Como os Bolsonaro favorecem as milícias na guerra contra o PCC, por Luis Nassif

Várias medidas recentes, defendias pelos Bolsonaro, vão ao encontro de interesses explícitos da economia clandestina desenvolvida pelas milícias.

A mensagem de Flávio Bolsonaro, acima, é meramente retórica. Nela, ele diz que esteve com o Ministro Sérgio Moro tratando de pauta de segurança pública, “especialmente em Angra dos Reis”. Solicitou um efetivo de policiais federais para combater o tráfico de drogas “e milícias”.

A desconfiança é de um outro tipo de jogo:

1. Os Bolsonaro, especialmente Flávio, são estreitamente ligados às milícias. E há inúmeras evidências da infiltração das milícias no PSL, dos Bolsonaro e do governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel.

2. Várias medidas recentes, defendias pelos Bolsonaro, vão ao encontro de interesses explícitos da economia clandestina desenvolvida pelas milícias. Como, por exemplo, a flexibilização no comércio de armas e a anistia para as multas de vans que trafegam em pistas de ônibus no Rio de Janeiro.

3. Há uma disputa clara entre milícias e o PCC. E indícios de que a política de segurança dos Bolsonaro consistirá em atacar o PCC, preservando as milícias.

4. Recente ofensiva de Wilson Witzel, visou cercar especificamente o PCC. Declarações recentes dele indicam que o PCC está quase sem munição. Em breve, a excelente cobertura de O Dia e do Extra mostrará a lógica dessa ofensiva, de fazer o jogo das milícias, nos ataques ao PCC.

5. O Ministro Sérgio Moro é agente passivo desse jogo. Com seu enfraquecimento, e necessidade de mostrar serviço ao chefe Jair, é possível que passe a atuar de forma mais ativa.

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