Defesa de filho de Lula pede investigação de vazamento a Cardozo

 
Jornal GGN – A defesa do filho do ex-presidente Lula, Luis Cláudio Lula da Silva, denunciou que a revista Época possivelmente teve acesso aos documentos apreendidos pela Polícia Federal, no dia 26 de outubro, durante fase da Operação Lava Jato, e que estavam em sigilo decretado pela desembargadora do TRF da 1ª Região, Neuza Alves.
 
Diante do vazamento ilegal, os advogados encaminharam uma representação ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pedindo que fosse investigado o acesso dos jornalistas aos documentos em mãos da Polícia Federal de Brasília. Conforme explicou o advogado Cristiano Zanin Martins, o documento exige uma identificação apenas dos advogados da defesa, seguida de uma verificação se eles possuem instrumento de procuração no processo.
 
Os advogados receberam na tarde desta sexta-feira (13) perguntas de uma repórter da revista Época, que de acordo com Martins, “denotam o vazamento”. A defesa afirmou que repudia “qualquer tentativa de manipulação de documentos vazados de uma investigação policial na qual Luis Cláudio já prestou todos os esclarecimentos e afastou qualquer ligação com os possíveis ilícitos investigados”.
 
Leia a nota do advogado na íntegra: 
 
Os advogados de Luis Cláudio Lula da Silva protocolaram hoje (13/11) representação dirigida ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com a finalidade de pedir que seja investigado possível vazamento de documentos relativos ao IPL nº 1424/2015-5 SR/DFF/DF, que tramita perante a Polícia Federal de Brasília (DF). Para ter acesso ao referido IPL, os advogados necessitam de identificação e verificação se possuem instrumento de procuração nos autos.

 
O art. 43, inciso II, da Lei nº 4.878, de 03 de dezembro de 1965, que dispõe “sobre o regime jurídico peculiar dos funcionários policiais da União e do Distrito Federal”, estabelece que configura transgressão disciplinar “divulgar, através da imprensa escrita, falada ou televisionada, fatos ocorridos na repartição, propiciar-lhes a divulgação, bem como referir-se desrespeitosa e depreciativamente às autoridades e atos da administração”.
 
 A medida foi tomada após os advogados terem recebido, às 17h06min desta sexta-feira, perguntas de uma repórter da revista Época que denotam o vazamento acima referido.
 
A Desembargadora Neuza Alves, Vice-Presidente do TRF1, proferiu decisão no último dia 06/11 para acolher pedido dos advogados de Luis Cláudio e assegurar o sigilo do material apreendido pela Polícia Federal em seu escritório, registrando, ainda, que tal medida extrema ocorreu em “flagrante desproporcionalidade”.
 
Repudia-se, assim, qualquer tentativa de manipulação de documentos vazados de uma investigação policial na qual Luis Cláudio já prestou todos os esclarecimentos e afastou qualquer ligação com os possíveis ilícitos investigados.
 
CRISTIANO ZANIN MARTINS
 

 

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