Defesa do governo Bolsonaro diz que não sabia da crise em Manaus

"Foi informado de maneira tardia": alegação foi dada em resposta da Advocacia-Geral da União (AGU), que faz a defesa do governo, ao STF

Foto: Alan Santos/PR

Jornal GGN – O governo de Jair Bolsonaro alega que não é responsável e que não tinha conhecimento da crise instaurada no Amazonas, com a falta de oxigênio em Manaus. A conclusão consta na resposta dada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que faz a defesa do governo, na determinação do ministro Ricardo Lewandowski para que o Ministério da Saúde atenda “imediatamente” a situação de emergência da região.

Em decisão na última sexta (15), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o governo federal envie oxigênio e outros insumos hospitalares e deu um prazo de 48 horas para que apresente um plano “compreensivo e detalhado” para responder à crise sanitária de Manaus.

Mas o governo Bolsonaro saiu pela tangente e respondeu, por meio da AGU, que “foi informado de maneira tardia aos órgãos federais” e que “empregaram toda a diligência possível para contornar a situação”.

De maneira generalizada, afirmou que “a União repassou um volume extremamente significativo de insumos estratégicos e de recursos financeiros aos estados brasileiros, como um todo, e ao estado do Amazonas, em especial”.

“O colapso do estoque de oxigênio hospitalar na cidade de Manaus foi informado de maneira tardia aos órgãos federais, que empregaram toda a diligência possível para contornar a situação, sobretudo mediante a mobilização da Força Nacional de Saúde do SUS”, continuou.

Conforme o GGN mostrou, ao contrário do que alegado, o governo Bolsonaro ajudou a transportar somente 6% de todo o oxigênio que a cidade precisa por dia. Ainda, outros empecilhos, como um avião da Força Aérea que estava em manutenção, atrasaram o envio dos cilindros de oxigênio líquido.

Em resposta ao STF, a AGU afirmou que só soube “da crítica situação do esvaziamento de estoque de oxigênio em Manaus” no dia 8 de janeiro. Entretanto, a atuação do ministro da Saúde, com a ida de Pazuello ao estado, ocorreu dias depois, na semana passada.

 

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