Contrariando Temer, Câmara liberou vídeos de Funaro e áudios de Joesley

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN – Inaugurando mais uma turbuência com o Planalto, a Câmara dos Deputados sob Rodrigo Maia (DEM) decidiu publicar vídeos e áudios de delações do operador Lúcio Funaro e dos irmãos Batista contra o presidente Michel Temer.
 
O material consta na denúncia que Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, apresentou ao Supremo Tribunal Federal contra Temer e líderes do PMDB, por obstrução de Justiça e formação de quadrilha.
 
Temer havia solicitado ao relator do caso no Supremo, o ministro Edson Fachin, acesso aos áudios e vídeos. Mas Fachin colocou tudo sob segredo de Justiça.
 
Nesta segunda (16), após criticar a divulgação do material pela imprensa, a defesa de Michel Temer afirmou que não sabia que foi a ministra Cármen Lúcia quem esqueceu de manter o sigilo sobre as delações ao envioar a denúncia para a Câmara.
 
A Casa disponibilizou sete gravações que a Polícia Federal recuperou dos arquivos da JBS, inclusive o último grampo mais bombástico, que tentava implicar o ex-procurador Marcelo Miller, hoje investigado por supostamente ter atuado como agente duplo.
 
Segundo relatos da Folha, “das sete gravações recuperadas, apenas três são audíveis. Além da conversa sobre Miller, há ainda um diálogo de Joesley com um interlocutor chamado Gabriel, que supostamente é o deputado Gabriel Guimarães (PT-MG). Outro é de Saud com o ex-deputado João Magalhães.”
 
O jornal destacou que entre o material está um áudio em que os executivos da JBS dão a entender que gravaram uma reunião na PGR. Nesta reunião, teria sido discutido o acordo de Delcídio do Amaral, pois os procuradores afirmam que ajudaram o ex-senador com uma “casa escondida”.
 
Também em sigilo no Supremo, os vídeos em que Lúcio Funaro afirma que Temer recebia propina do esquema dos portos e também foi favorecido com a compra de votos a favor do impeachment de Dilma Rousseff, também vieram à tona.
 
No último sábado (14), a defesa do ex-presidente classificou o “vazamento” como uma tentativa de golpe e ameaça ao Estado Democrático de Direito.
 
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