Defesa de Lula afirma que Lava Jato cria nova versão

Jornal GGN – A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alerta que os procuradores da Lava Jato, face ao desmoronamento de versões anteriores dos registros que ligam Roberto Teixeira e Glaucos da Costamarques, cria uma nova versão.

Os advogados de Lula demonstram que existem provas mais que suficientes que Roberto Teixeira não visitou Glaucos no Hospital Sírio Libanês, bem como a compra do apartamento vizinho ao do ex-presidente de forma regular pelo citado.

Porém a Força Tarefa não se furta a agir de modo desleal, anexando ao processo um relatório que a defesa não teve acesso, que está em seu poder desde janeiro deste ano, com uso de elementos “secretos” na ação, o que viola a garantia constitucional de ampla defesa.

Não bastando, os procuradores usam de artifícios para forçar uma ligação inexistente entre Teixeira e Glaucos.

Leia a Nota da defesa a seguir.

APÓS DESMENTIDO DO HOSPITAL, LAVA JATO CRIA NOVA VERSÃO

Com relação à apresentação, pelo MPF, de uma relação de registros de ligações entre Roberto Teixeira e Glaucos da Costamarques entre novembro e dezembro de 2015, a defesa do ex-presidente Lula esclarece que:

Os procuradores da Lava Jato criaram uma nova versão fantasiosa depois que a narrativa do proprietário do imóvel sobre os recibos de locação de 2015, que serviu de base para o questionamento sobre esses documentos pelo MPF, foi desmentida por 2 ofícios enviados pelo Hospital Sírio Libanês ao juiz Sérgio Moro. Os ofícios mostram que o Sr. Glaucos da Costamarques não foi visitado no hospital pelo advogado Roberto Teixeira enquanto estava internado, entre novembro e dezembro de 2015.

A Defesa do ex-Presidente Lula já demonstrou que além de os recibos apresentados conterem declaração de quitação dos aluguéis, prova mais plena de pagamento segundo a lei, os elementos constantes no processo confirmam que o proprietário recebeu os valores na forma contratada.

O Sr. Glaucos reconhece ser o proprietário do imóvel, pago por meio de cheques administrativos, o que desmonta a acusação do MPF de que a compra do imóvel teria sido feita por meio de valores provenientes de 8 contratos da Petrobras, o que jamais foi provado.

Constam no processo para confirmar a posição da defesa do ex-Presidente Lula, dentre outros elementos, os seguintes: (i) quebra do sigilo bancário do proprietário, mostrando que ele recebeu entre 2011 e 2015 diversos pagamentos em dinheiro, que superam em mais de sete vezes o valor total dos aluguéis; (ii) pagamento do carnê-leão sobre o recebimento dos aluguéis; (iii) declaração do contador de que recebia das mãos do proprietário e periodicamente os recibos de locação.

A Força Tarefa da Lava Jato volta a agir de modo desleal, ao anexar ao processo nesta data um relatório unilateral, com base em dados telefônicos que dispunha desde janeiro de 2017 e que em relação aos quais a defesa do ex-Presidente Lula não tem acesso. Mais uma vez faz-se uso de elementos “secretos” na ação, estranhos à acusação contida na denúncia, violentando a garantia constitucional da ampla defesa.

O MPF busca, ainda, confundir chamadas não efetivadas e ainda chamadas dirigidas a um ramal central com supostos telefonemas ao advogado Roberto Teixeira.

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