhias investigadas. Osmar Serraglio, ministro da Justiça, é citado na operação, flagrado em interceptações telefônicas conversando com o suposto líder do esquema. 

 
De acordo com as investigações, fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) teriam recebido propina para liberar licenças de frigoríficos, que vendiam carne vencida para o mercado interno e externo. 
 
Foi revelado até o uso de carnes podres que eram disfarçadas com ácido ascórbido e a re-embalagem de produtos vencidos.
 
Executivos da BRF, como Roney Nogueira dos Santos, gerente de relações institucionais e governamentais, e André Baldissera, diretor da BRF para o Centro-Oeste, estão entre os presos na operação. 
 
Os fiscais utilizaram distribuição de lucros e dividendos de empresas fantasmas, da montagem de redes de fast food em nome de testas de ferro e da compra de imóveis em nome de terceiros para esconder o aumento de patrimônio, de acordo com a Receita Federal, que também faz parte das investigações. 
 
O nome da operação faz referência ao ramo das empresas e à expressão popular ‘a carne é fraca’, que mostra a “fragilidade moral de agentes públicos federais “ue deveriam zelar e fiscalizar a qualidade dos alimentos fornecidos a sociedade”, disse a PF.
 
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