Contagem da PF termina: 51 milhões no Bunker de Geddel

Jornal GGN – Após horas contando o dinheiro apreendido em caixas e malas no apartamento que seria usado como “bunker” de Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Temer, em Salvador, a Polícia Federal chegou na cifra de R$ 42,6 milhões e US$ 2,7 milhões.

A contagem durou mais de 14 horas e a PF utilizou sete máquinas para ajudar na lida. Segundo a PF esta é a maior apreensão de dinheiro em espécie de história.

Tesouro Perdido, a operação da PF, foi deflagrada na manhã de ontem, terça, dia 5, sendo um desdobramento de outra investigação, a Cui Bono, sobre fraudes em liberações de empréstimos na Caixa. O dinheiro será depositado em conta judicial.

Geddel Vieira Lima, do PMDB da Bahia e ex-ministro de Temer, está em prisão domiciliar. Foi preso no dia 3 de julho e recebeu habeas corpus para cumprir medida restritiva em sua casa, em Salvador.

Segundo a Cui Bono, que apura as ações de Geddel e outros na questão dos créditos e recursos da Caixa Econômica Federal, estariam no mesmo pacote o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o doleiro Lúcio Funaro. A operação começou no ano passado.

Geddel é apontado como recebedor de R$ 20 milhões em propina pela troca de aprovação de empréstimos no banco ou por liberação de créditos do FI-FGTS para beneficiar empresas.

Esta busca e apreensão no tal ‘bunker’, o juiz Vallisney Oliveira, que proferiu decisão que autorizava a ação, cita que o apartamento está em nome de Silvio Silveira, que teria cedido ao ex-ministro de Temer para que pudesse guardar caixas com documentos.

No mandado, o juiz diz que as pesquisas realizadas com moradores do prédio, confirmaria a notícia de que uma pessoa teria utilizado o imóvel para guardar ‘pertences do pai’, e que poderia ser Geddel, pois o pai faleceu em janeiro de 2016.

A defesa de Geddel ainda não se manifestou.

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